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Fafá de Belém foi assistir a “Fafá de Belém, o Musical”, com direção de Jô Santana e dramaturgia de Eduardo Rieche e Gustavo Gasparani, uma homenagem aos seus 50 anos de carreira, no Teatro Riachuelo, no Centro, nessa segunda (19/01). No fim da apresentação, a cantora subiu ao palco e recebeu longos aplausos.
A produção revisita memórias da infância da artista, em Belém, e percorre a carreira nas últimas décadas. Fafá aparece em diferentes fases, interpretadas por três atrizes: a Fafá-menina, vivida por Laura Saab (neta da homenageada) e Clarah Passos; a Fafá-cantora, por Helga Nemetik; e a Fafá atual, por Lucinha Lins.
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“Assistir à minha vida ser contada para milhares de pessoas e ser homenageada em vida é um privilégio. Pude ser transportada a muitos momentos, desde os saraus em família, ainda quando criança, passando pela minha saída de Belém e toda a minha carreira até a maturidade. Foi lindo ver a estreia da minha neta. Helga é um bicho fabuloso de palco e foi uma potência na voz me interpretando quando saí de Belém. Minha virada de chave com Lucinha, minha querida amiga… Eu olhava para o palco e parecia que estava me vendo”, disse Fafá.
O início do espetáculo leva o público para a Amazônia, apresentando lendas como a Cobra Grande, o Boto e o Tambatajá, em uma atmosfera regional marcada pelo coro Carimbó-Siriá, coletivo de atores-músicos que acompanha as diferentes fases da cantora. Também entram em cena sua formação familiar, cultural e religiosa — base da sua identidade artística.
Também aborda a relação com o músico Raul Mascarenhas, apresentada em paralelo à lenda do boto, e o Círio de Nazaré, incluindo o encontro de Fafá com o Papa.
Depois da “viagem” paraense, o musical assume a estética urbana da MPB e mostra a Fafá politizada, com cena das Diretas Já. Há ainda uma homenagem a um grupo de drags que interpreta sucessos da cantora, que sempre apoiou os LGBT+.
Portugal também está lá, assim como um toque pop com o DJ Zé Pedro, que colaborou na criação do álbum “Do tamanho certo para o meu sorriso”, inspirado no tecnobrega paraense. O encerramento é o Boi de Parintins, a canção “Vermelho” e a plateia cantando em coro.
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A produção revisita memórias da infância da artista, em Belém, e percorre a carreira nas últimas décadas. Fafá aparece em diferentes fases, interpretadas por três atrizes: a Fafá-menina, vivida por Laura Saab (neta da homenageada) e Clarah Passos; a Fafá-cantora, por Helga Nemetik; e a Fafá atual, por Lucinha Lins.
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O início do espetáculo leva o público para a Amazônia, apresentando lendas como a Cobra Grande, o Boto e o Tambatajá, em uma atmosfera regional marcada pelo coro Carimbó-Siriá, coletivo de atores-músicos que acompanha as diferentes fases da cantora. Também entram em cena sua formação familiar, cultural e religiosa — base da sua identidade artística.
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Depois da “viagem” paraense, o musical assume a estética urbana da MPB e mostra a Fafá politizada, com cena das Diretas Já. Há ainda uma homenagem a um grupo de drags que interpreta sucessos da cantora, que sempre apoiou os LGBT+.
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