Nas contas dele, o mercado brasileiro de plásticos movimenta cerca de R$ 146 bilhões por ano, e as perdas potenciais com o tarifaço de Trump podem alcançar R$ 12 bilhões.
“O impacto vai muito além e atinge toda a cadeia, porque diversos setores que utilizam plásticos em seus processos produtivos também foram afetados”
Ele citou como exemplos o setor calçadista, que emprega plásticos no solado de determinados produtos, e a indústria de alimentos, que depende do material para embalagens; e segmentos como autopeças e máquinas pesadas, que utilizam grande volume de polímeros em componentes.
“Quando esses setores perdem competitividade no mercado internacional, a nossa demanda interna por plásticos também é comprometida”, explicou.
A Abiplast representa mais de 14.100 empresas de transformação e reciclagem de plásticos no Brasil, responsáveis por quase 380 mil empregos diretos.
Para Roriz, a sobretaxa americana impõe um risco real à atividade do setor e exige reação coordenada entre governo e indústria.
“É um equívoco achar que essa medida é irrelevante. Estamos falando de uma ameaça que pode corroer bilhões de reais do nosso mercado e afetar toda a cadeia produtiva”, disse.
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