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A rede social da qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é dono — a Truth Social — e a plataforma de vídeos Rumble entraram com um pedido de liminar em um tribunal americano contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação consta em comunicado das empresas o qual a agência de notícias Reuters teve acesso. Na última sexta-feira, 21, Moraes determinou o bloqueio do Rumble no Brasil e exigiu o pagamento de uma multa diária de 50 mil reais até que a plataforma indicasse um representante legal no país. A exigência de possuir um representante legal é questionada pela empresa, mas trata-se de algo que não se aplica apenas à Rumble, mas a todas as redes sociais, como decidido pelo STF.
Com a liminar, as duas redes sociais buscam não serem obrigadas a cumprir determinações de Moraes. Com formato similar ao do YouTube e popular entre expoentes da extrema-direita, a Rumble tem negócios com o empreendimento de Trump. As empresas afirmam que as ordens do ministro do STF “violam a soberania americana, a Constituição e as leis dos Estados Unidos”. O presidente-executivo da Rumble, Chris Pavlovski, por outro lado, “confunde liberdade de expressão com uma inexistente liberdade de agressão”, escreveu Moraes em um despacho. O Supremo Tribunal Federal ainda não conseguiu intimidar o Rumble a respeito das decisões de Moraes dada a inexistência de um representante legal da empresa no Brasil.
A plataforma de vídeos conservadora e o grupo de mídia de Trump já haviam apresentado um processo contra Moraes na quinta-feira, 20, na Justiça dos Estados Unidos. Na ação, o ministro do STF é acusado de promover a censura das redes sociais, que pedem que a exclusão de contas determinada por Moraes não ocorra em território americano. O principal usuário do Rumble que teve sua conta na mira de Moraes é o blogueiro de extrema-direita Alan dos Santos, que vive como foragido nos Estados Unidos após o ministro pedir sua prisão. Moraes tentou expurgar a presença de Alan dos Santos de todas as redes sociais existentes no Brasil. Plataformas como YouTube, Twitter, Facebook e Instagram acataram as determinações do ministro, mas a Rumble segue resistente.
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