Produção industrial interrompe sequência negativa e sobe 0,2% em julho
- O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou hoje a PIM (Pesquisa Industrial Mensal), mostrando alta de 0,2% na produção industrial em julho ante junho, na série com ajuste sazonal. O resultado interrompeu dois meses seguidos de taxas negativas. Entre as quatro grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (3,2%) e bens de capital (2,4%) puxaram o avanço, enquanto bens intermediários (-0,2%) foi o único segmento a recuar no mês. Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (12,2%) e produtos alimentícios (1,0%) tiveram as maiores contribuições positivas entre as atividades, enquanto indústrias extrativas (-1,0%) exerceu o principal impacto negativo.
- Na comparação com julho de 2025, a produção industrial recuou 0,5%, interrompendo uma sequência de quatro meses de resultados positivos nessa base de comparação. O acumulado do ano ficou em alta de 1,1%, e o indicador em 12 meses avançou 0,6%. Já a média móvel trimestral, que suaviza oscilações pontuais, caiu 0,8% no trimestre encerrado em julho, com peso negativo de bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e bens intermediários (-0,7%).
- O setor de bens de capital registrou a quarta taxa negativa consecutiva na comparação interanual, após quedas de 1,8% em junho, 6,6% em maio e 4,9% em abril, pressionado por bens de capital agrícolas (-31,6%) e de uso misto (-7,6%). Do lado positivo, bens de consumo duráveis somaram a terceira alta seguida nessa base de comparação, impulsionados pela produção de automóveis (3,6%), eletrodomésticos da linha branca (14,8%) e motocicletas (32,0%).
EUA divulgam dados de emprego privado e Fed publica Livro Bege
- Às 9h15 (horário de Brasília), a ADP divulga o relatório de emprego privado de agosto nos Estados Unidos. O mercado espera criação de cerca de 47 mil vagas no setor privado, número que confirmaria a perda de fôlego do mercado de trabalho americano: em julho, o avanço foi de apenas 44 mil postos, bem abaixo dos 70 mil esperados à época e longe dos 95 mil de junho (dado revisado).
- Mais tarde, às 15h, o Federal Reserve publica uma nova edição do Livro Bege (Beige Book), levantamento qualitativo sobre a atividade econômica preparado pelos doze bancos regionais do Fed a partir de relatos de empresas, bancos e outras fontes locais. O documento serve de base para a decisão de juros do Federal Reserve, marcada para 16 de setembro, mesma data da próxima reunião do Copom no Brasil. As edições mais recentes do Livro Bege (maio e julho) mostraram atividade econômica com leve alta, consumo e emprego também em leve alta, e crescimento salarial moderado, sem sinais de aceleração ou de ruptura.
Petróleo dispara com nova ofensiva dos EUA contra o Irã
- As Forças Armadas dos EUA confirmaram ontem que iniciaram ataques contra alvos da Guarda Revolucionária Islâmica no Irã, em resposta a tentativas recentes da força iraniana de atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz e militares americanos na região. O Irã prometeu resposta “intensa” e disse que os EUA “se arrependerão” da ofensiva.
- O episódio fez os preços do petróleo dispararem: o contrato mais líquido do Brent, para novembro, fechou a terça com alta de 4,6%, a US$ 94,65 o barril, enquanto o WTI para outubro subiu 5,2%, a US$ 90,22. A escalada no Oriente Médio traz de volta o temor de um fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo negociado no mundo, e tende a manter uma pressão de alta sobre os preços da commodity, com potencial de contaminar o câmbio e favorecer papéis ligados a Petrobras e ao setor de energia no pregão desta quarta.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na terça (1):
- Dólar: +0,47%, a R$ 5,156
- B3 (Ibovespa): +1,30%, aos 179.722,48 pontos
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