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Alguém pergunta: “Você ainda dança?”
Ainda?
É justamente agora que deveríamos dançar mais.
Porque dançar na maturidade não é apenas mexer o esqueleto ao som de um som. É uma espécie de desobediência civil contra o envelhecimento comportado. É dizer ao corpo que ele não virou peça de museu. É lembrar que a vida continua tendo pulso, ritmo, desejo, surpresa, tesão pela existência.
A pista de dança é um dos poucos lugares onde a idade pode, por algumas horas, perder o crachá.
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Ali, 55, 60, 65 ou 70 anos podem virar apenas números burocráticos. O que interessa é se você sente a batida.
E quando entra uma Donna Summer, Abba, um Michael Jackson, um Bee Gees, Lou Rawls, Village People, Frenéticas, um Earth, Wind & Fire, uma Gloria Gaynor, alguma coisa acontece no cérebro que a planilha da longevidade jamais conseguirá explicar.
O corpo reconhece antes da cabeça.
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É um arrepio na nuca. Uma lembrança que chega sem pedir licença. O pé marca. O ombro solta. A boca faz caras e bocas. A mão acompanha o refrão. E, quando você percebe, está novamente naquele túnel sensorial que liga o presente à juventude.
Não é voltar no tempo.
É levar o tempo inteiro para a pista.
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Os anos 70 e 80 tinham uma coisa que hoje parece quase revolucionária: gente saía de casa para se encontrar. Não havia algoritmo escolhendo quem você deveria conhecer. Não havia aplicativo calculando compatibilidade. Havia luz, fumaça, música, suor, paquera e coragem.
E havia a pista.
O grande templo pagão da noite.
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Studio 54, Dancing Days, discotecas, boates, pistas de bairro, clubes, festas. Uma geração inteira aprendeu a socializar dançando.
E quem viveu aquela época sabe: havia uma dramaturgia própria na pista.
Duelos noturnos com desejos amorais.
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O sorriso que demorava meio segundo a mais. O flerte, a rendição a um cheiro no cangote. Olhares de caça.
A aproximação.
A dança sem compromisso.
O casal que se formava por uma noite e talvez nunca mais se encontrasse.
Ou talvez se encontrasse de novo.
A pista sempre foi um lugar onde a vida podia acontecer sem contrato.
E talvez seja justamente disso que tanta gente madura esteja precisando.
De uma vida sem contrato.
Sem precisar saber onde aquilo vai dar.
Sem a obrigação de transformar todo encontro em relacionamento, todo beijo em namoro, toda conversa em projeto de futuro.
Às vezes basta dançar.
Às vezes basta encontrar alguém que acompanhe seu ritmo durante três músicas.
E está tudo certo.
Na maturidade, isso pode ser quase terapêutico.
Porque os solteiros precisam de lugares onde possam circular, conhecer gente, paquerar, conversar, rir e experimentar novamente aquela deliciosa sensação de ser percebido.
Os casados também precisam sair da bolha doméstica de vez em quando e lembrar que continuam sendo indivíduos.
E os gays maduros, tantas vezes empurrados para uma espécie de invisibilidade social depois dos 50, encontram na pista um território onde podem simplesmente existir — misturados aos heterossexuais grisalhos, aos divorciados, aos viúvos, aos solteiros convictos, aos recém-separados e aos que ainda estão descobrindo o que querem da própria vida.
A pista democrática.
A pista sem legenda.
A pista onde todo mundo cabe porque o denominador comum é um só:
a música.
É bonito ver um homem de 68 dançando ao lado de uma mulher de 61, um casal de duas décadas dividindo a pista com duas amigas solteiras, um gay de 64 fazendo sua performance ao lado de um hétero de 59, todos absolutamente interessados em uma única coisa: aquela música que acabou de entrar.
E os 70+? Existem, vivem e querem sentir.
É uma pequena utopia de cinco horas.
E talvez toda sociedade precise de pequenas utopias para continuar funcionando.
Eu penso muito nisso quando faço a Festa Kikando.
Ela nasceu como uma festa. Mas virou uma espécie de portal. Eu solto a franga, rasgo a pouca convenção que me rege e me jogo na pista.
Um portal para uma idade madura que se recusa a ser confinada ao restaurante silencioso, ao almoço de domingo, ao condomínio, ao sofá e ao “vamos marcar qualquer dia”.
Na Kikando, a maturidade ganha luz negra. Nada de papo de carioca. Rola mesmo. Tem dia e hora. Tem vida. Tem intenção.
E ganha som.
Muito som.
Porque se existe alguém que entende que uma boa noite depende de uma boa trilha é o Marcos Mamede, meu sócio.
