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Três crianças, todas elas com cidadania dos Estados Unidos, incluindo um menino de 4 anos em tratamento contra um tipo raro de câncer, foram deportadas para Honduras junto com suas mães na semana passada, de acordo com os advogados das famílias.
Na última sexta-feira 25, autoridades da unidade da ICE em Nova Orleans deportaram duas mães, incluindo uma grávida, e três crianças de dois, quatro e sete anos da Louisiana para Honduras, informou a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) em um comunicado.
As duas famílias viviam nos Estados Unidos há anos e foram “deportadas em circunstâncias profundamente preocupantes que levantam sérias preocupações sobre o devido processo legal”, denunciou a ACLU.
Em um dos casos, a mãe foi deportada ao lado de sua filha de 2 anos, enquanto a outra levou seus filhos de 4 e 7 anos. Todos foram detidos quando as mulheres hondurenhas compareceram a um check-in de rotina com a ICE, a polícia de imigração americana, no estado de Louisiana, de acordo com seus advogados e registros judiciais.
O menino de quatro anos está com um câncer em estágio 4 e foi deportado sem medicação, segundo um advogado da família. No caso da menina de 2 anos, um juiz federal da Louisiana questionou a legalidade da deportação após o pai da criança pedir que a filha ficasse com ele nos Estados Unidos.
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Deportação de crianças
O “czar da fronteira”, Tom Homan, negou que os pequenos tenham sido deportados, alegando que foi uma decisão dos pais levá-las para Honduras e que “ter um filho cidadão americano não os torna imunes” às leis do país.
“Eles não foram deportados. Nós não deportamos cidadãos americanos. Os pais deles tomaram essa decisão, não o governo dos Estados Unidos”, declarou Homan na segunda-feira. “Estamos mantendo as famílias unidas.”
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Durante seu primeiro mandato, Trump enfrentou uma onda de reações negativas por separar milhares de crianças de suas famílias durante detenções, sob uma política geral de “tolerância zero” à imigração ilegal.
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