• Home
  • Editorias
    • Mundo
    • Estado
    • Esportes
    • Politica
    • Economia
    • Educação
    • Saude
    • Ultimas Noticias
  • Tecnologia
  • Entretenimento
Jornal Amanhecer
  • Home
  • Editorias
    • Mundo
    • Estado
    • Esportes
    • Politica
    • Economia
    • Educação
    • Saude
    • Ultimas Noticias
  • Tecnologia
    EUA e China se preparam para di?logo sobre seguran?a em IA?em meados de setembro

    EUA e China se preparam para di?logo sobre seguran?a em IA?em meados de setembro

    O que t? rolando: Tesla ? investigada nos EUA por robot?xis sem volante

    O que t? rolando: Tesla ? investigada nos EUA por robot?xis sem volante

    Regulamenta??o proposta pela UE restringe Airbnb e alugu?is de curta dura??o

    Regulamenta??o proposta pela UE restringe Airbnb e alugu?is de curta dura??o

    OpenAI lan?a novo modelo Astra em meio ao crescente escrut?nio sobre seguran?a de agentes

    OpenAI lan?a novo modelo Astra em meio ao crescente escrut?nio sobre seguran?a de agentes

    Amazon inaugura centro de distribui??o no Paran? junto com ID Logistics

    Amazon inaugura centro de distribui??o no Paran? junto com ID Logistics

    Nvidia define outubro como data de lan?amento de PCs RTX Spark com IA

    Nvidia define outubro como data de lan?amento de PCs RTX Spark com IA

  • Entretenimento
    Com show no Rock in Rio, Diogo Defante quer mostrar que seu som ‘não precisa ser piada’

    Com show no Rock in Rio, Diogo Defante quer mostrar que seu som ‘não precisa ser piada’

    Drones e reconhecimento facial: como será esquema de segurança ‘de ponta’ do Rock in Rio

    Drones e reconhecimento facial: como será esquema de segurança ‘de ponta’ do Rock in Rio

    Rock in Rio: quatro pérolas escondidas no primeiro final de semana

    Rock in Rio: quatro pérolas escondidas no primeiro final de semana

    brad-pitt,-nicole-kidman-e-mais-estrelas-dominam-estreias-de-setembro-nos-cinemas

    Brad Pitt, Nicole Kidman e mais estrelas dominam estreias de setembro nos cinemas

    rock-in-rio-anuncia-venda-de-ultimos-ingressos-para-show-de-elton-john

    Rock in Rio anuncia venda de últimos ingressos para show de Elton John

    luz,-camera…-ia:-como-a-tecnologia-invadiu-a-tv-e-o-cinema-sem-pedir-licenca

    Luz, câmera… IA: como a tecnologia invadiu a TV e o cinema sem pedir licença

No Result
View All Result
  • Home
  • Editorias
    • Mundo
    • Estado
    • Esportes
    • Politica
    • Economia
    • Educação
    • Saude
    • Ultimas Noticias
  • Tecnologia
    EUA e China se preparam para di?logo sobre seguran?a em IA?em meados de setembro

    EUA e China se preparam para di?logo sobre seguran?a em IA?em meados de setembro

    O que t? rolando: Tesla ? investigada nos EUA por robot?xis sem volante

    O que t? rolando: Tesla ? investigada nos EUA por robot?xis sem volante

    Regulamenta??o proposta pela UE restringe Airbnb e alugu?is de curta dura??o

    Regulamenta??o proposta pela UE restringe Airbnb e alugu?is de curta dura??o

    OpenAI lan?a novo modelo Astra em meio ao crescente escrut?nio sobre seguran?a de agentes

    OpenAI lan?a novo modelo Astra em meio ao crescente escrut?nio sobre seguran?a de agentes

    Amazon inaugura centro de distribui??o no Paran? junto com ID Logistics

    Amazon inaugura centro de distribui??o no Paran? junto com ID Logistics

    Nvidia define outubro como data de lan?amento de PCs RTX Spark com IA

    Nvidia define outubro como data de lan?amento de PCs RTX Spark com IA

  • Entretenimento
    Com show no Rock in Rio, Diogo Defante quer mostrar que seu som ‘não precisa ser piada’