Ex-People e El Turf, Mamede carrega quase quatro décadas de pista nas costas — e ainda tem a inquietação de quem não aceita tocar simplesmente “aquela música antiga”. Ele pesquisa, remixa, atualiza, mistura. A festa é dele. Ele manda no som. E entra num transe particular de tocar apenas as melhores músicas disco. Ele sente a pista. Tem a manha do timming. É quase um gozo que ele segura para dar muito mais prazer a quem o ouve e depois explode num grito de ‘ I will survive”. Quem já viu, admira essa vocação.
Seu repertório passeia também pelo house e sobretudo mergulha na black music com uma intimidade rara. Ele injeta ginga em nossos corpos, faz o furação virar vulcão numa perversão musical das melhores. Olhar para ele na mesa de som e perceber o transe que ele entra, operando aqueles botões e fazendo uma suruba de faixas musicais num fade out digno de aplausos.
Mamede sabe que memória musical não é peça de antiquário.
É matéria-prima para uma nova festa.
E aí entra outro personagem dessa história: Julia Matos.
Ah, Julia!
A personagem de Dancing Days, criada por Gilberto Braga e eternizada por Sonia Braga, com aquela calça vermelha, bustiê preto e meia de lurex, continua sendo uma espécie de patrona informal das mulheres que decidiram não pedir autorização para ocupar a pista. Ela é uma espécie de fantasma na festa. Ela está lá.
Julia não era apenas figurino.
Era atitude.
Era corpo.
Era noite.
Era a mulher que entrava na pista como quem dizia: “Eu existo e vocês vão ter que lidar com isso.”
As Frenéticas cantavam. O lurex brilhava. A calça vermelha virou uniforme de uma época. E o Brasil descobria que uma pista de dança podia ser também um palco de emancipação.
Porque a vida madura não pode ser reduzida à lista de problemas que carregamos.
E nós carregamos problemas pra cacete.
Tem o plano de saúde que custa quase um salário.
Tem a aposentadoria que não acompanha o preço da vida.
Tem o filho que precisa de ajuda financeira aos 35.
Tem o trabalho que resolveu achar que experiência é sinônimo de caro e ficamos sem a recolocação
Tem o medo da doença.
Tem o luto.
Tem a solidão.
Tem o casamento morno.
Tem o divórcio depois dos 60.
Tem o aplicativo de namoro que parece catálogo de supermercado humano.
Tem o algoritmo dizendo que você deveria gostar de alguém porque os dois gostam de viajar.
E tem aquele momento em que você olha para tudo isso e pensa:
foda-se, hoje eu vou dançar.
E dançamos.
E ninguém pergunta o currículo.
A música faz uma coisa extraordinária com o envelhecimento: ela desorganiza a cronologia.
De repente, aquela senhora de 63 tem 28.
Aquele senhor de 72 tem 35.
A viúva volta a gargalhar.
O divorciado flerta.
A mulher que estava deprimida há semanas aceita dançar.
O homem que achava que não tinha mais graça percebe que alguém o está olhando.
O casal que estava vivendo no automático se reencontra numa música.
É claro que uma pista não cura tudo.
Não paga plano de saúde.
Não resolve aposentadoria.
Não conserta a coluna.
Não substitui terapia.
Não elimina a solidão.
Mas pode produzir uma coisa que também é saúde:
vontade de estar vivo.
E isso não é pouco.
Dançar libera endorfina, melhora o humor, estimula memória, coordenação, equilíbrio e sociabilidade. Mas existe uma dimensão da dança que nenhuma bula consegue medir: a possibilidade de sentir-se novamente parte do mundo.
Porque envelhecer, muitas vezes, é ser progressivamente retirado de cena.
Você deixa de ser contratado.
Deixa de ser convidado.
Deixa de ser paquerado.
Deixa de ser ouvido.
Deixa de ser visto.
Até que alguém coloca uma música e você percebe:
Ainda estou aqui.
E talvez seja esse o grande milagre da pista na Kikando. Você pertence. Você existe.
Ela não pergunta quantos anos você tem.
Pergunta apenas:
Você dança?
Se a resposta for sim, venha.
Se for não, talvez seja justamente por isso que você precise ir.
Vista sua melhor roupa. Uma calça brilhante, um vestido curto, uma camiseta preta, um tênis confortável, um salto baixo — mas, por favor, leve também alguma coisa que não se compra em loja:
disposição para se divertir.
Na pista não existe idade adequada para dançar.
Existe música adequada para acordar uma parte nossa que estava dormindo.
E quando as luzes baixam, o DJ aumenta o volume e a primeira batida entra…
A gente não envelhece.
A gente acontece.
Obs: A Festa Kikando – balada senior para os maduros 50+, acontece nessa sexta feira, dia 14 de agosto, às 21 horas, no rooftop Vista Bar do restaurante Maguje no Jardim Botânico. Vendas pelo Sympla
Domine o fato. Confie na fonte.
15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas
15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.
