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Cerca de 7 800 km separam o Brasil de Marrocos – se pegarmos a distância de São Paulo até Casablanca, a principal rota de voo entre os países. Mas, muito além da Copa do Mundo, os dois povos também se encontram em matéria de DNA.
É o que mostra um levantamento do laboratório de testes genéticos Genera em cima de um banco de dados de mais de 228 000 amostras de brasileiros que já realizaram o exame.
Segundo os cruzamentos realizados, 3,73% da ancestralidade nacional remete ao Magrebe, a região no norte da África que engloba o Marrocos.
“Quando observamos o DNA dos brasileiros, encontramos registros de movimentos migratórios que muitas vezes não aparecem nos livros de história”, diz o médico Ricardo di Lazzaro, fundador e líder do Genera, que hoje pertence à Dasa. “A presença de componentes genéticos ligados ao norte da África mostra conexões construídas ao longo de séculos entre diferentes povos e regiões do mundo.”
O doutor em genômica explica que esse contingente genético na população brasileira não se deve a uma associação com fluxos migratórios diretos da área que inclui Marrocos, Argélia e Líbia para o país. A maior parte da herança vem da própria colonização e imigração portuguesa e espanhola.
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Isso porque, entre os séculos VIII e XV, povos oriundos do norte da África de religião islâmica, chamados de “mouros” pelos europeus, dominaram grandes territórios na Península Ibérica. “Ao longo desse período, ocorreram miscigenações que deixaram marcas biológicas ainda presentes na população de Portugal e Espanha”, observa di Lazzaro.
Ora, portugueses e espanhóis vieram em massa às Américas, carregando essa herança no sangue. Hoje isso pode ser rastreado por meio de testes genéticos como os focados em ancestralidade, disponíveis para as pessoas comprarem e realizarem em casa, despachando a amostra de saliva por correio e recebendo o resultado pela internet.
O DNA do brasileiro
De acordo com a análise do Genera, envolvendo 228 421 testes genéticos realizados até 2025, 3,73% do DNA do povo brasileiro viria, em média, da região norte-africana, onde fica o Marrocos.
O percentual é bem mais baixo que as heranças dominantes: 76% das pessoas que realizaram o teste têm ancestralidade europeia, 9,5% africana, quase 6% ameríndia e o restante vem da Ásia. São números que, embora não reflitam as origens de toda a população nacional, reforçam a forte miscigenação entre os brasileiros.

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Cerca de 7 800 km separam o Brasil de Marrocos – se pegarmos a distância de São Paulo até Casablanca, a principal rota de voo entre os países. Mas, muito além da Copa do Mundo, os dois povos também se encontram em matéria de DNA.
É o que mostra um levantamento do laboratório de testes genéticos Genera em cima de um banco de dados de mais de 228 000 amostras de brasileiros que já realizaram o exame.
Segundo os cruzamentos realizados, 3,73% da ancestralidade nacional remete ao Magrebe, a região no norte da África que engloba o Marrocos.
“Quando observamos o DNA dos brasileiros, encontramos registros de movimentos migratórios que muitas vezes não aparecem nos livros de história”, diz o médico Ricardo di Lazzaro, fundador e líder do Genera, que hoje pertence à Dasa. “A presença de componentes genéticos ligados ao norte da África mostra conexões construídas ao longo de séculos entre diferentes povos e regiões do mundo.”
O doutor em genômica explica que esse contingente genético na população brasileira não se deve a uma associação com fluxos migratórios diretos da área que inclui Marrocos, Argélia e Líbia para o país. A maior parte da herança vem da própria colonização e imigração portuguesa e espanhola.
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Isso porque, entre os séculos VIII e XV, povos oriundos do norte da África de religião islâmica, chamados de “mouros” pelos europeus, dominaram grandes territórios na Península Ibérica. “Ao longo desse período, ocorreram miscigenações que deixaram marcas biológicas ainda presentes na população de Portugal e Espanha”, observa di Lazzaro.
Ora, portugueses e espanhóis vieram em massa às Américas, carregando essa herança no sangue. Hoje isso pode ser rastreado por meio de testes genéticos como os focados em ancestralidade, disponíveis para as pessoas comprarem e realizarem em casa, despachando a amostra de saliva por correio e recebendo o resultado pela internet.
O DNA do brasileiro
De acordo com a análise do Genera, envolvendo 228 421 testes genéticos realizados até 2025, 3,73% do DNA do povo brasileiro viria, em média, da região norte-africana, onde fica o Marrocos.
O percentual é bem mais baixo que as heranças dominantes: 76% das pessoas que realizaram o teste têm ancestralidade europeia, 9,5% africana, quase 6% ameríndia e o restante vem da Ásia. São números que, embora não reflitam as origens de toda a população nacional, reforçam a forte miscigenação entre os brasileiros.













