
Por mais que seja efetiva a técnica, ela consome muita energia. O problema, segundo especialistas ouvidos pelo jornal britânico The Guardian, é que bloquear sinais de radiofrequência consome muita energia e, mesmo assim, não é possível cobrir todo um país com esses sistemas.
Internet da Starlink, de Elon Musk, tem funcionado de forma clandestina. Uma lei de 2025 proíbe o uso da conexão a internet via satélite —mesmo assim, há relatos, de diferentes fontes, informando que há entre 50 mil e 100 mil terminais de Starlink, que entraram contrabandeados no país. A quantidade é bem pequena, considerando que o Irã tem cerca de 92 milhões de habitantes.
Governo tem feito busca ativa de modens Starlink. Segundo fontes ouvidas pelo jornal britânico Guardian, o governo iraniano tem usado drones para verificar a presença de terminais no telhado de prédios e casas. Quem for pego usando internet Starlink no país pode pegar até 10 anos de prisão.
Estimativas do Netblocks dizem que o bloqueio de internet no Irã gera um impacto econômico diário de US$ 37 milhões (quase R$ 200 milhões). Cortar a internet no país não afeta só a comunicação entre manifestantes, mas uma série de serviços, como comércio eletrônico e serviços de pagamento, por exemplo.
Maiores protestos em 3 anos
Os protestos foram iniciados em 28 de dezembro por comerciantes do bazar de Teerã. Eles se organizaram contra a inflação galopante e o colapso do rial, moeda oficial do país, em manifestações que ganharam contornos políticos e se espalharam por diversas cidades do interior.






















