• Home
  • Editorias
    • Mundo
    • Estado
    • Esportes
    • Politica
    • Economia
    • Educação
    • Saude
    • Ultimas Noticias
  • Tecnologia
  • Entretenimento
Jornal Amanhecer
  • Home
  • Editorias
    • Mundo
    • Estado
    • Esportes
    • Politica
    • Economia
    • Educação
    • Saude
    • Ultimas Noticias
  • Tecnologia
    Comiss?o Europeia prop?e veto a redes sociais para menores de 13 anos

    Comiss?o Europeia prop?e veto a redes sociais para menores de 13 anos

    Amazon entra em discuss?o sobre seguran?a da IA e defende “testes rigorosos”

    Amazon entra em discuss?o sobre seguran?a da IA e defende “testes rigorosos”

    IA chinesa n?o ? poderosa o bastante para identificar riscos de IA rebelde, diz Huawei

    IA chinesa n?o ? poderosa o bastante para identificar riscos de IA rebelde, diz Huawei

    Google vai investir 13 bilh?es de euros em infraestrutura de IA na Finl?ndia

    Google vai investir 13 bilh?es de euros em infraestrutura de IA na Finl?ndia

    OpenAI aprofunda parceria com Samsung para chips de pr?xima gera??o

    OpenAI aprofunda parceria com Samsung para chips de pr?xima gera??o

    EUA e China se preparam para di?logo sobre seguran?a em IA?em meados de setembro

    EUA e China se preparam para di?logo sobre seguran?a em IA?em meados de setembro

  • Entretenimento
    Como o Brasil pode ter dois filmes na disputa por indicação ao próximo Oscar

    Como o Brasil pode ter dois filmes na disputa por indicação ao próximo Oscar

    Com show no Rock in Rio, Diogo Defante quer mostrar que seu som ‘não precisa ser piada’

    Com show no Rock in Rio, Diogo Defante quer mostrar que seu som ‘não precisa ser piada’

    Drones e reconhecimento facial: como será esquema de segurança ‘de ponta’ do Rock in Rio

    Drones e reconhecimento facial: como será esquema de segurança ‘de ponta’ do Rock in Rio

    Rock in Rio: quatro pérolas escondidas no primeiro final de semana

    Rock in Rio: quatro pérolas escondidas no primeiro final de semana

    brad-pitt,-nicole-kidman-e-mais-estrelas-dominam-estreias-de-setembro-nos-cinemas

    Brad Pitt, Nicole Kidman e mais estrelas dominam estreias de setembro nos cinemas

    rock-in-rio-anuncia-venda-de-ultimos-ingressos-para-show-de-elton-john

    Rock in Rio anuncia venda de últimos ingressos para show de Elton John

No Result
View All Result
  • Home
  • Editorias
    • Mundo
    • Estado
    • Esportes
    • Politica
    • Economia
    • Educação
    • Saude
    • Ultimas Noticias
  • Tecnologia
    Comiss?o Europeia prop?e veto a redes sociais para menores de 13 anos

    Comiss?o Europeia prop?e veto a redes sociais para menores de 13 anos

    Amazon entra em discuss?o sobre seguran?a da IA e defende “testes rigorosos”

    Amazon entra em discuss?o sobre seguran?a da IA e defende “testes rigorosos”

    IA chinesa n?o ? poderosa o bastante para identificar riscos de IA rebelde, diz Huawei

    IA chinesa n?o ? poderosa o bastante para identificar riscos de IA rebelde, diz Huawei

    Google vai investir 13 bilh?es de euros em infraestrutura de IA na Finl?ndia

    Google vai investir 13 bilh?es de euros em infraestrutura de IA na Finl?ndia

    OpenAI aprofunda parceria com Samsung para chips de pr?xima gera??o

    OpenAI aprofunda parceria com Samsung para chips de pr?xima gera??o

    EUA e China se preparam para di?logo sobre seguran?a em IA?em meados de setembro

    EUA e China se preparam para di?logo sobre seguran?a em IA?em meados de setembro

  • Entretenimento
    Como o Brasil pode ter dois filmes na disputa por indicação ao próximo Oscar

    Como o Brasil pode ter dois filmes na disputa por indicação ao próximo Oscar

    Com show no Rock in Rio, Diogo Defante quer mostrar que seu som ‘não precisa ser piada’

    Com show no Rock in Rio, Diogo Defante quer mostrar que seu som ‘não precisa ser piada’

    Drones e reconhecimento facial: como será esquema de segurança ‘de ponta’ do Rock in Rio

