O dólar subiu na sessão de quinta-feira por causa do temor de investidores ou do oportunismo de especuladores, como quiser, depois da publicação de uma reportagem informando sobre um pacote de bondades para melhorar a popularidade de Lula. Aumento do Bolsa Família, crédito para motociclistas, para moradia precária, vale gás, uma sucessão de bondades.
A possibilidade também foi prontamente negada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pela equipe de comunicação do governo federal.
O mercado, no entanto, não engoliu a resposta de Haddad, e o dólar já voltou a ter alta. Às 9h18 de hoje, a moeda norte-americana subia 0,32% e era comercializada por R$ 5,698.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, veio a público desmentir o tal pacote e afirmou que não há nenhum estudo para aumentar o Bolsa Família e que o vale gás contará com recursos previstos no Orçamento. Citou apenas medidas pontuais para o cumprimento da meta fiscal do ano, que é de déficit zero, que ele ainda vai apresentar ao presidente Lula na semana que vem.
Mas o mercado não engoliu, não se convenceu e o dólar subiu para R$ 5,67, encostou lá no R$ 5,70. Foi ao R$ 5,69, voltou um pouquinho para R$ 5,67. Essa é uma pequena amostra da volatilidade que vem por aí com a aproximação das eleições.
A cada manchete, rumor, publicação, o mercado reagirá porque desconfia do compromisso fiscal do governo e vê disposição de gastar. A prova é a trajetória da relação dívida PIB acelerando em nenhuma medida de corte de despesas obrigatórias, que crescem acima do teto do arcabouço, a não ser um pente fino em despesas sociais com efeito aquém do necessário.
Amanda Klein













