
Continua após publicidade
Uma operação conjunta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com a vigilância sanitária de Itapemirim (ES) resultou na interdição de uma fábrica clandestina de suplementos alimentares nesta terça-feira, 19. A ação faz parte do Programa de Fiscalização das Indústrias de Suplementos Alimentares, que inspeciona estabelecimentos em todo o país.
Durante a vistoria na empresa Verde Flora Produtos Naturais, os fiscais identificaram um galpão próximo ao local que funcionava sem qualquer autorização. Dentro do espaço, foram encontrados suplementos e medicamentos fitoterápicos sem registro na Anvisa e fabricados em condições higiênico-sanitárias precárias.
Segundo a agência, a gravidade da situação levou a equipe a acionar a polícia, já que havia indícios de crime contra a saúde pública — o que pode resultar até em prisão dos responsáveis. A polícia esteve no local, mas não conseguiu localizar os proprietários da empresa.

O galpão foi interditado e lacrado. Todo o material apreendido deverá ser recolhido e inutilizado, conforme prevê a legislação sanitária. O relatório da inspeção será encaminhado ao Ministério Público, que poderá oferecer denúncia contra os envolvidos. Além disso, será instaurado um processo administrativo sanitário.
Continua após a publicidade
Suplementos alimentares lideram processos de investigação da Anvisa
Os problemas relacionados a esse tipo de produto têm sido recorrentes. Em abril, por exemplo, a Anvisa proibiu suplementos à base de ora-pro-nóbis, ingrediente que vinha sendo comercializado sem comprovação científica de segurança ou eficácia. Pouco depois, determinou a retirada de diversos suplementos irregulares do mercado, como os da marca Power Green, que continham substâncias não permitidas, além dos produtos das linhas Lipo Sem Corte, Detox Fit e Intensy, fabricados sem registro e por empresa desconhecida.
Na última segunda-feira, 18, representantes da Anvisa participaram de audiência na Câmara dos Deputados para alertar sobre a baixa qualidade dos suplementos alimentares disponíveis no mercado nacional. Segundo a agência, o setor lidera o ranking de denúncias por infrações sanitárias e concentra um alto índice de reprovação – entre 2020 e 2025, 63% dos processos de investigação abertos envolviam suplementos.
Renata Ferreira, coordenadora de fiscalização, destacou que a Anvisa pretende ampliar o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) para agilizar a identificação de produtos irregulares, especialmente na internet. Segundo ela, a tecnologia já foi aplicada e levou à exclusão de mais de 230 mil anúncios, dos quais cerca de 60 mil estavam relacionados a suplementos alimentares.
Continua após a publicidade
PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
























