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Vivemos a era da dopamina. A molécula, um neurotransmissor associado à busca de estímulos, prazeres e recompensas, ganhou evidência na esteira da onipresença dos hábitos digitais – e da onda de ansiedade e compulsões que tomou conta da sociedade.
O neurocientista britânico T.J. Power, que investiga a relação entre este e outros mensageiros químicos cerebrais com o comportamento e o bem-estar mental, resume no livro A Dose Certa, recém-publicado pela Editora HarperCollins Brasil, quais os principais fatores associados a descargas rápidas e efêmeras de dopamina, uma situação que nos instiga a buscar novos estímulos e recompensas o tempo todo.
Como há um limite para esse circuito funcionar com equilíbrio, o resultado do descompasso frequentemente se materializa na forma de vício, ansiedade e angústia. Preste atenção aos hábitos ligados ao fluxo insaciável da dopamina.
Uso de redes sociais
Elas são programadas para atrair e prender a atenção por horas e horas. Com um feed infinito e vídeos virais, Instagram e TikTok seguram o usuário na tela pela promessa de sempre oferecer algo impressionante ou divertido na sequência. É um jorro imediato de dopamina, mas o cérebro não se contenta com pouco e quer sempre mais.
Jogos de apostas
As BETs e outras plataformas de apostas virtuais elevaram a máxima potência a descarga de dopamina, porque combinam o acesso fácil das telas à dinâmica viciante dos caça-níqueis. O resultado não é só dependência e angústia ao perder algumas rodadas, mas também endividamento e prejuízo familiar.
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Pornografia online
A psiquiatra americana Anna Lembke, autora do best-seller Nação Dopamina, vê com extrema preocupação o consumo desenfreado de pornografia na internet – um fenômeno que afeta jovens e pessoas mais velhas. Além de distorcer as noções saudáveis sobre sexo, o costume pode se tornar uma dependência com tristes repercussões sociais.
Compras pela internet
A compulsão por adquirir produtos e serviços no ambiente online decolou após a pandemia. Em meio a promoções e promessas diversas, o indivíduo se vê com um desejo inesgotável de comprar e comprar. Mal se conclui um negócio, parte para outro. É assim que a dopamina funciona: ela alimenta o impulso em si, não o gozo depois.
Dieta rica em ultraprocessados e açúcar
O açúcar pode ativar o sistema de recompensa cerebral e alimentos ultraprocessados, hiperpalatáveis, são desenvolvidos para aguçar o apetite. O pesquisador T.J. Power vê aí uma combinação perniciosa para a cabeça. Inclusive porque eles desregulam a microbiota intestinal, que exerce influência sobre o humor e a saúde mental.
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Álcool, cigarro e outras drogas
As substâncias que induzem dependência química e comportamental interferem diretamente no circuito da dopamina. Esse é um dos mecanismos que explicam o vício. As drogas mudam, mas sua atuação cerebral, não. E, como adverte a Organização Mundial da Saúde (OMS), seja para o álcool, seja para o cigarro, seja para as substâncias ilícitas, não há dose mínima segura.
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*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.

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Vivemos a era da dopamina. A molécula, um neurotransmissor associado à busca de estímulos, prazeres e recompensas, ganhou evidência na esteira da onipresença dos hábitos digitais – e da onda de ansiedade e compulsões que tomou conta da sociedade.
O neurocientista britânico T.J. Power, que investiga a relação entre este e outros mensageiros químicos cerebrais com o comportamento e o bem-estar mental, resume no livro A Dose Certa, recém-publicado pela Editora HarperCollins Brasil, quais os principais fatores associados a descargas rápidas e efêmeras de dopamina, uma situação que nos instiga a buscar novos estímulos e recompensas o tempo todo.
Como há um limite para esse circuito funcionar com equilíbrio, o resultado do descompasso frequentemente se materializa na forma de vício, ansiedade e angústia. Preste atenção aos hábitos ligados ao fluxo insaciável da dopamina.
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Elas são programadas para atrair e prender a atenção por horas e horas. Com um feed infinito e vídeos virais, Instagram e TikTok seguram o usuário na tela pela promessa de sempre oferecer algo impressionante ou divertido na sequência. É um jorro imediato de dopamina, mas o cérebro não se contenta com pouco e quer sempre mais.
Jogos de apostas
As BETs e outras plataformas de apostas virtuais elevaram a máxima potência a descarga de dopamina, porque combinam o acesso fácil das telas à dinâmica viciante dos caça-níqueis. O resultado não é só dependência e angústia ao perder algumas rodadas, mas também endividamento e prejuízo familiar.
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A psiquiatra americana Anna Lembke, autora do best-seller Nação Dopamina, vê com extrema preocupação o consumo desenfreado de pornografia na internet – um fenômeno que afeta jovens e pessoas mais velhas. Além de distorcer as noções saudáveis sobre sexo, o costume pode se tornar uma dependência com tristes repercussões sociais.
Compras pela internet
A compulsão por adquirir produtos e serviços no ambiente online decolou após a pandemia. Em meio a promoções e promessas diversas, o indivíduo se vê com um desejo inesgotável de comprar e comprar. Mal se conclui um negócio, parte para outro. É assim que a dopamina funciona: ela alimenta o impulso em si, não o gozo depois.
Dieta rica em ultraprocessados e açúcar
O açúcar pode ativar o sistema de recompensa cerebral e alimentos ultraprocessados, hiperpalatáveis, são desenvolvidos para aguçar o apetite. O pesquisador T.J. Power vê aí uma combinação perniciosa para a cabeça. Inclusive porque eles desregulam a microbiota intestinal, que exerce influência sobre o humor e a saúde mental.
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Álcool, cigarro e outras drogas
As substâncias que induzem dependência química e comportamental interferem diretamente no circuito da dopamina. Esse é um dos mecanismos que explicam o vício. As drogas mudam, mas sua atuação cerebral, não. E, como adverte a Organização Mundial da Saúde (OMS), seja para o álcool, seja para o cigarro, seja para as substâncias ilícitas, não há dose mínima segura.
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