    Drones e reconhecimento facial: como será esquema de segurança ‘de ponta’ do Rock in Rio

    Rock in Rio: quatro pérolas escondidas no primeiro final de semana

    Rock in Rio: quatro pérolas escondidas no primeiro final de semana

    brad-pitt,-nicole-kidman-e-mais-estrelas-dominam-estreias-de-setembro-nos-cinemas

    Brad Pitt, Nicole Kidman e mais estrelas dominam estreias de setembro nos cinemas

    rock-in-rio-anuncia-venda-de-ultimos-ingressos-para-show-de-elton-john

    Rock in Rio anuncia venda de últimos ingressos para show de Elton John

No Result
View All Result
Jornal Amanhecer
No Result
View All Result
Home News Saude

Nem o álcool nem os vírus por trás da hepatite: saiba qual é o maior inimigo do fígado

Redação by Redação
28 de novembro de 2025
in Saude
0
nem-o-alcool-nem-os-virus-por-tras-da-hepatite:-saiba-qual-e-o-maior-inimigo-do-figado

Nem o álcool nem os vírus por trás da hepatite: saiba qual é o maior inimigo do fígado

SILENCIOSA - Sem sintomas: pacientes podem passar até décadas sem manifestações de lesões no órgão
SILENCIOSA – Sem sintomas: pacientes podem passar até décadas sem manifestações de lesões no órgão (//AFP)

Continua após publicidade

O nome é complicado, mas é bom conhecê-lo. Doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica — ou MASLD, na sigla derivada do inglês. Foi assim, com alcunha cientificamente estrondosa, que os especialistas rebatizaram o que popularmente se chamava “gordura no fígado”. Não se trata de mero detalhe técnico. A mudança se justifica pela melhor compreensão de um quadro muito mais complexo e perigoso do que se imaginava. Uma ameaça que está ganhando proporções epidêmicas. A MASLD já é o problema hepático mais prevalente em todo o mundo, afetando quase 40% da população. A ponto de estar ultrapassando o abuso de álcool e as hepatites virais como a maior causa de cirrose e câncer no fígado. O desafio é que, embora pegue carona na expansão da obesidade, a condição pode passar anos sem dar sintomas, sendo descoberta quando já existem lesões no órgão e outras desavenças em curso.

O fígado é a maior glândula do corpo, atuando na desintoxicação do organismo, no processamento dos remédios e na produção de dezenas de substâncias, que vão do colesterol às proteínas da coagulação do sangue. A exemplo de outros órgãos, não está imune ao depósito de gordura entremeada na região abdominal, o que se agrava com uma alimentação ancorada em ultraprocessados, o sedentarismo e o estresse. Mas essa gordura não é uma camada estática. Ela propicia um processo inflamatório que, caso não seja contido, mata células, forma cicatrizes (a fibrose) e, nos estágios mais críticos, evolui para cirrose, câncer e falência hepática. Não só: pessoas que convivem com a MASLD estão mais sujeitas a doenças cardiovasculares.

arte fígado

Um estudo recente revela que a incidência da esteatose hepática, outro apelido do quadro, aumentou 50% pelo planeta entre 1990 e 2019. A situação é particularmente alarmante na América Latina, Brasil incluído na conta, onde o índice de cidadãos com a condição chega a 44% da população. “É a região onde também se concentram os diagnósticos de casos mais avançados”, afirma a médica Cynthia Valério, presidente eleita da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso). Estilo de vida, predisposição genética e vulnerabilidade social — que influencia uma dieta inadequada, por exemplo — estariam associados à disseminação do colapso hepático.

O acúmulo de gordura no fígado, ressalte-se, é intimamente ligado ao excesso de peso. Daí o cenário preocupante no país, onde 68% da população se encontra com índice de massa corporal (IMC) elevado e 31% já receberia o diagnóstico de obesidade. “De todas as gorduras acumuladas fora de lugar, a com maior potencial de deixar um órgão doente é aquela que se deposita no fígado”, diz o hepatologista João Marcello de Araujo Neto, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Antes que se pense que a esteatose é uma sentença catastrófica, cabe esclarecer que nem todas as pessoas com o quadro vão chegar aos estágios mais graves. “Estimamos que 80% dos indivíduos com gordura no fígado não vão desenvolver fibrose”, afirma Araujo Neto. Isso não significa que as coisas estejam totalmente tranquilas para eles. Um dos motivos é que essa condição costuma andar de mãos dadas com outras alterações, como diabetes e aumento nos níveis de triglicérides, que colocam outros cantos do organismo em risco. E, se considerarmos que a obesidade é uma realidade para 1 bilhão de pessoas no globo e quatro em cada dez adultos desenvolvem esteatose hepática, mesmo a “minoria” que evoluiria para níveis mais severos, como a cirrose, representa milhões de indivíduos. Um horizonte que só deve se agravar: a projeção é que, em cinco anos, quase metade da população mundial esteja acima do peso.

