O dinheiro deve ser usado para reduzir o endividamento da Cosan (em torno de R$ 23 bilhões) em um panorama em que novas altas de juros estão sendo projetadas para os próximos trimestres.
“A Vale é um ativo extraordinário e confio muito na nova gestão. Entretanto, o patamar atual da taxa de juros nos obriga a reduzir a alavancagem da Cosan”, disse Ometto, em nota.
E justificou: “Na minha trajetória de empreendedor, fui ficando mais pragmático. Já passei por muito e aprendi que o foco deve ser na disciplina financeira para podermos continuar crescendo”.
Nos últimos 12 meses, as ações da Vale desvalorizaram-se 26%, em um ambiente de queda nos preços globais do minério de ferro, alimentada por dúvidas sobre a capacidade da China, principal comprador da commodity brasileira, de manter seus índices de crescimento.
Ometto é um dos homens mais ricos do Brasil. Detinha no final do ano passado uma fortuna estimada em US$ 1,9 bilhão (R$ 11,4 bilhões), segundo a lista de bilionários da Forbes, e tem origem no setor sucroalcooleiro.
A Cosan é um conglomerado que controla empresas como a Raizen (combustíveis), Rumo (logística) e firmas de agronegócio que o tornaram um dos maiores produtores de etanol do mundo.
O grupo de Ometto, que controla as empresas Raizen (combustíveis) e Rumo (logística), chegou a deter 4,9% das ações da Vale, como parte de um movimento estratégico que incluiu a tentativa de ganhar poder na maior exportadora de minério do Brasil.
























