Ata do Copom influencia negócios. Nos dois mercados, investidores e profissionais buscam confirmar expectativas de que o Banco Central vai começar a cortar juros ano que vem.
Banco Central seguiu sem sinalizar corte de juros. Na ata do Copom em que o Banco Central justifica a decisão tomada na última reunião do Comitê de Política Monetária, quando o colegiado manteve a taxa básica de juros Selic em 15%, o texto reforçou o tom cauteloso, repetindo que “a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.
Na nossa visão, a ata indica a necessidade de manter a taxa Selic nos níveis atuais por mais tempo, para reforçar a tendência atual de desinflação. Em outras palavras, o Comitê não parece inclinado a cortar a Selic em janeiro, apesar da recente melhora no cenário de inflação. Caio Megale, economista-chefe da XP
Ata diz em que estágio está a atual política. Apesar do tom cauteloso, em um trecho que não havia no texto da reunião anterior do Copom, o Banco Central aponta estar enxergando de maneira mais clara a eficácia dos juros elevados sobre a inflação, ao escrever que “o Comitê avalia que a condução cautelosa da política monetária tem contribuído para se observar ganhos desinflacionários.”
É interessante notar que o Banco Central faz uma análise em relação ao que já foi feito até agora, no sentido dos passos que foram dados. O que vai ser interessante notar agora é sobre qual será a adoção do tom em relação ao próximo passo na direção do corte de juros. A gente entende que janeiro ainda está muito cedo para que isso ocorra. De modo que a nossa expectativa é que o quadro fique mais claro a partir de março. Julio Barros, economista do Daycoval
Mercado reage também a indicadores econômicos dos Estados Unidos. O mercado de trabalho americano apresentou novos sinais de enfraquecimento em novembro, com a taxa de desemprego subindo para 4,6%, nível mais elevado em quatro anos. Por outro lado, a criação de empregos no mês superou as expectativas do mercado, com 64 mil novos postos abertos ante expectativa de 45 mil.