Continua após a publicidade

RECEITA - Exercícios regulares: centrais para prevenção e controle, ao lado de ajustes na dieta
RECEITA - Exercícios regulares: centrais para prevenção e controle, ao lado de ajustes na dieta (Antonio Diaz/Getty Images)

A discussão sobre esse novo e traiçoeiro mal é recente e culminou na troca de nomenclatura após reuniões e debates entre os experts, que buscavam, inclusive, eliminar possíveis estigmas associados a ele. Antes chamada de doença hepática gordurosa não alcoólica, a MASLD busca deixar claro no nome que é um fenômeno ligado a descompassos no metabolismo desencadeados por hábitos pouco saudáveis. Sua ascensão para o topo das causas de ruína hepática se deu após dois movimentos positivos. Primeiro: o maior controle das hepatites virais, com a vacinação contra o tipo B e a chegada de tratamentos mais eficazes para o tipo C, hoje fornecidos gratuitamente no Brasil. O segundo elemento foi a diminuição no consumo excessivo de bebida alcoólica. O recente panorama do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), divulgado em novembro, indicou queda de 13% nos óbitos por razões etílicas na população até 54 anos no período de 2010 a 2023, ainda que a faixa acima dos 55 anos tenha protagonizado um aumento nos números. A maior conscientização sobre os malefícios do álcool se somou ao cerco da medicina moderna contra a hepatite C, cuja incidência caiu 53% entre 2017 e 2021 no país. “Se voltarmos dez ou quinze anos atrás, veremos que todo episódio de fibrose hepática era relacionado ao vírus da hepatite e ao álcool. Agora a maioria tem a ver com uma condição relacionada ao excesso de peso”, diz o médico Rodrigo Moreira, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem).

À medida que a MASLD ganhou proeminência como causadora e agravante de mazelas não só no fígado, cresceu o interesse dos profissionais de saúde por formas mais assertivas de diagnosticar, monitorar e deter a doença. Mesmo que o quadro evolua silenciosamente, hoje é possível levantar suspeitas ou detectar os danos hepáticos por meio de exames de sangue e imagem. O método considerado padrão-ouro é a elastografia por ultrassom ou ressonância, que analisa em detalhes o grau de gordura no órgão. Na ausência desse exame, uma forma de inferir o perigo é realizar um cálculo que os especialistas conhecem como FIB-4. “É uma fórmula em que colocamos a idade do paciente, valores de enzimas hepáticas e a dosagem de plaquetas para checar a probabilidade de ele ter fibrose no fígado”, explica Moreira, um dos autores da diretriz nacional de MASLD.

Continua após a publicidade

APOSTA - Canetas para perda de peso: efeito positivo já comprovado no fígado
APOSTA – Canetas para perda de peso: efeito positivo já comprovado no fígado (Tatsiana Volkava/Getty Images)

A compreensão do estágio em que o quadro se encontra tem como foco não só evitar o agravamento, mas conduzir o paciente a novos hábitos de proteção. “Já se sabe que da esteatose até a fase inicial de fibrose, o paciente passa a apresentar maior propensão a problemas cardiovasculares, como infarto, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral”, afirma Valério. Isso quer dizer que a presença de gordura dentro do abdômen reflete a que ameaças estão sujeitas as artérias e o coração. Apesar dos riscos em jogo, uma das maiores dificuldades atuais em controlar a MASLD reside no fato de ela ainda não ser tão conhecida e valorizada pela população — e, às vezes, entre os próprios médicos não especialistas. Ainda assim, a preocupação tem ganhado escala e começado mais cedo. A discussão está mais madura em países como os Estados Unidos, onde se prevê que o surgimento da gordura no fígado entre crianças e adolescentes — de novo, no encalço da obesidade — possa criar uma geração de adultos que, na meia-idade, estarão com o órgão comprometido. “Como esse é um processo lento, a gente não vê na criança, mas já começa a visualizar no adulto jovem”, diz Araujo Neto. Em resumo: quanto mais cedo começa o ganho excessivo de peso, piores as consequências para o fígado e outras redondezas.

