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Bom dia, investidor,
Confira os destaques da quarta (10):
- IPCA sobe para 0,18% em novembro, mas inflação em 12 meses recua ao teto da meta
- Copom divulga hoje decisão sobre a Selic
- Fed deve anunciar corte nos juros dos EUA
IPCA sobe para 0,18% em novembro, mas inflação em 12 meses recua ao teto da meta
- O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,18% em novembro, após avançar 0,09% em outubro, segundo o IBGE. Apesar da aceleração, é a menor taxa para o mês desde 2018, quando houve deflação de 0,21%. Em novembro de 2024, a alta havia sido de 0,39%.
- Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,46%, ficando dentro do teto da meta do Banco Central pela primeira vez desde setembro do ano passado. A meta para 2025 é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que coloca o intervalo entre 1,5% e 4,5%. No acumulado de 2025, o IPCA registra alta de 3,92%.
- O principal impacto inflacionário veio de passagem aérea, que subiu 11,9% e contribuiu com 0,07 ponto percentual para o índice. A energia elétrica residencial também pressionou o índice, com alta de 1,27%, resultado de reajustes tarifários em algumas concessionárias. Hospedagem registrou avanço de 4,09%, com destaque para Belém, onde a variação chegou a cerca de 178% por conta da COP-30.
Copom divulga hoje decisão sobre a Selic
- O Copom (Comitê de Política Monetária) divulga por volta de 18h30 sua decisão sobre a taxa básica de juros. A expectativa do mercado é de manutenção da Selic em 15% ao ano, o que marcaria a quarta reunião consecutiva nesse patamar.
- A precificação é praticamente unânime: relatório Focus e casas de análise projetam Selic em 15% no fim de 2025 há mais de 20 semanas, reforçando a estratégia de “juros altos por período prolongado” adotada pelo Banco Central.
- Com a decisão já precificada, a atenção se volta para o comunicado do Copom. O comitê vem sinalizando que manterá a Selic elevada para garantir a convergência da inflação à meta contínua de 3%.
- Analistas esperam manutenção de tom duro no comunicado, com ênfase em paciência e vigilância. O Copom deve condicionar qualquer debate sobre corte de juros à trajetória de inflação, expectativas e atividade econômica ao longo de 2025. A taxa de juros em 15% é a mais alta desde 2023 e reflete a preocupação do BC com pressões inflacionárias vindas do mercado de trabalho aquecido e da desvalorização do real.
Fed deve anunciar corte nos juros dos EUA
- O FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto) divulga sua decisão às 16h (hora de Brasília), com expectativa de novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica, levando os juros para o patamar entre 3,5% e 3,75%. Em seguida, às 16h30, o presidente Jerome Powell concede entrevista coletiva para detalhar a leitura do Fed sobre inflação, atividade e os próximos passos da política monetária.
- O CME FedWatch precifica cerca de 85% de probabilidade de corte de 0,25 p.p., que seria a terceira redução consecutiva em 2025. A decisão ocorre em meio a sinais conflitantes da economia americana e divisões internas no Federal Reserve (o banco central dos EUA).
- A inflação mantém-se acima da meta de 2% do Fed, com o núcleo do índice PCE (Índice de Preços de Despesas com Consumo Pessoal) em 2,9% em agosto, pressionado principalmente por tarifas. O setor de serviços, por outro lado, continua apresentando desinflação.
- O mercado de trabalho também envia sinais mistos: embora as contratações de setembro tenham superado as expectativas, com 119 mil vagas preenchidas, a taxa de desemprego subiu para 4,4%, o maior nível desde outubro de 2021.
- A coletiva ajudará a entender a trajetória futura dos juros. As novas projeções econômicas devem indicar quantos cortes adicionais o Fed prevê para 2026, com expectativas de que o banco central sinalize uma pausa ou ritmo mais lento de reduções. Powell deverá abordar como o Fed interpreta os dados recentes de inflação e as condições do mercado de trabalho.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na terça (9):
Dólar: +0,26%, a R$ 5,435
B3 (Ibovespa): -0,13%, aos 157.981,13 pontos.
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