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A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 10, identificou uma perda de potencial eleitoral de Flávio Bolsonaro e um aumento de sua rejeição entre os eleitores. Em entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, o CEO da Quaest, Felipe Nunes, apontou dois fatores centrais para explicar o movimento de queda do senador: a repercussão da aproximação do senador com Daniel Vorcaro e sua atuação junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo Nunes, os dois episódios contribuíram para deteriorar a imagem do parlamentar e ajudam a explicar o cenário em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece à frente nos levantamentos eleitorais realizados pela empresa.
“O maior dos brasileiros acha que ele errou”, afirmou o pesquisador ao comentar os resultados da sondagem.
O impacto do escândalo de Flávio nas pesquisas
Como a aproximação com Daniel Vorcaro afetou a imagem do senador?
De acordo com Nunes, parte significativa dos eleitores considera que Flávio Bolsonaro não deveria ter buscado apoio financeiro de Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na avaliação apresentada pelo CEO da Quaest, a percepção predominante é a de que o senador já tinha conhecimento dos riscos de desgaste associados à iniciativa. O tema ganhou relevância no levantamento e aparece entre os elementos que contribuíram para ampliar sua rejeição junto ao eleitorado.
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Ainda assim, a pesquisa mostra que o impacto sobre a intenção de voto tende a ser mais limitado. Embora 65% dos entrevistados considerem que Flávio errou nessa decisão, 76% afirmam que o episódio não alterará sua escolha eleitoral.
Qual foi o efeito da aproximação com Trump?
O segundo fator apontado por Nunes envolve a atuação de Flávio Bolsonaro junto ao governo americano. Segundo o pesquisador, a percepção dos entrevistados é de que essa estratégia acabou produzindo consequências negativas para o senador.
Ele citou como exemplo o debate sobre a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo sua leitura dos dados, os brasileiros podem até concordar com a medida, mas entendem que uma decisão desse tipo deveria partir das autoridades brasileiras, e não de outro governo.
Para Nunes, existe entre os eleitores o receio de que iniciativas conduzidas por agentes estrangeiros sejam interpretadas como formas de interferência em assuntos internos do país.
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Por que a queda de Flávio ajudou Lula?
O CEO da Quaest afirmou que a mudança no cenário eleitoral não decorre apenas do desgaste da oposição. Segundo ele, houve também uma melhora na avaliação do governo, impulsionada principalmente por fatores econômicos.
Nunes citou o programa de renegociação de dívidas e os efeitos da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda como elementos que começaram a produzir impacto mais visível nas pesquisas recentes.
Na avaliação do pesquisador, a combinação entre a perda de apoio de Flávio Bolsonaro e a melhora da percepção sobre o governo explica o descolamento observado nos levantamentos. “Quando você combina a melhora do governo por esses fenômenos econômicos e a piora da oposição por conta da dinâmica dos escândalos e da ação em relação ao Trump, você entende por que houve esse descolamento”, afirmou.
Segundo ele, esse movimento levou Lula a abrir vantagem tanto nos cenários de primeiro turno quanto nas simulações de segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
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O cenário já define a disputa eleitoral?
Apesar da mudança registrada pela pesquisa, Nunes evitou projetar um resultado definitivo para a eleição. Segundo ele, ainda há um longo caminho até a votação e diversos fatores podem alterar o quadro atual.
Para Nunes, porém, o impacto observado sobre Flávio Bolsonaro até agora foi mais limitado. “Houve uma queda? Sim, houve uma melhora do governo, sim, mas ela não é suficiente para decretar um favoritismo. Nem de um lado nem de outro”, disse.
Na avaliação do CEO da Quaest, a disputa permanece aberta e continuará sendo fortemente influenciada pelo comportamento dos eleitores independentes, grupo que, segundo ele, tende a reagir mais rapidamente às mudanças na conjuntura política e econômica.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 10, identificou uma perda de potencial eleitoral de Flávio Bolsonaro e um aumento de sua rejeição entre os eleitores. Em entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, o CEO da Quaest, Felipe Nunes, apontou dois fatores centrais para explicar o movimento de queda do senador: a repercussão da aproximação do senador com Daniel Vorcaro e sua atuação junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo Nunes, os dois episódios contribuíram para deteriorar a imagem do parlamentar e ajudam a explicar o cenário em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece à frente nos levantamentos eleitorais realizados pela empresa.
“O maior dos brasileiros acha que ele errou”, afirmou o pesquisador ao comentar os resultados da sondagem.
O impacto do escândalo de Flávio nas pesquisas
Como a aproximação com Daniel Vorcaro afetou a imagem do senador?
De acordo com Nunes, parte significativa dos eleitores considera que Flávio Bolsonaro não deveria ter buscado apoio financeiro de Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na avaliação apresentada pelo CEO da Quaest, a percepção predominante é a de que o senador já tinha conhecimento dos riscos de desgaste associados à iniciativa. O tema ganhou relevância no levantamento e aparece entre os elementos que contribuíram para ampliar sua rejeição junto ao eleitorado.
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Ainda assim, a pesquisa mostra que o impacto sobre a intenção de voto tende a ser mais limitado. Embora 65% dos entrevistados considerem que Flávio errou nessa decisão, 76% afirmam que o episódio não alterará sua escolha eleitoral.
Qual foi o efeito da aproximação com Trump?
O segundo fator apontado por Nunes envolve a atuação de Flávio Bolsonaro junto ao governo americano. Segundo o pesquisador, a percepção dos entrevistados é de que essa estratégia acabou produzindo consequências negativas para o senador.
Ele citou como exemplo o debate sobre a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo sua leitura dos dados, os brasileiros podem até concordar com a medida, mas entendem que uma decisão desse tipo deveria partir das autoridades brasileiras, e não de outro governo.
Para Nunes, existe entre os eleitores o receio de que iniciativas conduzidas por agentes estrangeiros sejam interpretadas como formas de interferência em assuntos internos do país.
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Por que a queda de Flávio ajudou Lula?
O CEO da Quaest afirmou que a mudança no cenário eleitoral não decorre apenas do desgaste da oposição. Segundo ele, houve também uma melhora na avaliação do governo, impulsionada principalmente por fatores econômicos.
Nunes citou o programa de renegociação de dívidas e os efeitos da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda como elementos que começaram a produzir impacto mais visível nas pesquisas recentes.
Na avaliação do pesquisador, a combinação entre a perda de apoio de Flávio Bolsonaro e a melhora da percepção sobre o governo explica o descolamento observado nos levantamentos. “Quando você combina a melhora do governo por esses fenômenos econômicos e a piora da oposição por conta da dinâmica dos escândalos e da ação em relação ao Trump, você entende por que houve esse descolamento”, afirmou.
Segundo ele, esse movimento levou Lula a abrir vantagem tanto nos cenários de primeiro turno quanto nas simulações de segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
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Apesar da mudança registrada pela pesquisa, Nunes evitou projetar um resultado definitivo para a eleição. Segundo ele, ainda há um longo caminho até a votação e diversos fatores podem alterar o quadro atual.
Para Nunes, porém, o impacto observado sobre Flávio Bolsonaro até agora foi mais limitado. “Houve uma queda? Sim, houve uma melhora do governo, sim, mas ela não é suficiente para decretar um favoritismo. Nem de um lado nem de outro”, disse.
Na avaliação do CEO da Quaest, a disputa permanece aberta e continuará sendo fortemente influenciada pelo comportamento dos eleitores independentes, grupo que, segundo ele, tende a reagir mais rapidamente às mudanças na conjuntura política e econômica.
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