arte fígado

Continua após a publicidade

Por tudo isso, o emagrecimento costuma ser parte central do tratamento — uma orientação que se estende aos homens e mulheres “magros”, mas com barriga protuberante. Ajustes na dieta e prática regular de exercícios físicos são medidas inegociáveis — assim como evitar o álcool e outras drogas capazes de sobrecarregar o fígado. Na ausência, até então, de remédios especialmente desenhados para reparar o órgão, a promessa recaiu sobre as canetas para perda de peso. Estudos com a semaglutida (de Wegovy, o primo do Ozempic) demonstraram redução de 63% nos níveis de inflamação hepática e melhora de 36% na extensão das fibroses. Com esses resultados, nos EUA a medicação de ação semanal foi aprovada para essa finalidade. “A indicação se dirige especialmente àquelas pessoas com maior acometimento do fígado, mas não foram estudados pacientes com cirrose”, detalha a hepatologista Cristiane Villela Nogueira, professora da UFRJ e uma das pesquisadoras envolvidas. A expectativa também ronda um novo remédio, chamado resmetirom, já prescrito no mercado americano e o primeiro concebido para domar a esteatose. “Mas a espinha dorsal do tratamento continua sendo mudar a alimentação e se exercitar”, enfatiza Cristiane. Uma receita relativamente simples para escapar de um problema sorrateiro.

Publicado em VEJA de 28 de novembro de 2025, edição nº 2972

  • Saúde

SILENCIOSA - Sem sintomas: pacientes podem passar até décadas sem manifestações de lesões no órgão
SILENCIOSA – Sem sintomas: pacientes podem passar até décadas sem manifestações de lesões no órgão (//AFP)

Continua após publicidade

O nome é complicado, mas é bom conhecê-lo. Doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica — ou MASLD, na sigla derivada do inglês. Foi assim, com alcunha cientificamente estrondosa, que os especialistas rebatizaram o que popularmente se chamava “gordura no fígado”. Não se trata de mero detalhe técnico. A mudança se justifica pela melhor compreensão de um quadro muito mais complexo e perigoso do que se imaginava. Uma ameaça que está ganhando proporções epidêmicas. A MASLD já é o problema hepático mais prevalente em todo o mundo, afetando quase 40% da população. A ponto de estar ultrapassando o abuso de álcool e as hepatites virais como a maior causa de cirrose e câncer no fígado. O desafio é que, embora pegue carona na expansão da obesidade, a condição pode passar anos sem dar sintomas, sendo descoberta quando já existem lesões no órgão e outras desavenças em curso.

O fígado é a maior glândula do corpo, atuando na desintoxicação do organismo, no processamento dos remédios e na produção de dezenas de substâncias, que vão do colesterol às proteínas da coagulação do sangue. A exemplo de outros órgãos, não está imune ao depósito de gordura entremeada na região abdominal, o que se agrava com uma alimentação ancorada em ultraprocessados, o sedentarismo e o estresse. Mas essa gordura não é uma camada estática. Ela propicia um processo inflamatório que, caso não seja contido, mata células, forma cicatrizes (a fibrose) e, nos estágios mais críticos, evolui para cirrose, câncer e falência hepática. Não só: pessoas que convivem com a MASLD estão mais sujeitas a doenças cardiovasculares.

arte fígado

Um estudo recente revela que a incidência da esteatose hepática, outro apelido do quadro, aumentou 50% pelo planeta entre 1990 e 2019. A situação é particularmente alarmante na América Latina, Brasil incluído na conta, onde o índice de cidadãos com a condição chega a 44% da população. “É a região onde também se concentram os diagnósticos de casos mais avançados”, afirma a médica Cynthia Valério, presidente eleita da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso). Estilo de vida, predisposição genética e vulnerabilidade social — que influencia uma dieta inadequada, por exemplo — estariam associados à disseminação do colapso hepático.

