A Kalshi ganhou notoriedade nos Estados Unidos ao permitir que usuários negociem contratos vinculados a eventos futuros, como eleições, indicadores econômicos e eventos esportivos. Avaliada em cerca de US$ 22 bilhões, a empresa emprega atualmente 170 pessoas e prevê ampliar esse quadro para até 500 funcionários nos próximos anos, impulsionada pelo crescimento da demanda e pelo uso de inteligência artificial para aumentar a eficiência operacional.
Educação para diferenciar previsão de apostas
Boa parte da conversa girou em torno das críticas enfrentadas pela empresa em diferentes mercados. A executiva argumentou que os mercados de previsão são frequentemente confundidos com apostas esportivas e cassinos, mas possuem incentivos distintos. Segundo ela, enquanto casas de apostas lucram quando os clientes perdem, a Kalshi ganha por meio de taxas de transação, independentemente do resultado das negociações.
A fundadora também afirmou que a companhia adota mecanismos de proteção ao consumidor, como restrições a depósitos e verificações adicionais quando identifica comportamentos considerados de risco. Para ela, o desafio atual é ampliar o entendimento público sobre o funcionamento desse tipo de mercado e enfrentar a resistência de setores tradicionais que enxergam a atividade como uma ameaça competitiva.
Ao final do painel, a fundadora reiterou uma declaração recente dada à CNBC: a de que os mercados de previsão poderão superar o mercado de ações em relevância no futuro. A justificativa, segundo ela, está no fato de que temas como eleições, pandemias e esportes fazem parte do cotidiano das pessoas e são mais intuitivos do que a negociação tradicional de ações. “É apenas uma questão de tempo”, afirmou.
O WebSummit Rio acontece até quinta-feira (11). O evento, que reúne mais de 1500 startups, espera receber cerca de 40 mil pessoas este ano.













