O lucro líquido da Copel foi de R$ 645,1 milhões no trimestre, alta de 42,6% em um ano. Esse resultado exclui eventos extraordinários do trimestre. Segundo a companhia, o avanço refletiu o aumento de R$ 277,6 milhões no Ebitda recorrente e o efeito de R$ 219,8 milhões de menor pagamento de tributos ligado à declaração de JCP (Juros sobre Capital Próprio). Com os efeitos não recorrentes, o lucro foi de R$ 1,05 bilhão.
A receita operacional líquida recorrente somou R$ 5,96 bilhões, alta de 10,4% em um ano. A companhia atribuiu o avanço principalmente ao aumento nas receitas de disponibilidade da rede elétrica, suprimento e fornecimento de energia, além do resultado de ativos e passivos financeiros setoriais.
O Ebitda recorrente, indicador que mede a geração de caixa, atingiu R$ 1,61 bilhão, crescimento de 20,8%. Segundo a companhia, os segmentos de distribuição e de geração e transmissão elevaram o indicador em R$ 196,3 milhões e R$ 76,8 milhões, respectivamente.
Os custos gerenciáveis recorrentes caíram 0,9%, para R$ 701,9 milhões. A redução de R$ 35,1 milhões em outros custos e despesas operacionais compensou parcialmente altas em serviços de terceiros, previdência e assistência, pessoal e materiais.
A empresa investiu R$ 957,2 milhões no trimestre, queda de 1,9% em um ano. Desse total, R$ 317,9 milhões foram destinados à ampliação da capacidade instalada das usinas de Foz do Areia e Segredo.
A dívida líquida ajustada chegou a R$ 19,65 bilhões em 30 de junho, alta de 12,6% ante 31 de março. A alavancagem, a relação entre a dívida e a geração de caixa, ficou em 2,9 vezes, ante 2,8 vezes no trimestre anterior.

