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Alguém pergunta: “Você ainda dança?”
Ainda?
É justamente agora que deveríamos dançar mais.
Porque dançar na maturidade não é apenas mexer o esqueleto ao som de um som. É uma espécie de desobediência civil contra o envelhecimento comportado. É dizer ao corpo que ele não virou peça de museu. É lembrar que a vida continua tendo pulso, ritmo, desejo, surpresa, tesão pela existência.
A pista de dança é um dos poucos lugares onde a idade pode, por algumas horas, perder o crachá.
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Ali, 55, 60, 65 ou 70 anos podem virar apenas números burocráticos. O que interessa é se você sente a batida.
E quando entra uma Donna Summer, Abba, um Michael Jackson, um Bee Gees, Lou Rawls, Village People, Frenéticas, um Earth, Wind & Fire, uma Gloria Gaynor, alguma coisa acontece no cérebro que a planilha da longevidade jamais conseguirá explicar.
O corpo reconhece antes da cabeça.
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É um arrepio na nuca. Uma lembrança que chega sem pedir licença. O pé marca. O ombro solta. A boca faz caras e bocas. A mão acompanha o refrão. E, quando você percebe, está novamente naquele túnel sensorial que liga o presente à juventude.
Não é voltar no tempo.
É levar o tempo inteiro para a pista.
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Os anos 70 e 80 tinham uma coisa que hoje parece quase revolucionária: gente saía de casa para se encontrar. Não havia algoritmo escolhendo quem você deveria conhecer. Não havia aplicativo calculando compatibilidade. Havia luz, fumaça, música, suor, paquera e coragem.
E havia a pista.
O grande templo pagão da noite.
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Studio 54, Dancing Days, discotecas, boates, pistas de bairro, clubes, festas. Uma geração inteira aprendeu a socializar dançando.
E quem viveu aquela época sabe: havia uma dramaturgia própria na pista.
Duelos noturnos com desejos amorais.
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O sorriso que demorava meio segundo a mais. O flerte, a rendição a um cheiro no cangote. Olhares de caça.
A aproximação.
A dança sem compromisso.
O casal que se formava por uma noite e talvez nunca mais se encontrasse.
Ou talvez se encontrasse de novo.
A pista sempre foi um lugar onde a vida podia acontecer sem contrato.
E talvez seja justamente disso que tanta gente madura esteja precisando.
De uma vida sem contrato.
Sem precisar saber onde aquilo vai dar.
Sem a obrigação de transformar todo encontro em relacionamento, todo beijo em namoro, toda conversa em projeto de futuro.
Às vezes basta dançar.
Às vezes basta encontrar alguém que acompanhe seu ritmo durante três músicas.
E está tudo certo.
Na maturidade, isso pode ser quase terapêutico.
Porque os solteiros precisam de lugares onde possam circular, conhecer gente, paquerar, conversar, rir e experimentar novamente aquela deliciosa sensação de ser percebido.
Os casados também precisam sair da bolha doméstica de vez em quando e lembrar que continuam sendo indivíduos.
E os gays maduros, tantas vezes empurrados para uma espécie de invisibilidade social depois dos 50, encontram na pista um território onde podem simplesmente existir — misturados aos heterossexuais grisalhos, aos divorciados, aos viúvos, aos solteiros convictos, aos recém-separados e aos que ainda estão descobrindo o que querem da própria vida.
A pista democrática.
A pista sem legenda.
A pista onde todo mundo cabe porque o denominador comum é um só:
a música.
É bonito ver um homem de 68 dançando ao lado de uma mulher de 61, um casal de duas décadas dividindo a pista com duas amigas solteiras, um gay de 64 fazendo sua performance ao lado de um hétero de 59, todos absolutamente interessados em uma única coisa: aquela música que acabou de entrar.
E os 70+? Existem, vivem e querem sentir.
É uma pequena utopia de cinco horas.
E talvez toda sociedade precise de pequenas utopias para continuar funcionando.
Eu penso muito nisso quando faço a Festa Kikando.
Ela nasceu como uma festa. Mas virou uma espécie de portal. Eu solto a franga, rasgo a pouca convenção que me rege e me jogo na pista.
Um portal para uma idade madura que se recusa a ser confinada ao restaurante silencioso, ao almoço de domingo, ao condomínio, ao sofá e ao “vamos marcar qualquer dia”.
Na Kikando, a maturidade ganha luz negra. Nada de papo de carioca. Rola mesmo. Tem dia e hora. Tem vida. Tem intenção.
E ganha som.
Muito som.
Porque se existe alguém que entende que uma boa noite depende de uma boa trilha é o Marcos Mamede, meu sócio.