O acúmulo de gordura no fígado, ressalte-se, é intimamente ligado ao excesso de peso. Daí o cenário preocupante no país, onde 68% da população se encontra com índice de massa corporal (IMC) elevado e 31% já receberia o diagnóstico de obesidade. “De todas as gorduras acumuladas fora de lugar, a com maior potencial de deixar um órgão doente é aquela que se deposita no fígado”, diz o hepatologista João Marcello de Araujo Neto, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Antes que se pense que a esteatose é uma sentença catastrófica, cabe esclarecer que nem todas as pessoas com o quadro vão chegar aos estágios mais graves. “Estimamos que 80% dos indivíduos com gordura no fígado não vão desenvolver fibrose”, afirma Araujo Neto. Isso não significa que as coisas estejam totalmente tranquilas para eles. Um dos motivos é que essa condição costuma andar de mãos dadas com outras alterações, como diabetes e aumento nos níveis de triglicérides, que colocam outros cantos do organismo em risco. E, se considerarmos que a obesidade é uma realidade para 1 bilhão de pessoas no globo e quatro em cada dez adultos desenvolvem esteatose hepática, mesmo a “minoria” que evoluiria para níveis mais severos, como a cirrose, representa milhões de indivíduos. Um horizonte que só deve se agravar: a projeção é que, em cinco anos, quase metade da população mundial esteja acima do peso.

Continua após a publicidade

RECEITA - Exercícios regulares: centrais para prevenção e controle, ao lado de ajustes na dieta
RECEITA - Exercícios regulares: centrais para prevenção e controle, ao lado de ajustes na dieta (Antonio Diaz/Getty Images)

A discussão sobre esse novo e traiçoeiro mal é recente e culminou na troca de nomenclatura após reuniões e debates entre os experts, que buscavam, inclusive, eliminar possíveis estigmas associados a ele. Antes chamada de doença hepática gordurosa não alcoólica, a MASLD busca deixar claro no nome que é um fenômeno ligado a descompassos no metabolismo desencadeados por hábitos pouco saudáveis. Sua ascensão para o topo das causas de ruína hepática se deu após dois movimentos positivos. Primeiro: o maior controle das hepatites virais, com a vacinação contra o tipo B e a chegada de tratamentos mais eficazes para o tipo C, hoje fornecidos gratuitamente no Brasil. O segundo elemento foi a diminuição no consumo excessivo de bebida alcoólica. O recente panorama do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), divulgado em novembro, indicou queda de 13% nos óbitos por razões etílicas na população até 54 anos no período de 2010 a 2023, ainda que a faixa acima dos 55 anos tenha protagonizado um aumento nos números. A maior conscientização sobre os malefícios do álcool se somou ao cerco da medicina moderna contra a hepatite C, cuja incidência caiu 53% entre 2017 e 2021 no país. “Se voltarmos dez ou quinze anos atrás, veremos que todo episódio de fibrose hepática era relacionado ao vírus da hepatite e ao álcool. Agora a maioria tem a ver com uma condição relacionada ao excesso de peso”, diz o médico Rodrigo Moreira, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem).

À medida que a MASLD ganhou proeminência como causadora e agravante de mazelas não só no fígado, cresceu o interesse dos profissionais de saúde por formas mais assertivas de diagnosticar, monitorar e deter a doença. Mesmo que o quadro evolua silenciosamente, hoje é possível levantar suspeitas ou detectar os danos hepáticos por meio de exames de sangue e imagem. O método considerado padrão-ouro é a elastografia por ultrassom ou ressonância, que analisa em detalhes o grau de gordura no órgão. Na ausência desse exame, uma forma de inferir o perigo é realizar um cálculo que os especialistas conhecem como FIB-4. “É uma fórmula em que colocamos a idade do paciente, valores de enzimas hepáticas e a dosagem de plaquetas para checar a probabilidade de ele ter fibrose no fígado”, explica Moreira, um dos autores da diretriz nacional de MASLD.

Continua após a publicidade

APOSTA - Canetas para perda de peso: efeito positivo já comprovado no fígado
APOSTA – Canetas para perda de peso: efeito positivo já comprovado no fígado (Tatsiana Volkava/Getty Images)

A compreensão do estágio em que o quadro se encontra tem como foco não só evitar o agravamento, mas conduzir o paciente a novos hábitos de proteção. “Já se sabe que da esteatose até a fase inicial de fibrose, o paciente passa a apresentar maior propensão a problemas cardiovasculares, como infarto, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral”, afirma Valério. Isso quer dizer que a presença de gordura dentro do abdômen reflete a que ameaças estão sujeitas as artérias e o coração. Apesar dos riscos em jogo, uma das maiores dificuldades atuais em controlar a MASLD reside no fato de ela ainda não ser tão conhecida e valorizada pela população — e, às vezes, entre os próprios médicos não especialistas. Ainda assim, a preocupação tem ganhado escala e começado mais cedo. A discussão está mais madura em países como os Estados Unidos, onde se prevê que o surgimento da gordura no fígado entre crianças e adolescentes — de novo, no encalço da obesidade — possa criar uma geração de adultos que, na meia-idade, estarão com o órgão comprometido. “Como esse é um processo lento, a gente não vê na criança, mas já começa a visualizar no adulto jovem”, diz Araujo Neto. Em resumo: quanto mais cedo começa o ganho excessivo de peso, piores as consequências para o fígado e outras redondezas.