    Com show no Rock in Rio, Diogo Defante quer mostrar que seu som ‘não precisa ser piada’

    Drones e reconhecimento facial: como será esquema de segurança ‘de ponta’ do Rock in Rio

    Drones e reconhecimento facial: como será esquema de segurança ‘de ponta’ do Rock in Rio

    Rock in Rio: quatro pérolas escondidas no primeiro final de semana

    Rock in Rio: quatro pérolas escondidas no primeiro final de semana

    brad-pitt,-nicole-kidman-e-mais-estrelas-dominam-estreias-de-setembro-nos-cinemas

    Brad Pitt, Nicole Kidman e mais estrelas dominam estreias de setembro nos cinemas

    rock-in-rio-anuncia-venda-de-ultimos-ingressos-para-show-de-elton-john

    Rock in Rio anuncia venda de últimos ingressos para show de Elton John

    luz,-camera…-ia:-como-a-tecnologia-invadiu-a-tv-e-o-cinema-sem-pedir-licenca

    Luz, câmera… IA: como a tecnologia invadiu a TV e o cinema sem pedir licença

No Result
View All Result
Jornal Amanhecer
No Result
View All Result
Home News Estado

O que está acontecendo com a relação médico-paciente?

danielaalvarenga by danielaalvarenga
2 de setembro de 2026
in Estado
0
o-que-esta-acontecendo-com-a-relacao-medico-paciente?

O que está acontecendo com a relação médico-paciente?

Grupo Abril

Médica de cabelos castanhos e jaleco branco sorri enquanto conversa com uma paciente de costas, em um consultório com estante de livros ao fundo

É preciso ter tempo: a confiança se constrói com calma, não na primeira consulta (./Reprodução)

Continua após publicidade

Tenho pensado muito sobre a relação médico-paciente.

Talvez porque, depois de tantos anos atendendo, eu perceba que alguma coisa mudou. Não apenas nos pacientes. Não apenas nos médicos. Mudou a maneira como nos relacionamos.

Vivemos em um tempo de respostas imediatas, avaliações instantâneas, trocas rápidas e pouca tolerância a frustração. Quando alguma coisa não funciona como imaginávamos, substituímos. O restaurante, o aplicativo, o produto, o serviço.

E, aos poucos, talvez estejamos levando essa mesma lógica para relações que não deveriam funcionar assim.

A relação médico-paciente é uma delas.

Continua após a publicidade

Confiança não nasce automaticamente porque alguém vestiu um jaleco. Mas também não se constrói em uma única consulta.

Ela se forma no tempo.

Na conversa que se repete. Na observação. Na escuta. Na maneira como aquele médico conduz um problema simples e, principalmente, na maneira como permanece quando o problema deixa de ser simples.

Continua após a publicidade

Um médico que acompanha uma pessoa durante anos conhece muito mais do que seus exames.

Conhece seus medos. Suas expectativas. Sabe como ela costuma reagir diante de uma doença. Entende o que ela tolera ou não em um tratamento. Percebe mudanças sutis. Muitas vezes conhece sua família, sua história e as circunstâncias que cercam aquele adoecimento.

Existe um conhecimento sobre o paciente que não cabe inteiro no prontuário.

Continua após a publicidade

Ele nasce da continuidade.

Isso não significa, evidentemente, permanecer com um médico quando existe negligência, desrespeito, falta de ética ou quando a confiança foi verdadeiramente rompida.

Segundas opiniões podem ser importantes. Questionar é saudável. O paciente não deve ocupar uma posição passiva diante da própria saúde.

Continua após a publicidade

Mas talvez exista uma diferença entre exercer autonomia e trocar de profissional cada vez que ouvimos algo diferente daquilo que gostaríamos de ouvir.

Hoje, muitas vezes o paciente chega à consulta já tendo pesquisado o diagnóstico, o tratamento, o medicamento ou o procedimento que acredita precisar.

Essa democratização da informação trouxe inúmeros ganhos. O paciente está mais informado, participa das decisões e aceita menos uma medicina autoritária em que deveria simplesmente obedecer.

