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A Fundação João Mangabeira, braço de pensamento político do PSB, acaba de publicar o estudo O novo perfil eleitoral do Brasil, que mapeia eleitores de todas as faixas de renda e regiões, mas, detendo-se especificamente sobre três grupos, mostra que o jovem precarizado, que se vira como “empresa de si mesmo”, a mãe, chefe de família, que calcula politicamente o preço do arroz e feijão no supermercado e o evangélico, que encontra na igreja o acolhimento que o Estado nunca ofereceu, não são personagens desconectados entre si. São faces diferentes de uma experiência de abandono.
Segundo a publicação, eles encontraram suas próprias formas de se proteger do descaso: a glorificação do empreendedorismo diante de um Estado hiperburocrático, o apoio à linha-dura na segurança pública movido pelo desejo de que o filho volte vivo para casa e o conservadorismo moral em defesa de um templo que serve como espaço comunitário.
Para o presidente da fundação, Carlos Siqueira, que chefiou o PSB de 2014 a 2025, uma das lições a se tirar da pesquisa é que a esquerda precisa rever conceitos e políticas para a segurança pública.
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No mais recente levantamento realizado pelo BTG/Nexus, a violência e a criminalidade lideram com folga a lista dos principais problemas do país.
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O crime organizado precisa ser enfrentado de uma maneira muito mais determinada e muito mais firme. A gente vê na pesquisa a preocupação, principalmente das mães e dos pais de famílias, com com seus filhos e com sua própria vida na periferia das grandes cidades”, declarou ex-dirigente partidário. “A visão de esquerda precisa ser reformulada, porque ou se reprime com muito vigor e com políticas públicas consistentes, ou caminharemos para uma situação incontrolável.”
Isso não significa, de acordo com Siqueira, aderir imediatamente à linha-dura no combate à criminalidade, como defende a maioria dos candidatos de direita, mais associados à defesa do uso de força letal por policiais. “Você não vai resolver o tema da violência apenas com repressão, embora a repressão seja absolutamente fundamental e indispensável, mas resolver, também, resolvendo problemas sociais que geram a violência”, explicou.
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O nível de preocupação de pessoas em todas as classes sociais e regiões do Brasil com a segurança já é motivo de embates antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral. O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, promete declarar “guerra” contra o Comando Vermelho, o PCC e as milícias no primeiro dia de governo se for eleito e não perde a chance de acusar seu adversário, o presidente Lula, de omissão e leniência no enfrentamento ao crime organizado.

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A Fundação João Mangabeira, braço de pensamento político do PSB, acaba de publicar o estudo O novo perfil eleitoral do Brasil, que mapeia eleitores de todas as faixas de renda e regiões, mas, detendo-se especificamente sobre três grupos, mostra que o jovem precarizado, que se vira como “empresa de si mesmo”, a mãe, chefe de família, que calcula politicamente o preço do arroz e feijão no supermercado e o evangélico, que encontra na igreja o acolhimento que o Estado nunca ofereceu, não são personagens desconectados entre si. São faces diferentes de uma experiência de abandono.
Segundo a publicação, eles encontraram suas próprias formas de se proteger do descaso: a glorificação do empreendedorismo diante de um Estado hiperburocrático, o apoio à linha-dura na segurança pública movido pelo desejo de que o filho volte vivo para casa e o conservadorismo moral em defesa de um templo que serve como espaço comunitário.
Para o presidente da fundação, Carlos Siqueira, que chefiou o PSB de 2014 a 2025, uma das lições a se tirar da pesquisa é que a esquerda precisa rever conceitos e políticas para a segurança pública.
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No mais recente levantamento realizado pelo BTG/Nexus, a violência e a criminalidade lideram com folga a lista dos principais problemas do país.
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O crime organizado precisa ser enfrentado de uma maneira muito mais determinada e muito mais firme. A gente vê na pesquisa a preocupação, principalmente das mães e dos pais de famílias, com com seus filhos e com sua própria vida na periferia das grandes cidades”, declarou ex-dirigente partidário. “A visão de esquerda precisa ser reformulada, porque ou se reprime com muito vigor e com políticas públicas consistentes, ou caminharemos para uma situação incontrolável.”
Isso não significa, de acordo com Siqueira, aderir imediatamente à linha-dura no combate à criminalidade, como defende a maioria dos candidatos de direita, mais associados à defesa do uso de força letal por policiais. “Você não vai resolver o tema da violência apenas com repressão, embora a repressão seja absolutamente fundamental e indispensável, mas resolver, também, resolvendo problemas sociais que geram a violência”, explicou.
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O nível de preocupação de pessoas em todas as classes sociais e regiões do Brasil com a segurança já é motivo de embates antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral. O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, promete declarar “guerra” contra o Comando Vermelho, o PCC e as milícias no primeiro dia de governo se for eleito e não perde a chance de acusar seu adversário, o presidente Lula, de omissão e leniência no enfrentamento ao crime organizado.























