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Depois de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), repreender publicamente o senador Plínio Valério (PSDB-AM) pela declaração sobre ter “tolerado” ouvir Marina Silva, por horas “sem enforcá-la”, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) divulgou uma nota de repúdio ao colega e de solidariedade à ministra do Meio Ambiente do governo Lula. “Enforcar significa matar”, escreveu ela.
A parlamentar disse repudiar o comportamento de Plínio Valério, durante evento no Amazonas, na terça-feira, “como Procuradora Especial da Mulher no Senado, mãe e avó”. Ela destacou que o senador fez o comentário “ainda por cima rindo”.
“Seis horas e dez minutos. Imagine o que é tolerar a Marina seis horas e dez minutos sem enforcá-la”, disse o senador amazonense, em referência à participação da ministra em uma audiência pública na CPI das ONGs. Nesta quarta-feira, Marina chamou Valério de “psicopata”.
Na nota, Zenaide disse que “um pedido honesto e público de desculpas, que o parlamentar recusa-se a fazer de forma espontânea, seria o mínimo que ele deveria dirigir à ministra ofendida e a todas as mulheres brasileiras, inclusive às da própria família dele”.
“Sem entrar no mérito da oposição política que o parlamentar do Estado do Amazonas faz a uma representante do Estado brasileiro que tem realizado efetivo combate ao desmatamento e a outros crimes ambientais na região, considero gravíssimo ver um membro do Parlamento nacional cometendo explícito ato de violência de gênero contra uma mulher”, complementou.
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“O país viu um senador homem fazendo, em tom de deboche ou não, uma ameaça física contra a vida de uma ministra de Estado. Sabemos que o exemplo vem de cima e o que isso causou de tragédias ao país. Enforcar significa matar”, acrescentou.
Para concluir, a senadora apontou que as credenciais da ministra Marina, “autoridade mundial em sustentabilidade, defesa dos recursos naturais e mudanças climáticas, nem precisariam ser elencadas, porque toda violência contra toda mulher tem que ser evitada, combatida e, sim, punida”.
“Toda a minha solidariedade à ministra Marina Silva. Se o senador agrediu uma ministra, agrediu também a todas nós parlamentares e a todas as brasileiras. Todas nós somos Marina”, finalizou.
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“Combustível para agressões”
Na reprimenta que fez ao colega tucano, durante sessão no plenário do Senado, Alcolumbre afirmou que o país vive “um momento tão difícil que uma fala de um senador da República, mesmo com tom de brincadeira, agride infelizmente o que nós estamos querendo para o Brasil”.
“Uma fala dessa só é um combustível para essas agressões que nós estamos vendo nas famílias brasileiras, na sociedade brasileira, onde está todo mundo se achando no direito de ofender e agredir todo mundo”, declarou o presidente do Senado.
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