Continua após a publicidade

Isso é uma evolução.

Mas informação não é necessariamente conhecimento médico.

E uma consulta não deveria servir apenas para confirmar uma conclusão construída antes de entrar nela.

Na minha área, essa inversão se torna especialmente evidente quando alguém procura primeiro um aparelho e depois o médico.

“Você faz esse laser?”

“Você trabalha com esse injetável?”

“Você tem esse equipamento?”

Quando talvez a primeira pergunta devesse ser outra:

“O que você acha que eu preciso fazer para melhorar?”

Porque medicina não deveria ser um cardápio de tratamentos.

Mas seria muito fácil colocar toda a responsabilidade dessa transformação no paciente.

Nós, médicos, também precisamos nos olhar.

Talvez a medicina tenha se tornado tão fascinada pela própria capacidade técnica que, algumas vezes, esqueça seus limites humanos.

Temos exames extraordinários, tecnologias sofisticadas, novos medicamentos, inteligência artificial, recursos que há poucos anos pareciam impossíveis.

Mas nenhuma tecnologia transforma o médico em alguém infalível.

Médicos podem cometer erros.

Podem interpretar alguma coisa de maneira equivocada. Podem não perceber inicialmente um diagnóstico. Podem escolher um caminho que, depois, se mostra inadequado.

Somos seres humanos.

E talvez a maturidade de um médico não esteja em acreditar que nunca irá falhar,mas em saber o que fazer diante da possibilidade dessa falha.

Reconhecer.

Reavaliar.

Pedir ajuda.

Encaminhar quando necessário.

Mudar de conduta.

E, sobretudo, não permitir que o orgulho ocupe o lugar que deveria pertencer ao cuidado.

Conhecimento não nos torna deuses.

Talvez seja justamente a consciência dos nossos limites que nos torne médicos melhores.

Há ainda outro aspecto sobre o qual pouco falamos: a maneira como comunicamos aquilo que sabemos.

Para um médico, determinados diagnósticos fazem parte da rotina profissional.

Para o paciente e para sua família, aquele diagnóstico pode dividir a vida em antes e depois.

As palavras usadas naquele momento permanecem.

O tom permanece.

O silêncio permanece.

Há pessoas que, muitos anos depois, ainda se lembram exatamente da cadeira em que estavam sentadas quando receberam uma notícia difícil.

Por isso, comunicar um diagnóstico não é simplesmente transmitir uma informação tecnicamente correta.

É perceber que existe uma pessoa do outro lado.

É saber quando falar.

Como falar.

Quanto falar.

E, algumas vezes, saber ficar em silêncio.

A competência técnica é indispensável. Mas sozinha ela não basta.

Também precisamos reconhecer que o médico tem limites fora da medicina.

Ele tem dias difíceis. Tem família. Tem cansaço. Tem problemas pessoais. Pode estar vivendo uma perda ou uma preocupação que ninguém imagina quando entra no consultório.

Isso nunca deve justificar descuido, impaciência ou falta de respeito.

Mas talvez seja importante lembrarmos que humanizar a medicina significa humanizar também quem cuida.

Nos últimos anos, criamos uma expectativa de disponibilidade quase permanente.

Mensagens chegam à noite, nos fins de semana, durante férias. O acesso ao médico se ampliou de maneira extraordinária e isso pode ser muito positivo.

Mas existe uma fronteira delicada entre proximidade e disponibilidade irrestrita.

Um médico exausto, pressionado por agendas impossíveis, burocracia, cobranças e jornadas sem limites não se torna necessariamente um médico melhor.

O sistema também participa dessa crise.

Consultas mais curtas. Mais pacientes por hora. Mais telas. Mais formulários. Mais exames. Menos tempo.

O médico olha para o computador.

O paciente sente que não foi ouvido.

O paciente chega com pressa por uma solução.

O médico sente que precisa oferecer alguma coisa.

E talvez seja justamente aí que ambos percam.

Porque nem toda boa consulta termina com uma receita.

Nem toda queixa precisa de um exame.

Nem toda insegurança precisa de um procedimento.

Nem toda alteração precisa ser tratada.

