Neste pregão, predominava uma certa aversão ao risco no mercado de câmbio brasileiro, com os agentes financeiros reagindo ao anúncio feito pelo governo federal na véspera de um plano para tentar reduzir os preços de alimentos, o que levantava dúvidas sobre os impactos fiscais das medidas.
O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou na quinta-feira que o governo vai zerar a alíquota de importação da carne e de outros produtos como parte de uma série de medidas para reduzir os preços de alimentos.
Ele afirmou que a decisão é parte de um “primeiro” conjunto de medidas, que também inclui zerar as alíquotas de importação de café, açúcar e milho, entre outros.
“(Há) risco fiscal no radar. Sobre isso, eu destacaria gastos do governo na tentativa de segurar a inflação de alimentos e demais despesas que podem impactar as contas públicas”, disse Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.
Bergallo também destacou o valor bem inferior do dólar no Brasil em relação ao fim do ano passado, na esteira de um movimento de correção que a divisa passou no início de 2025, o que estaria segurando novas apostas no real em meio a uma série de incertezas no exterior.
Como principal incerteza estariam os planos tarifários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem constantemente ameaçado parceiros comerciais com tarifas, mas recuado de forma frequente.













