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A disputa entre PT e PDT para liderar a chapa de esquerda na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul nas eleições deste ano ganhou um novo capítulo nesta terça, 7. A cúpula nacional do PT, por meio do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), publicou um documento no qual defende que o diretório gaúcho apoie a candidatura da ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), neta do ex-governador Leonel Brizola, mas a medida não deve encerrar a questão, porque há resistência no petismo local, que gostaria de ter o ex-deputado estadual Edegar Pretto (PT) à frente da aliança.
Caso persista a forte resistência local, o GTE não descarta a possibilidade de fazer uma intervenção na política estadual e determinar os caminhos a serem seguidos. “Da orientação eleitoral: definir a construção de uma tática eleitoral conjunta com o PDT, e demais partidos do campo democrático, sob a liderança da companheira Juliana Brizola, como expressão política dessa estratégia no estado do Rio Grande do Sul”, define o texto, que é encerrado com uma tentativa de prestigiar Pretto, apontando-o como o nome mais indicado a conduzir as negociações e ocupar o espaço de vice de Brizola.
Pretto, no entanto, vem insistindo na ideia de lançar sua própria candidatura, e tem recebido apoio de outros membros do PT gaúcho, do PSOL (principalmente na figura da ex-deputada federal Manoela D’Ávila, que vai disputar o Senado pela legenda) e dos partidos que compõem a federação com eles: PCdoB, PV e Rede.
Em vídeos publicados nas redes sociais nesta segunda-feira, Pretto deixa claro que não vai abrir mão da posição em favor de Brizola. “Vamos lutar até o último pavio, até o último pilar nós vamos lutar. Com a força da militância, do partido, com a força do povo trabalhador gaúcho, nos vamos eleger Edegar”, escreveu Pretto na legenda de uma publicação, citando que a frase foi dita pelo ex-presidente do PT-RS Ary Vanazzy.
O PSOL também tem engrossado o coro de que não aceita ser liderado pelo PDT no estado, visto que o partido fez parte da base do governo de Eduardo Leite (PSD) nos últimos anos.
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O outro nome colocado na disputa pelo Senado é o do deputado federal Paulo Pimenta (PT), que representa uma ala mais ligada ao comando nacional e tem tentado articular o apoio a Brizola, mas sem muito sucesso no diretório estadual até o momento. Um dos argumentos dos petistas gaúchos é o de que, em tese, Juliana Brizola não estaria tão comprometida com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — o que a equipe dela negou para VEJA, apontando que ela já vem fazendo diversos acenos a Lula e ao PT nos últimos meses.
Por sua vez, Brizola lançou um manifesto, também nesta segunda, intitulado “Pela unidade do campo democrático, pela vitória do Brasil e do Rio Grande”, no qual reforça seu afastamento do governo Leite e finaliza com a frase de efeito “Lula lá, Brizola aqui” (veja abaixo).
O acordo nacional pelo apoio do PT à candidatura de Brizola foi costurado diretamente pelos presidentes dos partidos, Edinho Silva (PT) e Carlos Lupi (PDT), além do presidente Lula, como forma de corresponder aos apoios do PDT ao PT em outros estados. Caso o diretório estadual do PT do Rio Grande do Sul não siga o direcionamento do GTE, uma intervenção não é descartada, assim como ocorreu em 2024 em algumas capitais brasileiras.
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Direita na frente
A desavença à esquerda ocorre no momento em que a direita está liderando a disputa pelo governo estadual. Segundo a última pesquisa Real Time Big Data de março, o deputado federal Luciano Zucco (PL) lidera com 31% das intenções de voto, seguido por Juliana Brizola (24%) e Edegar Pretto (19%). O vice-governador Gabriel Souza (MDB), candidato apoiado pelo governador Eduardo Leite (PSD), vem em seguida, com 13%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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A disputa entre PT e PDT para liderar a chapa de esquerda na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul nas eleições deste ano ganhou um novo capítulo nesta terça, 7. A cúpula nacional do PT, por meio do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), publicou um documento no qual defende que o diretório gaúcho apoie a candidatura da ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), neta do ex-governador Leonel Brizola, mas a medida não deve encerrar a questão, porque há resistência no petismo local, que gostaria de ter o ex-deputado estadual Edegar Pretto (PT) à frente da aliança.
Caso persista a forte resistência local, o GTE não descarta a possibilidade de fazer uma intervenção na política estadual e determinar os caminhos a serem seguidos. “Da orientação eleitoral: definir a construção de uma tática eleitoral conjunta com o PDT, e demais partidos do campo democrático, sob a liderança da companheira Juliana Brizola, como expressão política dessa estratégia no estado do Rio Grande do Sul”, define o texto, que é encerrado com uma tentativa de prestigiar Pretto, apontando-o como o nome mais indicado a conduzir as negociações e ocupar o espaço de vice de Brizola.
Pretto, no entanto, vem insistindo na ideia de lançar sua própria candidatura, e tem recebido apoio de outros membros do PT gaúcho, do PSOL (principalmente na figura da ex-deputada federal Manoela D’Ávila, que vai disputar o Senado pela legenda) e dos partidos que compõem a federação com eles: PCdoB, PV e Rede.
Em vídeos publicados nas redes sociais nesta segunda-feira, Pretto deixa claro que não vai abrir mão da posição em favor de Brizola. “Vamos lutar até o último pavio, até o último pilar nós vamos lutar. Com a força da militância, do partido, com a força do povo trabalhador gaúcho, nos vamos eleger Edegar”, escreveu Pretto na legenda de uma publicação, citando que a frase foi dita pelo ex-presidente do PT-RS Ary Vanazzy.
O PSOL também tem engrossado o coro de que não aceita ser liderado pelo PDT no estado, visto que o partido fez parte da base do governo de Eduardo Leite (PSD) nos últimos anos.
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O outro nome colocado na disputa pelo Senado é o do deputado federal Paulo Pimenta (PT), que representa uma ala mais ligada ao comando nacional e tem tentado articular o apoio a Brizola, mas sem muito sucesso no diretório estadual até o momento. Um dos argumentos dos petistas gaúchos é o de que, em tese, Juliana Brizola não estaria tão comprometida com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — o que a equipe dela negou para VEJA, apontando que ela já vem fazendo diversos acenos a Lula e ao PT nos últimos meses.
Por sua vez, Brizola lançou um manifesto, também nesta segunda, intitulado “Pela unidade do campo democrático, pela vitória do Brasil e do Rio Grande”, no qual reforça seu afastamento do governo Leite e finaliza com a frase de efeito “Lula lá, Brizola aqui” (veja abaixo).
O acordo nacional pelo apoio do PT à candidatura de Brizola foi costurado diretamente pelos presidentes dos partidos, Edinho Silva (PT) e Carlos Lupi (PDT), além do presidente Lula, como forma de corresponder aos apoios do PDT ao PT em outros estados. Caso o diretório estadual do PT do Rio Grande do Sul não siga o direcionamento do GTE, uma intervenção não é descartada, assim como ocorreu em 2024 em algumas capitais brasileiras.
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A desavença à esquerda ocorre no momento em que a direita está liderando a disputa pelo governo estadual. Segundo a última pesquisa Real Time Big Data de março, o deputado federal Luciano Zucco (PL) lidera com 31% das intenções de voto, seguido por Juliana Brizola (24%) e Edegar Pretto (19%). O vice-governador Gabriel Souza (MDB), candidato apoiado pelo governador Eduardo Leite (PSD), vem em seguida, com 13%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.