Em uma medicina cada vez mais atravessada por interesses comerciais, talvez uma das frases mais éticas que um médico possa dizer continue sendo:

“Você não precisa fazer nada por enquanto.”

Cuidar não é necessariamente intervir.

Às vezes, cuidar é acompanhar.

Observar.

Explicar.

Esperar.

E estar presente.

No fundo, talvez médico e paciente estejam querendo a mesma coisa: segurança.

O paciente quer sentir que existe alguém competente e cuidadoso do outro lado.

O médico precisa sentir que existe confiança suficiente para exercer seu julgamento sem precisar simplesmente corresponder a uma expectativa.

Essa relação exige responsabilidade dos dois lados.

Do médico, conhecimento, atualização, escuta, ética, e humildade para admitir limites e erros.

Do paciente, participação ativa,consciente e colaborativa — mas também abertura para ouvir e disposição para permitir que um vínculo se desenvolva.

De ambos, respeito, empatia, honestidade, transparência, tolerância, confiança e comprometimento.

Porque existem coisas que nenhum exame mostra e nenhuma inteligência artificial conhece.

A história construída entre duas pessoas é uma delas.

Talvez seja hora de lembrarmos que uma boa relação médico-paciente não nasce de uma consulta perfeita.

Nasce de uma sequência de encontros em que, aos poucos, um aprende a cuidar e o outro aprende a confiar.

Grupo Abril

Médica de cabelos castanhos e jaleco branco sorri enquanto conversa com uma paciente de costas, em um consultório com estante de livros ao fundo

É preciso ter tempo: a confiança se constrói com calma, não na primeira consulta (./Reprodução)

Continua após publicidade

Tenho pensado muito sobre a relação médico-paciente.

Talvez porque, depois de tantos anos atendendo, eu perceba que alguma coisa mudou. Não apenas nos pacientes. Não apenas nos médicos. Mudou a maneira como nos relacionamos.

Vivemos em um tempo de respostas imediatas, avaliações instantâneas, trocas rápidas e pouca tolerância a frustração. Quando alguma coisa não funciona como imaginávamos, substituímos. O restaurante, o aplicativo, o produto, o serviço.

E, aos poucos, talvez estejamos levando essa mesma lógica para relações que não deveriam funcionar assim.

A relação médico-paciente é uma delas.

Continua após a publicidade

Confiança não nasce automaticamente porque alguém vestiu um jaleco. Mas também não se constrói em uma única consulta.

Ela se forma no tempo.

Na conversa que se repete. Na observação. Na escuta. Na maneira como aquele médico conduz um problema simples e, principalmente, na maneira como permanece quando o problema deixa de ser simples.

Continua após a publicidade

Um médico que acompanha uma pessoa durante anos conhece muito mais do que seus exames.

Conhece seus medos. Suas expectativas. Sabe como ela costuma reagir diante de uma doença. Entende o que ela tolera ou não em um tratamento. Percebe mudanças sutis. Muitas vezes conhece sua família, sua história e as circunstâncias que cercam aquele adoecimento.

Existe um conhecimento sobre o paciente que não cabe inteiro no prontuário.

Continua após a publicidade

Ele nasce da continuidade.

Isso não significa, evidentemente, permanecer com um médico quando existe negligência, desrespeito, falta de ética ou quando a confiança foi verdadeiramente rompida.

Segundas opiniões podem ser importantes. Questionar é saudável. O paciente não deve ocupar uma posição passiva diante da própria saúde.

Continua após a publicidade

Mas talvez exista uma diferença entre exercer autonomia e trocar de profissional cada vez que ouvimos algo diferente daquilo que gostaríamos de ouvir.

Hoje, muitas vezes o paciente chega à consulta já tendo pesquisado o diagnóstico, o tratamento, o medicamento ou o procedimento que acredita precisar.

Essa democratização da informação trouxe inúmeros ganhos. O paciente está mais informado, participa das decisões e aceita menos uma medicina autoritária em que deveria simplesmente obedecer.

Continua após a publicidade

Isso é uma evolução.

Mas informação não é necessariamente conhecimento médico.

E uma consulta não deveria servir apenas para confirmar uma conclusão construída antes de entrar nela.

