O professor Aluisio Augusto Cotrim Segurado, da Faculdade de Medicina, ficou em primeiro lugar na eleição interna para definir o novo reitor da USP (Universidade de São Paulo). A votação online ocorreu nesta quinta-feira (27) em uma assembleia universitária, mas seu nome ainda terá que ser confirmado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A assembleia é responsável por indicar a lista tríplice, com a ordem das chapas mais votadas. A decisão final cabe ao governador, que tem a prerrogativa de escolher qualquer um dos candidatos da lista. Segundo a USP, não há prazo para ele tomar a decisão, mas o novo reitor vai tomar posse no dia 25 de janeiro do ano que vem e deve ficar no cargo até o fim de 2030.
Segurado já havia sido o mais votado na consulta feita a docentes, alunos e funcionários no último 18. Ele foi seguido por Ana Lanna e Marcílio Alves, mesma sequência da votação oficial.
A chapa de Segurado, a USP pelas Pessoas, que tem Liedi Légi Bariani Bernucci como vice-reitora, recebeu 1.270 votos.
Em segundo ficou a chapa Nossa USP (reitora Ana Lúcia Duarte Lanna e vice-reitor Pedro Vitoriano de Oliveira), com 713 votos.
E, em terceiro, a chapa USP Novo Tempo (reitor Marcílio Alves e vice-reitora Silvia Periera de Castro Casa Nova), com 340 votos.
Tradicionalmente, o mais votado pela comunidade universitária da USP é o escolhido, mas já houve casos, como em 2009, quando o então governador José Serra indicou o segundo colocado, João Grandino Rodas.
A assembleia é formada por integrantes do Conselho Universitário, além dos Conselhos Centrais, congregações das unidades e os conselhos deliberativos dos museus e institutos especializados. A maioria é de docentes titulares, mas também representantes de funcionários e estudantes. Foram 2.233 eleitores. Desse total, 2.041 (91,4%) registraram seus votos. Cada eleitor poderia votar em até três chapas. Os votos em branco totalizaram 3.590 e, os nulos, 70.
A Comissão Eleitoral foi presidida pelo diretor da Faculdade de Direito, Celso Campilongo, na sala do Conselho Universitário, no prédio da Reitoria, em São Paulo. “É sempre um motivo de satisfação para a universidade celebrarmos a democracia dos procedimentos internos de escolha da Reitoria”, afirmou Campilongo.
O atual reitor é Carlos Gilberto Carlotti Junior, professor da Faculdade de Medicina, e a vice-reitora, Maria Arminda do Nascimento Arruda, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).
Propostas das chapas à reitoria da USP
| Eixo | USP pelas Pessoas | Nossa USP | USP Novo Tempo |
|---|---|---|---|
| Financiamento | Transparência orçamentária; busca de recursos sem comprometer caráter público | Garantir previsibilidade diante da reforma tributária; ampliar captação em projetos sociais e culturais | Sustentabilidade financeira; maior atuação de fundações; cursos pagos e parcerias privadas |
| Gestão | Participação ampliada de docentes, estudantes e funcionários; modernização administrativa | Governança por projetos; criação de Escritório de Desenvolvimento do Ensino e da Aprendizagem | Gestão ágil e transparente; desburocratização e descentralização de decisões |
| Carreira e servidores | Mentoria e acolhimento a novos docentes; valorização docente e técnica | Progressão previsível de carreira; capacitação contínua de docentes e servidores | Revisão de regimes de trabalho; incentivos para atividades noturnas; benefícios adicionais |
| Permanência estudantil/ Crusp | Ampliação da assistência e saúde mental; infraestrutura de permanência | Retomar reforma do Crusp, abandonada após bloco D; selo “Moradia Estudantil Digna” para parcerias privadas | Menos foco específico em moradia; propostas gerais de melhoria de infraestrutura |
| Inovação e sociedade | Programa Probase de pesquisa e inovação; uso responsável de IA | Incentivo a empreendedorismo e internacionalização; fortalecimento da extensão | Inserção de PMEs no ecossistema de inovação; fortalecimento de fundações de apoio |