Ex-People e El Turf, Mamede carrega quase quatro décadas de pista nas costas — e ainda tem a inquietação de quem não aceita tocar simplesmente “aquela música antiga”. Ele pesquisa, remixa, atualiza, mistura. A festa é dele. Ele manda no som. E entra num transe particular de tocar apenas as melhores músicas disco. Ele sente a pista. Tem a manha do timming. É quase um gozo que ele segura para dar muito mais prazer a quem o ouve e depois explode num grito de ‘ I will survive”. Quem já viu, admira essa vocação.
Seu repertório passeia também pelo house e sobretudo mergulha na black music com uma intimidade rara. Ele injeta ginga em nossos corpos, faz o furação virar vulcão numa perversão musical das melhores. Olhar para ele na mesa de som e perceber o transe que ele entra, operando aqueles botões e fazendo uma suruba de faixas musicais num fade out digno de aplausos.
Mamede sabe que memória musical não é peça de antiquário.
É matéria-prima para uma nova festa.
E aí entra outro personagem dessa história: Julia Matos.
Ah, Julia!
A personagem de Dancing Days, criada por Gilberto Braga e eternizada por Sonia Braga, com aquela calça vermelha, bustiê preto e meia de lurex, continua sendo uma espécie de patrona informal das mulheres que decidiram não pedir autorização para ocupar a pista. Ela é uma espécie de fantasma na festa. Ela está lá.
Julia não era apenas figurino.
Era atitude.
Era corpo.
Era noite.
Era a mulher que entrava na pista como quem dizia: “Eu existo e vocês vão ter que lidar com isso.”
As Frenéticas cantavam. O lurex brilhava. A calça vermelha virou uniforme de uma época. E o Brasil descobria que uma pista de dança podia ser também um palco de emancipação.
Porque a vida madura não pode ser reduzida à lista de problemas que carregamos.
E nós carregamos problemas pra cacete.
Tem o plano de saúde que custa quase um salário.
Tem a aposentadoria que não acompanha o preço da vida.
Tem o filho que precisa de ajuda financeira aos 35.
Tem o trabalho que resolveu achar que experiência é sinônimo de caro e ficamos sem a recolocação
Tem o medo da doença.
Tem o luto.
Tem a solidão.
Tem o casamento morno.
Tem o divórcio depois dos 60.
Tem o aplicativo de namoro que parece catálogo de supermercado humano.
Tem o algoritmo dizendo que você deveria gostar de alguém porque os dois gostam de viajar.
E tem aquele momento em que você olha para tudo isso e pensa:
foda-se, hoje eu vou dançar.
E dançamos.
E ninguém pergunta o currículo.
A música faz uma coisa extraordinária com o envelhecimento: ela desorganiza a cronologia.
De repente, aquela senhora de 63 tem 28.
Aquele senhor de 72 tem 35.
A viúva volta a gargalhar.
O divorciado flerta.
A mulher que estava deprimida há semanas aceita dançar.
O homem que achava que não tinha mais graça percebe que alguém o está olhando.
O casal que estava vivendo no automático se reencontra numa música.
É claro que uma pista não cura tudo.
Não paga plano de saúde.
Não resolve aposentadoria.
Não conserta a coluna.
Não substitui terapia.
Não elimina a solidão.
Mas pode produzir uma coisa que também é saúde:
vontade de estar vivo.
E isso não é pouco.
Dançar libera endorfina, melhora o humor, estimula memória, coordenação, equilíbrio e sociabilidade. Mas existe uma dimensão da dança que nenhuma bula consegue medir: a possibilidade de sentir-se novamente parte do mundo.
Porque envelhecer, muitas vezes, é ser progressivamente retirado de cena.
Você deixa de ser contratado.
Deixa de ser convidado.
Deixa de ser paquerado.
Deixa de ser ouvido.
Deixa de ser visto.
Até que alguém coloca uma música e você percebe:
Ainda estou aqui.
E talvez seja esse o grande milagre da pista na Kikando. Você pertence. Você existe.
Ela não pergunta quantos anos você tem.
Pergunta apenas:
Você dança?
Se a resposta for sim, venha.
Se for não, talvez seja justamente por isso que você precise ir.
Vista sua melhor roupa. Uma calça brilhante, um vestido curto, uma camiseta preta, um tênis confortável, um salto baixo — mas, por favor, leve também alguma coisa que não se compra em loja:
disposição para se divertir.
Na pista não existe idade adequada para dançar.
Existe música adequada para acordar uma parte nossa que estava dormindo.
E quando as luzes baixam, o DJ aumenta o volume e a primeira batida entra…
A gente não envelhece.
A gente acontece.
Obs: A Festa Kikando – balada senior para os maduros 50+, acontece nessa sexta feira, dia 14 de agosto, às 21 horas, no rooftop Vista Bar do restaurante Maguje no Jardim Botânico. Vendas pelo Sympla
Domine o fato. Confie na fonte.
15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas
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