Resgate será o maior já liberado pelo Fundo Garantidor de Crédito. A liberação anunciada representa o maior montante já paga após uma liquidação, superando a devoluções de R$ 20 bilhões aos clientes do Bamerindus após a intervenção realizada pelo Banco Central em 1997.
Devolução será de, no máximo, R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. O cliente tem direito a receber tanto o que investiu quanto os rendimentos até a data da liquidação. Caso a aplicação do investidor seja superior ao limite, a diferença ficará registrada como saldo remanescente no banco, com a possibilidade de ser paga com os ressarcimentos a outros credores.
Pagamentos não ameaçam a liquidez do FGC. Dados de novembro de 2025 indicam que o fundo utilizado como garantia da solvência do mercado financeiro têm liquidez de R$ 125 bilhões. Com isso, o órgão destaca que, mesmo após a distribuição de quase um terço do total (32,5%), as reservas são “robustas” e “suficientes para suportar cenários severos de estresse de mercado”.
Eventuais armadilhas contra os investidores preocupam. O diretor-presidente do FGC, Daniel Lima, alerta que os credores precisam estar atentos para às tentativas de golpe relacionados aos pagamentos. “Infelizmente, esse é um problema que afeta todo o sistema financeiro, e o processo de pagamento de garantias pelo FGC também pode ser alvo de criminosos”, afirma ele.
Saiba como solicitar
Para receber de volta os recursos, o investidor precisa se manifestar. Com a formalização da lista de credores, as pessoas físicas (CPF) devem solicitar a garantia diretamente pelo aplicativo do FGC; pessoas jurídicas (CNPJ) realizam o processo pelo site do FGC.


















