A decisão da escola Acadêmicos de Niterói de levar à Sapucaí um samba-enredo inteiramente dedicado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva transformou o Carnaval do Rio em mais um palco de disputa política. O tema foi discutido no programa Os Três Poderes, apresentado por Ricardo Ferraz, com comentários de Marcela Rahal e do colunista de VEJA Gente Valmir Moratelli (este texto é um resumo do vídeo acima).
Com o enredo Do alto do Mulungu, surge a esperança: Lula, o operário do Brasil, a escola promete um desfile que exalta a trajetória do petista como epopeia política — da infância no Nordeste à chegada ao Planalto. O problema, apontam críticos, é o contexto: ano eleitoral, recursos públicos envolvidos e ausência total de contraponto crítico.
Por que o desfile virou alvo de contestação?
Segundo Valmir Moratelli, a polêmica começou ainda no pré-carnaval, quando o enredo foi anunciado. A escolha da palavra “esperança” — slogan recorrente das campanhas de Lula — e a construção narrativa inteiramente favorável ao presidente acenderam o alerta na oposição.
O desfile da Acadêmicos de Niterói está orçado em R$ 13,4 milhões, valor que inclui recursos públicos repassados às escolas. Isso levou adversários do governo a protocolarem uma ação no Tribunal de Contas da União, questionando se houve uso indevido de verba estatal para fins de promoção política.
O samba vai além da homenagem?
Além de exaltar Lula, o desfile inclui críticas diretas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Estão previstas alas com foliões vestidos de jacaré — referência à fala de Bolsonaro sobre vacinas —, um carro alegórico com o ex-presidente retratado como o palhaço Bozo e até um “vampiro” simbolizando o período em que o PT ficou fora do poder.
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Para Ricardo Ferraz, o tom não deixa margem para dúvida: trata-se de uma narrativa sem nuances, sem ironia e sem crítica interna, algo incomum mesmo nos desfiles historicamente politizados do Carnaval.
Lula participou da construção do enredo?
De acordo com Moratelli, o presidente acompanhou de perto a composição do samba. Um dos versos mais comentados — “não é digno fugir” — foi elogiado pessoalmente por Lula, por ser interpretado como uma alfinetada no adversário. O presidente ainda sugeriu incluir a expressão “soberania nacional” na letra, mas a ideia acabou descartada pelos compositores por dificuldades de rima.
Quem estará na avenida — e nos camarotes?
O desfile deve reunir uma extensa lista de autoridades e ministros no último carro alegórico, entre eles Alexandre Padilha, Margareth Menezes, Camilo Santana e a primeira-dama Janja. O ministro Fernando Haddad ainda avalia se desfila ou se acompanha o presidente no camarote do prefeito Eduardo Paes.
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O esquema de segurança será reforçado, com cerca de 50 policiais à paisana circulando como foliões, diante do temor de protestos ou confrontos políticos.
Há risco de punição?
As ações movidas pela oposição só devem ser analisadas após o Carnaval, o que reduz o impacto imediato. Ainda assim, o episódio tende a alimentar o discurso de propaganda eleitoral antecipada e pode virar munição no debate político pós-folia — inclusive entre petistas, que temem que um eventual rebaixamento da escola seja explorado como “efeito Lula”.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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A decisão da escola Acadêmicos de Niterói de levar à Sapucaí um samba-enredo inteiramente dedicado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva transformou o Carnaval do Rio em mais um palco de disputa política. O tema foi discutido no programa Os Três Poderes, apresentado por Ricardo Ferraz, com comentários de Marcela Rahal e do colunista de VEJA Gente Valmir Moratelli (este texto é um resumo do vídeo acima).
Com o enredo Do alto do Mulungu, surge a esperança: Lula, o operário do Brasil, a escola promete um desfile que exalta a trajetória do petista como epopeia política — da infância no Nordeste à chegada ao Planalto. O problema, apontam críticos, é o contexto: ano eleitoral, recursos públicos envolvidos e ausência total de contraponto crítico.
Por que o desfile virou alvo de contestação?
Segundo Valmir Moratelli, a polêmica começou ainda no pré-carnaval, quando o enredo foi anunciado. A escolha da palavra “esperança” — slogan recorrente das campanhas de Lula — e a construção narrativa inteiramente favorável ao presidente acenderam o alerta na oposição.
O desfile da Acadêmicos de Niterói está orçado em R$ 13,4 milhões, valor que inclui recursos públicos repassados às escolas. Isso levou adversários do governo a protocolarem uma ação no Tribunal de Contas da União, questionando se houve uso indevido de verba estatal para fins de promoção política.
O samba vai além da homenagem?
Além de exaltar Lula, o desfile inclui críticas diretas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Estão previstas alas com foliões vestidos de jacaré — referência à fala de Bolsonaro sobre vacinas —, um carro alegórico com o ex-presidente retratado como o palhaço Bozo e até um “vampiro” simbolizando o período em que o PT ficou fora do poder.
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Lula participou da construção do enredo?
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Quem estará na avenida — e nos camarotes?
O desfile deve reunir uma extensa lista de autoridades e ministros no último carro alegórico, entre eles Alexandre Padilha, Margareth Menezes, Camilo Santana e a primeira-dama Janja. O ministro Fernando Haddad ainda avalia se desfila ou se acompanha o presidente no camarote do prefeito Eduardo Paes.
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Há risco de punição?
As ações movidas pela oposição só devem ser analisadas após o Carnaval, o que reduz o impacto imediato. Ainda assim, o episódio tende a alimentar o discurso de propaganda eleitoral antecipada e pode virar munição no debate político pós-folia — inclusive entre petistas, que temem que um eventual rebaixamento da escola seja explorado como “efeito Lula”.
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