Presidente da Febraban disse que spread alto não interessa ao setor. Presente no evento, o presidente da Febraban, Isaac Sidney, disse que o spread alto como o atual não é do interesse do setor bancário. Ao final do encontro, Galípolo citou Isaac e disse que o setor bancário tem sido um parceiro do BC, inclusive na agenda de aumento da oferta de crédito de baixo custo para a população.
Juros altos com quase pleno emprego são desafio de uma geração. O presidente do BC falou sobre o fato de o Brasil conviver com taxas de juros altas e ter uma economia dinâmica, próxima do pleno emprego. “Esse tema me parece um desafio geracional, de como a gente consegue normalizar os canais de transmissão de política monetária, é algo de longo prazo, mais estrutural”, disse.
Brasil cresceu mais que o projetado por quatro anos seguidos. Ao comentar o cenário nacional, Galípolo destacou que o país cresceu mais do que o esperado por quatro anos seguidos. Dentre as possíveis explicações para esse crescimento, ele cita as reformas ocorridas nos últimos anos, que podem ter gerado ganhos de produtividade, mas disse que o tema ainda precisa de mais análise. Outro ponto levantado pelo presidente do BC é que o pagamento de precatórios atrasados pode ter levado a um impulso para a economia.
Relação dívida/PIB foi melhor que o esperado. Ao tratar da questão fiscal, Galípolo disse que a relação dívida/PIB teve números melhores que o esperado. “O que me leva a intuir que talvez o que tenha ocorrido é menos um gasto fiscal adicional e mais que o tipo de gasto teve um impacto na economia maior que o esperado, e isso atribuo a uma política tributária e fiscal mais progressiva”.
Cenário gerou pressão inflacionária que levou a um aumento dos juros. “Se somamos a economia mais resiliente, com mínimo de desemprego, o crescimento da renda elevado, anos excepcionais para a indústria, para a construção civil e serviços, com um cenário de desvalorização cambial acentuada, e impacto climáticos que afetaram a produção de alimentos, passamos a ver uma pressão inflacionária mais alta, e isso aí gabarita as razões para iniciar o ciclo de alta de juros”, disse.
População não tem proteção contra a perda de poder aquisitivo. Galípolo ouviu apelos de empresários incomodados com a taxa de juros. Dentre eles estava Luiza Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza. Ao final, o presidente do BC reforçou a importância de controlar a inflação e disse que a população não tem proteção contra a perda de poder aquisitivo da moeda.
























