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Complementando a exposição no Paço Imperial, inaugurada em junho, Luiz Aquila abriu, quase simultaneamente, “A Escolha do Artista”, nessa quinta (10/07), na Galeria Patrícia Costa, em Copacabana, que o representa há mais de 20 anos.
Aos 82 anos, Aquila fica entre Petrópolis e o novo ateliê de Botafogo — essa é pra quem reclama de tudo na vida —, com ritmo de criação constante. Ele explica: “Desde que eu retomo a pintura de uma maneira mais gestual e espontânea, no final dos anos 70, a minha grande influência é o Rio. A forma orgânica das montanhas, a própria arquitetura, a maneira como se circula pela cidade… O simples fato de caminharmos sobre as calçadas de Roberto Burle Marx, que considero o maior artista brasileiro. Todo esse movimento e formas cariocas influenciam demais o meu trabalho, mas não de uma forma realista. O Rio mexe com a minha paisagem interior”.
São 20 trabalhos, entre eles, uma trilogia pensando na bandeira brasileira, com releituras em que cada uma das três telas possui uma cor predominante de verde, azul e amarelo: “É o resgate da minha bandeira”, afirma.
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O texto da mostra, “Lição de Pintura”, de João Cabral de Melo Neto, aponta a maneira de Aquila pensar a própria arte. “Quadro nenhum está acabado, disse certo pintor; se pode sem fim continuá-lo, primeiro, ao além de outro quadro que, feito a partir de tal forma, tem na tela, oculta, uma porta que dá a um corredor que leva a outra e a muitas outras”. Vai até dia 9 de agosto.
Segundo Aquila, o que pode ser uma metáfora para a sua constante busca — em novembro, ele vai para Brasília inaugurar outra mostra.
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