arte fígado

Continua após a publicidade

Por tudo isso, o emagrecimento costuma ser parte central do tratamento — uma orientação que se estende aos homens e mulheres “magros”, mas com barriga protuberante. Ajustes na dieta e prática regular de exercícios físicos são medidas inegociáveis — assim como evitar o álcool e outras drogas capazes de sobrecarregar o fígado. Na ausência, até então, de remédios especialmente desenhados para reparar o órgão, a promessa recaiu sobre as canetas para perda de peso. Estudos com a semaglutida (de Wegovy, o primo do Ozempic) demonstraram redução de 63% nos níveis de inflamação hepática e melhora de 36% na extensão das fibroses. Com esses resultados, nos EUA a medicação de ação semanal foi aprovada para essa finalidade. “A indicação se dirige especialmente àquelas pessoas com maior acometimento do fígado, mas não foram estudados pacientes com cirrose”, detalha a hepatologista Cristiane Villela Nogueira, professora da UFRJ e uma das pesquisadoras envolvidas. A expectativa também ronda um novo remédio, chamado resmetirom, já prescrito no mercado americano e o primeiro concebido para domar a esteatose. “Mas a espinha dorsal do tratamento continua sendo mudar a alimentação e se exercitar”, enfatiza Cristiane. Uma receita relativamente simples para escapar de um problema sorrateiro.

Publicado em VEJA de 28 de novembro de 2025, edição nº 2972

  • Saúde

Redação

Redação

What is Lorem Ipsum?

Stay Connected

  • 24k Followers
  • 99 Subscribers
  • Trending
  • Comments
  • Latest
governo-libera-hoje-lote-extra-do-abono-salarial;-veja-quem-tem-direito

Governo libera hoje lote extra do abono salarial; veja quem tem direito

15 de novembro de 2025
justica-libera-conta-usada-pela-oi-para-fazer-repasses-e-levanta-bloqueio-de-bens

Justiça libera conta usada pela Oi para fazer repasses e levanta bloqueio de bens

15 de novembro de 2025

macOS Sierra review: Mac users get a modest update this year

25 de junho de 2024
noticia-de-que-filha-do-ministro-barroso-teria-sido-deportada-e-fake-news

Notícia de que filha do ministro Barroso teria sido deportada é fake news

19 de julho de 2025

Hello world!

1

The Legend of Zelda: Breath of the Wild gameplay on the Nintendo Switch

0

Shadow Tactics: Blades of the Shogun Review

0

macOS Sierra review: Mac users get a modest update this year

0
Pobreza volta a crescer na Argentina e chega a um terço da população

Pobreza volta a crescer na Argentina e chega a um terço da população

25 de setembro de 2026
Trabalhadores registram quase 600 denúncias de assédio eleitoral

Trabalhadores registram quase 600 denúncias de assédio eleitoral

25 de setembro de 2026
Visita do presidente Chinês aos EUA termina nesta sexta

Visita do presidente Chinês aos EUA termina nesta sexta

25 de setembro de 2026
Tenente da Marinha é encontrada morta na USP

Tenente da Marinha é encontrada morta na USP

25 de setembro de 2026

Recente News

Pobreza volta a crescer na Argentina e chega a um terço da população

Pobreza volta a crescer na Argentina e chega a um terço da população

25 de setembro de 2026
Trabalhadores registram quase 600 denúncias de assédio eleitoral

Trabalhadores registram quase 600 denúncias de assédio eleitoral

25 de setembro de 2026
Visita do presidente Chinês aos EUA termina nesta sexta

Visita do presidente Chinês aos EUA termina nesta sexta

25 de setembro de 2026
Tenente da Marinha é encontrada morta na USP

Tenente da Marinha é encontrada morta na USP

25 de setembro de 2026

2025 Todos os Direitos Reservados © Jornal Amanhecer

No Result
View All Result
  • Home
  • Editorias
    • Mundo
    • Estado
    • Esportes
    • Politica
    • Economia
    • Educação
    • Saude
    • Ultimas Noticias
  • Tecnologia
  • Entretenimento

2025 Todos os Direitos Reservados © Jornal Amanhecer

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist