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Inspirado na música de Chico Buarque, o filme Geni e o Zepelim nem estreou e já está cercado de polêmicas. A produção está sendo acusada de transfake – termo relacionado à prática de atores cis interpretando personagens trans – por escalar da atriz cisgênero Thainá Duarte para viver a travesti Geni. Após a grande repercussão, a diretora do longa, Anna Muylaert veio à público justificar a escolha de Thainá para o papel. Segundo ela, há “várias leituras” para a letra do compositor e para o conto do francês Guy de Maupassant, Bola de Seda, no qual Chico diz ter se inspirado. “A gente entendeu que essa poesia poderia ter várias interpretações, e que a gente poderia fazer essa versão amazônica cis com a atriz Thainá Duarte”, disse Muylaert, que também dirigiu as produções O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006) e Que Horas Ela Volta? (2015). Ainda na explicação, ela levantou o debate sobre o caso, “diante da reação da comunidade trans”. “Essa letra do Chico, essa poesia, hoje, em 2025, só pode ser interpretada como a Geni, o mito Geni, só pode ser interpretada como um uma mulher trans?. (…) Se a gente computar que hoje me 2025 só pode interpretar a Geni como trans, a gente vai repensar o nosso filme”, questionou.
O argumento gerou críticas à diretora. “Todo respeito ao trabalho de Thainá Duarte, mas quando trazemos a reflexão em nossos textos desde que saiu essa matéria e nos posicionamos pelo apagamento, é por espaço e oportunidade que nos colocamos, por termos atrizes trans que poderiam sim dar vida a essa personagem tão icônica e já retratada tantas vezes como uma pessoa trans em montagens pelo brasil”, escreveu Liniker na legenda do vídeo. Já a atriz Camila Pitanga reforçou o “apagamento doloroso” de mulheres trans. “São poucos personagens com esse protagonismo entende? É uma escolha que fere. Eu amo como filha a Thainá e amo acompanhar o seu trabalho e voz. Bom debate. Obs: cuidado com o argumento de liberdade de expressão, de interpretação… tem um campo inimigo que usa a beça esse léxico”, comentou.
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