Na minha área, essa inversão se torna especialmente evidente quando alguém procura primeiro um aparelho e depois o médico.

“Você faz esse laser?”

“Você trabalha com esse injetável?”

“Você tem esse equipamento?”

Quando talvez a primeira pergunta devesse ser outra:

“O que você acha que eu preciso fazer para melhorar?”

Porque medicina não deveria ser um cardápio de tratamentos.

Mas seria muito fácil colocar toda a responsabilidade dessa transformação no paciente.

Nós, médicos, também precisamos nos olhar.

Talvez a medicina tenha se tornado tão fascinada pela própria capacidade técnica que, algumas vezes, esqueça seus limites humanos.

Temos exames extraordinários, tecnologias sofisticadas, novos medicamentos, inteligência artificial, recursos que há poucos anos pareciam impossíveis.

Mas nenhuma tecnologia transforma o médico em alguém infalível.

Médicos podem cometer erros.

Podem interpretar alguma coisa de maneira equivocada. Podem não perceber inicialmente um diagnóstico. Podem escolher um caminho que, depois, se mostra inadequado.

Somos seres humanos.

E talvez a maturidade de um médico não esteja em acreditar que nunca irá falhar,mas em saber o que fazer diante da possibilidade dessa falha.

Reconhecer.

Reavaliar.

Pedir ajuda.

Encaminhar quando necessário.

Mudar de conduta.

E, sobretudo, não permitir que o orgulho ocupe o lugar que deveria pertencer ao cuidado.

Conhecimento não nos torna deuses.

Talvez seja justamente a consciência dos nossos limites que nos torne médicos melhores.

Há ainda outro aspecto sobre o qual pouco falamos: a maneira como comunicamos aquilo que sabemos.

Para um médico, determinados diagnósticos fazem parte da rotina profissional.

Para o paciente e para sua família, aquele diagnóstico pode dividir a vida em antes e depois.

As palavras usadas naquele momento permanecem.

O tom permanece.

O silêncio permanece.

Há pessoas que, muitos anos depois, ainda se lembram exatamente da cadeira em que estavam sentadas quando receberam uma notícia difícil.

Por isso, comunicar um diagnóstico não é simplesmente transmitir uma informação tecnicamente correta.

É perceber que existe uma pessoa do outro lado.

É saber quando falar.

Como falar.

Quanto falar.

E, algumas vezes, saber ficar em silêncio.

A competência técnica é indispensável. Mas sozinha ela não basta.

Também precisamos reconhecer que o médico tem limites fora da medicina.

Ele tem dias difíceis. Tem família. Tem cansaço. Tem problemas pessoais. Pode estar vivendo uma perda ou uma preocupação que ninguém imagina quando entra no consultório.

Isso nunca deve justificar descuido, impaciência ou falta de respeito.

Mas talvez seja importante lembrarmos que humanizar a medicina significa humanizar também quem cuida.

Nos últimos anos, criamos uma expectativa de disponibilidade quase permanente.

Mensagens chegam à noite, nos fins de semana, durante férias. O acesso ao médico se ampliou de maneira extraordinária e isso pode ser muito positivo.

Mas existe uma fronteira delicada entre proximidade e disponibilidade irrestrita.

Um médico exausto, pressionado por agendas impossíveis, burocracia, cobranças e jornadas sem limites não se torna necessariamente um médico melhor.

O sistema também participa dessa crise.

Consultas mais curtas. Mais pacientes por hora. Mais telas. Mais formulários. Mais exames. Menos tempo.

O médico olha para o computador.

O paciente sente que não foi ouvido.

O paciente chega com pressa por uma solução.

O médico sente que precisa oferecer alguma coisa.

E talvez seja justamente aí que ambos percam.

Porque nem toda boa consulta termina com uma receita.

Nem toda queixa precisa de um exame.

Nem toda insegurança precisa de um procedimento.

Nem toda alteração precisa ser tratada.

Em uma medicina cada vez mais atravessada por interesses comerciais, talvez uma das frases mais éticas que um médico possa dizer continue sendo:

“Você não precisa fazer nada por enquanto.”

Cuidar não é necessariamente intervir.

