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O senador Plínio Valério (PSDB-AM) decidiu testar os limites da decência e da democracia. Durante um evento no Amazonas, na terça-feira, 18, ele afirmou que teve vontade de “enforcar” a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, durante sua participação na CPI das ONGs.
A reação foi imediata, como deve ser.
Marina chamou Valério de “psicopata” e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se apressou em repreender o colega tucano. “Mesmo em tom de brincadeira, agride infelizmente o que nós estamos querendo para o Brasil”, disse Alcolumbre, como mostrou a coluna Radar.
O caso escancara um problema maior: a tolerância do Congresso Nacional com discursos violentos na política brasileira. Não basta a reprovação pública. É preciso que o Conselho de Ética atue com rigor para coibir episódios semelhantes.
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A impunidade tem sido combustível para que declarações assim se repitam — e, em um país onde a violência política é de gênero cresce a cada dia, isso é um risco que não podemos mais ignorar.
Plínio Valério precisa responder pela declaração criminosa porque ainda teve a desfaçatez de dizer que não se arrepende da declaração.
Vamos deixar, como país, que violências como esta fiquem impunes? Conhecemos o caminho maldito de olhar para lado quando um político começa a usar o mandato para fazer agressões.
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