Continua após publicidade

A bióloga carioca Tatiana Sampaio — um dos nomes mais comentados do país atualmente — foi homenageada no Palácio Guanabara, nesta terça (24/02), pelo governador Claudio Castro, pelos avanços nas pesquisas sobre lesões medulares. Ela destacou o papel da Faperj no financiamento da ciência, com participação do homem que recuperou movimentos depois de participar do protocolo com a polilaminina, substância que colocou seu trabalho no radar nacional e internacional.
A cerimônia também teve clima de celebração às mulheres na ciência, puxada pela trajetória de Tatiana, professora da UFRJ, onde desenvolveu o estudo ao longo de décadas, com apoio inicial da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio (Faperj). O governador Cláudio Castro — que deixa o cargo em abril para disputar o Senado — reforçou o discurso clássico: sem investimento público, não tem milagre científico.
Um dos auges foi a presença do bancário Bruno Drummond de Freitas, de 31 anos, o primeiro a recuperar os movimentos depois de receber a polilaminina ao sofrer um acidente de carro em abril de 2018 e ter uma lesão cervical completa na medula, ficando tetraplégico. Menos de 24 horas depois, recebeu a aplicação experimental, nas semanas seguintes, começou a recuperar movimentos voluntários e, depois da reabilitação, voltou a andar. “Antes da cirurgia, a equipe comentou que meu caso se encaixava no protocolo, e essa foi a melhor decisão”, contou.
Enquanto isso, o presidente em exercício da Alerj, o deputado Guilherme Delaroli, propôs conceder o título de Benemérita do Estado à bióloga.
Continua após a publicidade
O que dizem:
– A substância mostrou resultados animadores, com mais ou menos 75% apresentando algum grau de recuperação motora — bem acima da média de recuperação espontânea, em torno de 10% nesses casos;
– Casos como o de Bruno reforçaram o potencial da pesquisa e ajudaram a projetar o estudo mundialmente;
– O mecanismo é biologicamente plausível: a polilaminina estimula neurônios a voltarem a crescer e reconectar circuitos, favorecendo a recuperação de movimentos;
– O tratamento é visto como uma alternativa promissora e potencialmente mais acessível do que terapias complexas, como as que usam células-tronco.
O lado cauteloso:
– A própria Tatiana evita falar em “cura”: a substância é promissora, mas ainda está em fase de pesquisa e precisa de mais estudos;
– Os testes em humanos ainda envolveram poucos pacientes, e o próximo passo é ampliar os estudos com autorização da Anvisa;
– O tratamento parece funcionar melhor em lesões recentes, não necessariamente em todos os casos ou em lesões antigas;
– Cientificamente, ainda é cedo para cravar resultados definitivos.
O consenso é, como já disse Castro, sem investimento não há milagre.
Domine o fato. Confie na fonte.
15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas
Continua após publicidade

A bióloga carioca Tatiana Sampaio — um dos nomes mais comentados do país atualmente — foi homenageada no Palácio Guanabara, nesta terça (24/02), pelo governador Claudio Castro, pelos avanços nas pesquisas sobre lesões medulares. Ela destacou o papel da Faperj no financiamento da ciência, com participação do homem que recuperou movimentos depois de participar do protocolo com a polilaminina, substância que colocou seu trabalho no radar nacional e internacional.
A cerimônia também teve clima de celebração às mulheres na ciência, puxada pela trajetória de Tatiana, professora da UFRJ, onde desenvolveu o estudo ao longo de décadas, com apoio inicial da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio (Faperj). O governador Cláudio Castro — que deixa o cargo em abril para disputar o Senado — reforçou o discurso clássico: sem investimento público, não tem milagre científico.
Um dos auges foi a presença do bancário Bruno Drummond de Freitas, de 31 anos, o primeiro a recuperar os movimentos depois de receber a polilaminina ao sofrer um acidente de carro em abril de 2018 e ter uma lesão cervical completa na medula, ficando tetraplégico. Menos de 24 horas depois, recebeu a aplicação experimental, nas semanas seguintes, começou a recuperar movimentos voluntários e, depois da reabilitação, voltou a andar. “Antes da cirurgia, a equipe comentou que meu caso se encaixava no protocolo, e essa foi a melhor decisão”, contou.
Enquanto isso, o presidente em exercício da Alerj, o deputado Guilherme Delaroli, propôs conceder o título de Benemérita do Estado à bióloga.
Continua após a publicidade
O que dizem:
– A substância mostrou resultados animadores, com mais ou menos 75% apresentando algum grau de recuperação motora — bem acima da média de recuperação espontânea, em torno de 10% nesses casos;
– Casos como o de Bruno reforçaram o potencial da pesquisa e ajudaram a projetar o estudo mundialmente;
– O mecanismo é biologicamente plausível: a polilaminina estimula neurônios a voltarem a crescer e reconectar circuitos, favorecendo a recuperação de movimentos;
– O tratamento é visto como uma alternativa promissora e potencialmente mais acessível do que terapias complexas, como as que usam células-tronco.
O lado cauteloso:
– A própria Tatiana evita falar em “cura”: a substância é promissora, mas ainda está em fase de pesquisa e precisa de mais estudos;
– Os testes em humanos ainda envolveram poucos pacientes, e o próximo passo é ampliar os estudos com autorização da Anvisa;
– O tratamento parece funcionar melhor em lesões recentes, não necessariamente em todos os casos ou em lesões antigas;
– Cientificamente, ainda é cedo para cravar resultados definitivos.
O consenso é, como já disse Castro, sem investimento não há milagre.
Domine o fato. Confie na fonte.
15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas













