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Home News Saude

Anvisa registra 65 mortes suspeitas ligadas a canetas emagrecedoras

manchete by manchete
22 de fevereiro de 2026
in Saude
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Anvisa registra 65 mortes suspeitas ligadas a canetas emagrecedoras

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 (Foto: GI/Getty Images)

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Sessenta e cinco notificações de morte suspeita associada ao uso de canetas injetáveis foram registradas no Brasil desde 2018. Os dados constam no sistema de farmacovigilância da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e incluem relatos recebidos até 7 de dezembro de 2025.

No mesmo período, foram contabilizadas 2.436 notificações de eventos adversos supostamente relacionados aos princípios ativos semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida, medicamentos amplamente utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e, mais recentemente, da obesidade.

A própria Anvisa ressalta, porém, que os dados têm limitações. Não é possível determinar, com base nas notificações, se os casos envolveram majoritariamente medicamentos regularmente registrados no país — como Mounjaro, da Eli Lilly, e Ozempic, da Novo Nordisk —, formulações manipuladas ou produtos irregulares. Em muitos relatos, o notificador informa apenas o princípio ativo, sem detalhar a origem do produto.

A agência também destaca que uma mesma notificação pode reunir mais de um evento adverso e mais de um desfecho clínico. Além disso, o simples registro no sistema não significa que o medicamento tenha sido, de fato, a causa da morte. Ttrata-se de uma suspeita relatada, que exige avaliação clínica e científica mais ampla para eventual confirmação de causalidade.

O que significam essas notificações

A agência explica que não investiga mortes de forma individual. O trabalho é feito por meio da análise do conjunto de notificações recebidas, dentro do sistema de farmacovigilância, o VigiMed.

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Na prática, isso significa que os relatos são avaliados de forma agregada, para identificar possíveis mudanças no perfil de segurança e eficácia dos medicamentos ao longo do tempo.

Como se trata de um sistema baseado em notificações espontâneas feitas por profissionais de saúde, pacientes ou empresas, a qualidade das análises depende diretamente das informações fornecidas. Nem sempre os dados permitem cruzamentos mais detalhados, e muitas vezes faltam elementos clínicos que possibilitem conclusões estruturadas.

Para que haja confirmação de relação causal, é necessária uma avaliação clínica e científica completa, que considere fatores como condição prévia de saúde do paciente, uso concomitante de outros medicamentos, qualidade e completude das informações relatadas e até a regularidade do produto utilizado.

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Por isso, segundo a agência, os números isoladamente não permitem afirmar que o medicamento de fato causou o evento relatado.

Pancreatite

Entre os eventos adversos monitorados, a pancreatite aparece de forma recorrente. Em busca específica pelos termos “pancreatite”, “pancreatite aguda”, “pancreatite crônica”, “pancreatite necrosante” e “pancreatite obstrutiva”, foram identificadas 145 notificações no VigiMed entre 1º de janeiro de 2020 e 7 de dezembro de 2025.

Quando considerados também dados provenientes de pesquisa clínica, o total chega a 225 notificações.

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A evolução anual dos registros no sistema mostra aumento progressivo:

  • 2020: 1 caso
  • 2021: 21 casos
  • 2022: 23 casos
  • 2023: 27 casos
  • 2024: 28 casos
  • 2025: 45 casos

Do total de notificações de pancreatite, seis tiveram desfecho suspeito de morte informado pelo notificador.

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Vale destacar que a possibilidade de pancreatite já está descrita em bula no Brasil para esses medicamentos. O aviso, portanto, não é novidade. Medicamentos como Mounjaro e Ozempic já trazem o risco de pancreatite descrito, com uma estimativa de 0,1 a 1 caso a cada 100 usuários — ou seja, eventos considerados raros.

Como explica o endocrinologista Carlos Eduardo Couri, colunista de VEJA SAÚDE, esse dado precisa ser colocado em contexto. “Pessoas que têm indicação para usar esses remédios, como aquelas com diabetes ou obesidade, muitas vezes já apresentam um risco maior de pancreatite por si só, independentemente do tratamento. Por isso, nem sempre dá para atribuir o problema diretamente ao uso das canetas”, diz Couri.

Até o momento, segundo a Anvisa, a relação risco-benefício desses medicamentos permanece inalterada dentro das indicações aprovadas no país. Os dados seguem sob monitoramento contínuo, como parte da rotina de farmacovigilância pós-comercialização.

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*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.

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No mesmo período, foram contabilizadas 2.436 notificações de eventos adversos supostamente relacionados aos princípios ativos semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida, medicamentos amplamente utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e, mais recentemente, da obesidade.

A própria Anvisa ressalta, porém, que os dados têm limitações. Não é possível determinar, com base nas notificações, se os casos envolveram majoritariamente medicamentos regularmente registrados no país — como Mounjaro, da Eli Lilly, e Ozempic, da Novo Nordisk —, formulações manipuladas ou produtos irregulares. Em muitos relatos, o notificador informa apenas o princípio ativo, sem detalhar a origem do produto.

A agência também destaca que uma mesma notificação pode reunir mais de um evento adverso e mais de um desfecho clínico. Além disso, o simples registro no sistema não significa que o medicamento tenha sido, de fato, a causa da morte. Ttrata-se de uma suspeita relatada, que exige avaliação clínica e científica mais ampla para eventual confirmação de causalidade.

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Pancreatite

Entre os eventos adversos monitorados, a pancreatite aparece de forma recorrente. Em busca específica pelos termos “pancreatite”, “pancreatite aguda”, “pancreatite crônica”, “pancreatite necrosante” e “pancreatite obstrutiva”, foram identificadas 145 notificações no VigiMed entre 1º de janeiro de 2020 e 7 de dezembro de 2025.

Quando considerados também dados provenientes de pesquisa clínica, o total chega a 225 notificações.

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  • 2020: 1 caso
  • 2021: 21 casos
  • 2022: 23 casos
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Do total de notificações de pancreatite, seis tiveram desfecho suspeito de morte informado pelo notificador.

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Como explica o endocrinologista Carlos Eduardo Couri, colunista de VEJA SAÚDE, esse dado precisa ser colocado em contexto. “Pessoas que têm indicação para usar esses remédios, como aquelas com diabetes ou obesidade, muitas vezes já apresentam um risco maior de pancreatite por si só, independentemente do tratamento. Por isso, nem sempre dá para atribuir o problema diretamente ao uso das canetas”, diz Couri.

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