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Durante décadas, ouvir que a pressão “doze por oito” era “de criança” soava como elogio. Hoje, o conceito mudou. A nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 trouxe uma atualização que redefine o que é normal para milhões de brasileiros.
Segundo o documento, pressões abaixo de 12 por 8 (120 por 80 mmHg) são consideradas normais. Já valores entre 12 e 13,9 por 8 a 8,9 configuram pré-hipertensão, uma zona de alerta que pede atenção redobrada: menos sal, mais movimento, sono regular e controle do peso. Quando a pressão chega a 14 por 9 (140 por 90 mmHg) ou mais, o diagnóstico é de hipertensão arterial, exigindo avaliação médica e, se necessário, uso de medicamentos.
O desafio é imenso: o Brasil abriga cerca de 50 milhões de hipertensos e outros 40 milhões em pré-hipertensão. Menos de um terço mantém a pressão controlada. É um problema silencioso, mas devastador — a hipertensão é o principal fator de risco para infarto, AVC e insuficiência renal.
Nesse cenário, a medida domiciliar da pressão arterial — chamada cientificamente de monitorização residencial da pressão arterial (MRPA) — ganhou papel central. Ao medir a pressão fora do consultório, o paciente revela seus valores reais, sem o efeito do nervosismo da consulta.
Com aparelhos automáticos certificados, o processo é simples e seguro: basta estar em repouso, evitar café, cigarro ou exercícios minutos antes e realizar três medidas pela manhã e duas à noite, por três a cinco dias consecutivos. O resultado é uma fotografia fiel da pressão no cotidiano.
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Mais que um número, cada medida representa autonomia e prevenção. A MRPA aproxima o paciente do próprio tratamento, permite ajustes mais precisos e fortalece a parceria com o médico. O avanço da tecnologia — aplicativos e plataformas de acompanhamento — transformou o controle da pressão em parte da rotina digital.
Mas a tecnologia sozinha não basta. Ainda há desigualdade no acesso aos aparelhos e à informação. A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 enfatiza que políticas públicas devem democratizar o monitoramento da pressão, especialmente no SUS, garantindo cuidado contínuo e equitativo — com atenção especial a idosos, diabéticos, gestantes e pessoas com histórico de infarto ou AVC.
Medir a pressão em casa é, antes de tudo, um gesto de cuidado com a vida. Quando conhecimento, tecnologia e empatia caminham juntos, o controle da hipertensão deixa de ser tarefa individual e se transforma em conquista coletiva — de saúde, cidadania e futuro.
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*Audes Feitosa é médico cardiologista, professor da Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade de Pernambuco, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia e coautor da Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025
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O desafio é imenso: o Brasil abriga cerca de 50 milhões de hipertensos e outros 40 milhões em pré-hipertensão. Menos de um terço mantém a pressão controlada. É um problema silencioso, mas devastador — a hipertensão é o principal fator de risco para infarto, AVC e insuficiência renal.
Nesse cenário, a medida domiciliar da pressão arterial — chamada cientificamente de monitorização residencial da pressão arterial (MRPA) — ganhou papel central. Ao medir a pressão fora do consultório, o paciente revela seus valores reais, sem o efeito do nervosismo da consulta.
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