A decisão do Banco Central Europeu de elevar sua taxa básica era movimento já precificado pelo mercado, mas oficializa a abertura de uma nova temporada de alta de juros entre os grandes bancos centrais, em resposta ao choque de preços do petróleo.
Paulo Gala, professor de economia da FGV-SP
Os juros externos impactam a política monetária no Brasil. Taxa elevada nos EUA e na Europa reduz fluxo para aplicações em outros mercados, como o brasileiro, impactando o real e a Bolsa brasileira.
Nesse cenário, a manutenção dos juros passa a dominar as apostas no Brasil. O próximo encontro do Copom (Comitê de Política Monetária) será nos dias 16 e 17 de junho para definir a Selic, atualmente em 14,50% ao ano. A expectativa de que o órgão vai reduzir, pela terceira vez seguida, a taxa em 0,25 ponto percentual, que era a aposta de 74% das posições de investidores que atuam nos contratos de Copom na Bolsa B3, agora é a expectativa de 30%. Já o grupo dos que esperam manutenção da Selic subiu a 70%, ante 24% antes.
Os fundamentos da economia já não comportam novos cortes além de junho, e uma pausa imediata seria a decisão mais prudente do ponto de vista técnico.
Bruno Fratelli, economista da Journey Capital
Serviços crescem
Volume de serviços prestados no Brasil cresceu 1,2% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, após queda de 1,1% no mês anterior. Segundo dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o setor manteve o avanço de 2,9% em 12 meses. Também frente a abril de 2025, o setor cresceu 1,9%, emendando o 25º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação.













