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O Ministério da Saúde informou na noite desta sexta-feira, 3, que investiga 102 casos e 11 mortes por intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Até o momento, há 11 casos e um óbito confirmados por exames laboratoriais. Assim, o país contabiliza 113 registros e 12 mortes entre casos suspeitos e confirmados. Além de São Paulo, Distrito Federal e Pernambuco, os estados da Bahia, Paraná e Mato Grosso do Sul apresentaram os primeiros episódios — ainda em investigação –. Diante da crise, uma Sala de Situação foi implementada pela pasta para acompanhar o aumento de registros, que supera a média 20 casos por ano e se intensificou a partir de agosto.
De acordo com o ministério, 101 notificações são de São Paulo (11 confirmados e 90 em investigação). Há seis casos em investigação em Pernambuco, dois em investigação na Bahia e no Distrito Federal e um caso está sendo investigado no Paraná e outro no Mato Grosso do Sul.
A morte confirmada ocorreu em São Paulo e outras oito estão em investigação. As demais, ainda em apuração, ocorreram em Pernambuco (1), Bahia (1) e Mato Grosso do Sul (1).

Antídoto contra intoxicação
Nesta quinta-feira, 3, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a abertura de um edital de chamamento internacional para aquisição de um medicamento chamado fomepizol, que é usado como antídoto para intoxicação por metanol. O fármaco não tem registro sanitário no Brasil.
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A agência informou que consultou autoridades reguladoras internacionais sobre a autorização vigente para comercialização do medicamento. Até o momento, foram acionados os órgãos da Argentina, México, União Europeia, Estados Unidos, Canadá, Japão, Reino Unido, China, Suíça e Austrália.
O Ministério da Saúde formalizou ainda um pedido à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para a “doação imediata de 100 tratamentos de fomepizol e manifestou intenção de adquirir outras 1.000 unidades do medicamento por meio da linha de crédito do Fundo Estratégico da OPAS, ampliando o estoque nacional”.
A Anvisa também mapeou 604 farmácias de manipulação que já produzem o etanol farmacêutico, indicado pela pasta como antídoto, e os gestores estaduais vão receber a lista desses estabelecimentos caso queiram fazer a aquisição do produto.
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Como identificar uma possível intoxicação por metanol
O metanol é um tipo de álcool usado na indústria e que não pode ser consumido por desencadear a produção de substâncias altamente tóxicas ao ser metabolizado no fígado, como formaldeído e ácido fórmico.
Elas atacam o sistema nervoso central, o nervo óptico e os rins, causando comprometimento neurológico, cegueira irreversível e insuficiência renal em casos mais graves. O quadro pode evoluir para choque e óbito.
É fundamental ficar atento a sintomas como cólica, sonolência, tontura, náuseas, vômitos, confusão mental, taquicardia, visão turva, fotofobia e convulsões.
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A pessoa deve buscar socorro médico para receber o antídoto, um etanol usado em ambientes hospitalares, para cortar a metabolização do metanol.
Cuidados ao consumir bebidas alcoólicas
Em nota, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) de São Paulo recomendou que bares, empresas e demais estabelecimentos “redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos”. Para a população, os cuidados são:
- Adquira apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal
- Evite opções de origem duvidosa e com preços muito abaixo do valor de mercado
- Procure ajuda médica em caso de sintomas
- Ligue para o Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001
- Se precisar de orientação especializada, entre em contato com o CIATox da sua cidade
- Entre em contato com o Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (0 xx 11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país
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O Ministério da Saúde informou na noite desta sexta-feira, 3, que investiga 102 casos e 11 mortes por intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Até o momento, há 11 casos e um óbito confirmados por exames laboratoriais. Assim, o país contabiliza 113 registros e 12 mortes entre casos suspeitos e confirmados. Além de São Paulo, Distrito Federal e Pernambuco, os estados da Bahia, Paraná e Mato Grosso do Sul apresentaram os primeiros episódios — ainda em investigação –. Diante da crise, uma Sala de Situação foi implementada pela pasta para acompanhar o aumento de registros, que supera a média 20 casos por ano e se intensificou a partir de agosto.
De acordo com o ministério, 101 notificações são de São Paulo (11 confirmados e 90 em investigação). Há seis casos em investigação em Pernambuco, dois em investigação na Bahia e no Distrito Federal e um caso está sendo investigado no Paraná e outro no Mato Grosso do Sul.
A morte confirmada ocorreu em São Paulo e outras oito estão em investigação. As demais, ainda em apuração, ocorreram em Pernambuco (1), Bahia (1) e Mato Grosso do Sul (1).

Antídoto contra intoxicação
Nesta quinta-feira, 3, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a abertura de um edital de chamamento internacional para aquisição de um medicamento chamado fomepizol, que é usado como antídoto para intoxicação por metanol. O fármaco não tem registro sanitário no Brasil.
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Elas atacam o sistema nervoso central, o nervo óptico e os rins, causando comprometimento neurológico, cegueira irreversível e insuficiência renal em casos mais graves. O quadro pode evoluir para choque e óbito.
É fundamental ficar atento a sintomas como cólica, sonolência, tontura, náuseas, vômitos, confusão mental, taquicardia, visão turva, fotofobia e convulsões.
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Cuidados ao consumir bebidas alcoólicas
Em nota, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) de São Paulo recomendou que bares, empresas e demais estabelecimentos “redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos”. Para a população, os cuidados são:
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