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O mais novo livro do sucesso de vendas John Green tem um tema que pode soar estranho à primeira vista – e não, não é ficção. O autor de A Culpa é das Estrelas embarcou numa viagem à África que o instigou a escrever uma obra sobre uma das doenças mais antigas e letais da história da humanidade, a tuberculose, e as suas inúmeras vítimas.
Em Tudo é Tuberculose, recém-publicado pela Intrínseca, o escritor americano desvela a vida de pessoas como Henry Reider, que Green conheceu em um hospital público de Serra Leoa. Hoje, aos 24 anos, o rapaz que sobreviveu à moléstia infecciosa tornou-se um ativista da causa, buscando evitar que outras milhares de pessoas na África e pelo mundo sofram e sucumbam com a doença.
Em entrevista exclusiva, o protagonista do livro de Green fala de sua experiência diante da tuberculose e do que pode (e deve) ser feito para enfrentá-la e vencê-la.
Com a palavra, Henry Reider.
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Você se lembra do dia em que descobriu que tinha tuberculose? Quais eram os seus sintomas? Ainda me lembro do dia em que descobri que tinha tuberculose. Faz muito tempo, eu era criança. Naquela idade, não entendia completamente o que era a doença, mas sabia que algo estava muito errado comigo. Meus principais sintomas eram tosse persistente e dores no corpo. Com o passar do tempo, a doença afetou minha força e meu bem-estar geral.
Chegou a ter medo de morrer diante da doença? Sim, fiquei realmente com medo de morrer. Esse medo foi influenciado pela mentalidade geral e pelas experiências na África, onde a tuberculose é frequentemente associada à morte devido ao acesso limitado à informação, ao diagnóstico tardio e ao número de pessoas que sofrem em silêncio com a doença.

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Qual foi o momento mais difícil ou doloroso do tratamento? A parte mais difícil e dolorosa do tratamento foi a dor emocional — especialmente ver outras pessoas sofrendo e morrendo da mesma doença. Houve momentos de profunda tristeza, mas nunca desisti completamente. O que me manteve firme foi a esperança e a crença de que a vida era possível além da doença.
Hoje, você leva uma vida normal, como levava antes de contrair tuberculose? Ou a doença deixou consequências? Vivo uma vida normal, como antes de receber o diagnóstico de tuberculose. Felizmente, a doença não deixou sequelas físicas permanentes. Consigo viver, trabalhar e interagir livremente com as pessoas ao meu redor.
O que diria a um brasileiro que enfrenta a doença hoje? Diria para sempre lutar pelo seu direito a um tratamento adequado e a um atendimento de saúde de qualidade. Tenha paciência, siga as instruções do seu médico cuidadosamente e nunca pare de tomar seus medicamentos. Também incentivo médicos e profissionais de saúde a praticarem a inclusão — ouvindo os pacientes, motivando-os e oferecendo cuidados com compaixão, porque o apoio emocional é tão importante quanto o tratamento médico.
Qual é o caminho para vencer a tuberculose? É absolutamente possível sobreviver à tuberculose. A sobrevivência depende de manter o foco no tratamento, seguir rigorosamente as orientações médicas e não se deixar desanimar, por mais difícil que a situação possa parecer.
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O mais novo livro do sucesso de vendas John Green tem um tema que pode soar estranho à primeira vista – e não, não é ficção. O autor de A Culpa é das Estrelas embarcou numa viagem à África que o instigou a escrever uma obra sobre uma das doenças mais antigas e letais da história da humanidade, a tuberculose, e as suas inúmeras vítimas.
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Você se lembra do dia em que descobriu que tinha tuberculose? Quais eram os seus sintomas? Ainda me lembro do dia em que descobri que tinha tuberculose. Faz muito tempo, eu era criança. Naquela idade, não entendia completamente o que era a doença, mas sabia que algo estava muito errado comigo. Meus principais sintomas eram tosse persistente e dores no corpo. Com o passar do tempo, a doença afetou minha força e meu bem-estar geral.
Chegou a ter medo de morrer diante da doença? Sim, fiquei realmente com medo de morrer. Esse medo foi influenciado pela mentalidade geral e pelas experiências na África, onde a tuberculose é frequentemente associada à morte devido ao acesso limitado à informação, ao diagnóstico tardio e ao número de pessoas que sofrem em silêncio com a doença.

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Hoje, você leva uma vida normal, como levava antes de contrair tuberculose? Ou a doença deixou consequências? Vivo uma vida normal, como antes de receber o diagnóstico de tuberculose. Felizmente, a doença não deixou sequelas físicas permanentes. Consigo viver, trabalhar e interagir livremente com as pessoas ao meu redor.
O que diria a um brasileiro que enfrenta a doença hoje? Diria para sempre lutar pelo seu direito a um tratamento adequado e a um atendimento de saúde de qualidade. Tenha paciência, siga as instruções do seu médico cuidadosamente e nunca pare de tomar seus medicamentos. Também incentivo médicos e profissionais de saúde a praticarem a inclusão — ouvindo os pacientes, motivando-os e oferecendo cuidados com compaixão, porque o apoio emocional é tão importante quanto o tratamento médico.
Qual é o caminho para vencer a tuberculose? É absolutamente possível sobreviver à tuberculose. A sobrevivência depende de manter o foco no tratamento, seguir rigorosamente as orientações médicas e não se deixar desanimar, por mais difícil que a situação possa parecer.
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