Por Gabriel Correa – Repórter da Rádio Nacional
O presidente chinês, Xi Jinping, encerra nesta sexta-feira (25) a visita aos Estados Unidos, após participar de jantar na Casa Branca, com Donald Trump, conversar sobre Taiwan e a conseguir a prorrogação de dois meses na trégua comercial entre os dois países.

Os dois presidentes visitam os Arquivos Nacionais dos EUA, onde estão a Declaração de Independência e a Constituição do país. Durante cerimônia do chá, eles disseram que a visita foi um marco histórico, bem-sucedida e produtiva para os dois países, destacando acordos para o setor agrícola.
Após o último encontro entre os dois presidentes, em maio, o governo norte americano informou que estava mantendo em suspenso a venda de US$ 14 bilhões em armas para Taiwan. A televisão estatal chinesa destacou que Xi Jinping quer que os EUA mantenham oposição à “independência de Taiwan” e que tratem a questão “com prudência”, para estabelecer uma base para a cooperação bilateral.
Sem sinais concretos
De acordo com a agência Reuters, os encontros públicos na Casa Branca foram carregados de simbolismo, mas sem sinais concretos de avanço nas negociações entre as duas maiores economias do mundo. Na noite de quinta (24), Trump ofereceu um jantar de Estado, na Casa Branca, com executivos de grandes empresas de tecnologia, como da Nvidia, Apple e Google.
Até agora, foi estabelecida uma prorrogação de dois meses na trégua comercial entre as duas potências, que deveria acabar em novembro, mas foi adiada até janeiro de 2027. Antes dessa trégua, a Casa Branca chegou a citar tarifas de mais de 200% sobre produtos chineses.
Senadores democratas também têm criticado o encontro, afirmando que Trump não conseguiu obter concessões de Pequim em áreas como comércio, segurança, inteligência artificial ou direitos humanos.
O presidente Xi Jinping retorna nesta sexta-feira para a China.
Futuro
Os dois presidentes ainda sinalizaram duas reuniões futuras, durante a Cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, em novembro, na China, e na Cúpula do G20, nos Estados Unidos, em dezembro.
Neste sábado, está previsto o discurso do vice-presidente chinês no debate da Assembleia Geral da ONU. Segundo o Ministério de Relações Exteriores da China, Han Zheng deve falar sobre as principais questões internacionais, ações para promover o multilateralismo, e fazer um chamado para renovar a autoridade e o papel da ONU.
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