Às vezes, cuidar é acompanhar.

Observar.

Explicar.

Esperar.

E estar presente.

No fundo, talvez médico e paciente estejam querendo a mesma coisa: segurança.

O paciente quer sentir que existe alguém competente e cuidadoso do outro lado.

O médico precisa sentir que existe confiança suficiente para exercer seu julgamento sem precisar simplesmente corresponder a uma expectativa.

Essa relação exige responsabilidade dos dois lados.

Do médico, conhecimento, atualização, escuta, ética, e humildade para admitir limites e erros.

Do paciente, participação ativa,consciente e colaborativa — mas também abertura para ouvir e disposição para permitir que um vínculo se desenvolva.

De ambos, respeito, empatia, honestidade, transparência, tolerância, confiança e comprometimento.

Porque existem coisas que nenhum exame mostra e nenhuma inteligência artificial conhece.

A história construída entre duas pessoas é uma delas.

Talvez seja hora de lembrarmos que uma boa relação médico-paciente não nasce de uma consulta perfeita.

Nasce de uma sequência de encontros em que, aos poucos, um aprende a cuidar e o outro aprende a confiar.

danielaalvarenga

danielaalvarenga

Stay Connected

  • 24k Followers
  • 99 Subscribers
  • Trending
  • Comments
  • Latest
governo-libera-hoje-lote-extra-do-abono-salarial;-veja-quem-tem-direito

Governo libera hoje lote extra do abono salarial; veja quem tem direito

15 de novembro de 2025
justica-libera-conta-usada-pela-oi-para-fazer-repasses-e-levanta-bloqueio-de-bens

Justiça libera conta usada pela Oi para fazer repasses e levanta bloqueio de bens

15 de novembro de 2025

macOS Sierra review: Mac users get a modest update this year

25 de junho de 2024
noticia-de-que-filha-do-ministro-barroso-teria-sido-deportada-e-fake-news

Notícia de que filha do ministro Barroso teria sido deportada é fake news

19 de julho de 2025

Hello world!

1

The Legend of Zelda: Breath of the Wild gameplay on the Nintendo Switch

0

Shadow Tactics: Blades of the Shogun Review

0

macOS Sierra review: Mac users get a modest update this year

0
EUA e China se preparam para di?logo sobre seguran?a em IA?em meados de setembro

EUA e China se preparam para di?logo sobre seguran?a em IA?em meados de setembro

4 de setembro de 2026
O que t? rolando: Tesla ? investigada nos EUA por robot?xis sem volante

O que t? rolando: Tesla ? investigada nos EUA por robot?xis sem volante

4 de setembro de 2026
Regulamenta??o proposta pela UE restringe Airbnb e alugu?is de curta dura??o

Regulamenta??o proposta pela UE restringe Airbnb e alugu?is de curta dura??o

4 de setembro de 2026
A bebida que mais faz sucesso no Rock in Rio? Café!

A bebida que mais faz sucesso no Rock in Rio? Café!

4 de setembro de 2026

Recente News

EUA e China se preparam para di?logo sobre seguran?a em IA?em meados de setembro

EUA e China se preparam para di?logo sobre seguran?a em IA?em meados de setembro

4 de setembro de 2026
O que t? rolando: Tesla ? investigada nos EUA por robot?xis sem volante

O que t? rolando: Tesla ? investigada nos EUA por robot?xis sem volante

4 de setembro de 2026
Regulamenta??o proposta pela UE restringe Airbnb e alugu?is de curta dura??o

Regulamenta??o proposta pela UE restringe Airbnb e alugu?is de curta dura??o

4 de setembro de 2026
A bebida que mais faz sucesso no Rock in Rio? Café!

A bebida que mais faz sucesso no Rock in Rio? Café!

4 de setembro de 2026

2025 Todos os Direitos Reservados © Jornal Amanhecer

No Result
View All Result
  • Home
  • Editorias
    • Mundo
    • Estado
    • Esportes
    • Politica
    • Economia
    • Educação
    • Saude
    • Ultimas Noticias
  • Tecnologia
  • Entretenimento

2025 Todos os Direitos Reservados © Jornal Amanhecer

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist