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O cerco às bebidas falsificadas no Brasil ganhou proporções inéditas. Na noite deste sábado 4, o Governo de São Paulo intensificou as fiscalizações em festas universitárias, bares e adegas da capital e do interior, como parte do gabinete de crise criado para conter a contaminação por metanol, substância altamente tóxica e usada ilegalmente na adulteração de bebidas alcoólicas. Desde a última segunda-feira 29, mais de 7 mil garrafas foram apreendidas apenas no estado — número que se soma a outras 50 mil recolhidas ao longo do ano.
A operação também resultou em 41 prisões desde o início de 2025, sendo 19 somente na última semana, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública. Em um dos locais vistoriados pela polícia, foram encontrados produtos adulterados associados à morte de um consumidor.
De acordo com a Secretaria de Saúde, 14 pessoas foram confirmadas com intoxicação por metanol em São Paulo, duas delas fatais. Outros 148 casos estão sob investigação, incluindo sete óbitos suspeitos. O Ministério da Saúde, por sua vez, contabiliza 195 notificações em todo o país, com 14 confirmações e 13 mortes — uma delas já confirmada em território paulista. Os demais casos estão distribuídos por Pernambuco, Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Antídoto em ação
Diante do avanço dos casos, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição emergencial de etanol farmacêutico, principal antídoto usado em hospitais para tratar a intoxicação por metanol. A primeira remessa, com 580 ampolas, foi enviada neste sábado a cinco estados: Pernambuco (240), Paraná (100), Bahia (90), Distrito Federal (90) e Mato Grosso do Sul (60).
A ação faz parte de uma mobilização nacional que envolve secretarias estaduais e municipais de saúde, hospitais universitários e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governo também adquiriu 12 mil novas unidades de etanol farmacêutico e 2,5 mil de fomepizol, outro medicamento indicado no tratamento da intoxicação. “Estamos atuando em tempo real, garantindo que os antídotos cheguem aos pacientes e que os protocolos de atendimento sejam seguidos em todo o país”, afirmou o ministro.
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Para acelerar os diagnósticos, a Rede Nacional de Laboratórios de Vigilância Sanitária (RNLVISA) mobilizou três centros com capacidade imediata de análise — o Lacen-DF, o Laboratório Municipal de São Paulo e o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz).
A Anvisa entrou em campo, mapeando 604 farmácias de manipulação aptas a produzir etanol farmacêutico, garantindo cobertura em todas as capitais para novas emergências. Já o fornecimento de fomepizol, ainda dependente de importação, deve ser reforçado com o apoio de sete laboratórios internacionais identificados com capacidade de entrega.
Enquanto o governo intensifica a repressão e o socorro médico, especialistas alertam: o risco maior está nas bebidas vendidas sem procedência clara e nas festas informais, onde o controle é praticamente inexistente. Em tempos de alerta nacional, a recomendação é simples — e pode salvar vidas: nunca beba o que você não conhece.
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O cerco às bebidas falsificadas no Brasil ganhou proporções inéditas. Na noite deste sábado 4, o Governo de São Paulo intensificou as fiscalizações em festas universitárias, bares e adegas da capital e do interior, como parte do gabinete de crise criado para conter a contaminação por metanol, substância altamente tóxica e usada ilegalmente na adulteração de bebidas alcoólicas. Desde a última segunda-feira 29, mais de 7 mil garrafas foram apreendidas apenas no estado — número que se soma a outras 50 mil recolhidas ao longo do ano.
A operação também resultou em 41 prisões desde o início de 2025, sendo 19 somente na última semana, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública. Em um dos locais vistoriados pela polícia, foram encontrados produtos adulterados associados à morte de um consumidor.
De acordo com a Secretaria de Saúde, 14 pessoas foram confirmadas com intoxicação por metanol em São Paulo, duas delas fatais. Outros 148 casos estão sob investigação, incluindo sete óbitos suspeitos. O Ministério da Saúde, por sua vez, contabiliza 195 notificações em todo o país, com 14 confirmações e 13 mortes — uma delas já confirmada em território paulista. Os demais casos estão distribuídos por Pernambuco, Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
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Diante do avanço dos casos, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição emergencial de etanol farmacêutico, principal antídoto usado em hospitais para tratar a intoxicação por metanol. A primeira remessa, com 580 ampolas, foi enviada neste sábado a cinco estados: Pernambuco (240), Paraná (100), Bahia (90), Distrito Federal (90) e Mato Grosso do Sul (60).
A ação faz parte de uma mobilização nacional que envolve secretarias estaduais e municipais de saúde, hospitais universitários e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governo também adquiriu 12 mil novas unidades de etanol farmacêutico e 2,5 mil de fomepizol, outro medicamento indicado no tratamento da intoxicação. “Estamos atuando em tempo real, garantindo que os antídotos cheguem aos pacientes e que os protocolos de atendimento sejam seguidos em todo o país”, afirmou o ministro.
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A Anvisa entrou em campo, mapeando 604 farmácias de manipulação aptas a produzir etanol farmacêutico, garantindo cobertura em todas as capitais para novas emergências. Já o fornecimento de fomepizol, ainda dependente de importação, deve ser reforçado com o apoio de sete laboratórios internacionais identificados com capacidade de entrega.
Enquanto o governo intensifica a repressão e o socorro médico, especialistas alertam: o risco maior está nas bebidas vendidas sem procedência clara e nas festas informais, onde o controle é praticamente inexistente. Em tempos de alerta nacional, a recomendação é simples — e pode salvar vidas: nunca beba o que você não conhece.
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