Um pouco depois, ainda na entrevista coletiva, a artista afirmou que suas parcerias com as marcas são duradouras e fez uma comparação bem-humorada: “É diferente do relacionamento amoroso. Com as marcas eu raramente troco. Tem que ser bom mesmo pro meu fã, pra pessoa que vai vir junto comigo.”
Procurado, o Nubank não comentou.
Indagado pelo UOL se o anúncio de Anitta materializava o fim de uma disputa tácita para o início de uma contenda aberta com o Nubank, o chefe da operação global do Mercado Pago, o argentino Osvaldo Gimenez, afirmou que a estratégia de crescimento no Brasil está baseada em atrair clientes de bancos tradicionais, em primeiro lugar.
“Sentimos que é uma boa comunicadora para o Mercado Pago, uma oportunidade que vislumbramos é [de crescimento na base de] clientes de bancos tradicionais migrando de bancos tradicionais”, disse.
Gigantes da nova economia latina
A migração de Anitta de um banco digital para outro carrega simbolismo. Não apenas pela força de sua imagem pública, mas também por evidenciar o novo momento de rivalidade entre duas das empresas mais valiosas da região. E, no marketing, como no mercado, cada detalhe conta – inclusive a cor da provocação.
De um lado, o Mercado Livre, que alcançou US$ 101 bilhões em valor de mercado (R$ 577 bilhões) e se tornou a empresa mais valiosa da América Latina. Do outro, o Nubank, avaliado em US$ 52 bilhões (R$ 297 bilhões), que rivaliza, cabeça a cabeça, com o Itaú Unibanco, pelo posto de maior instituição financeira da região em capitalização de mercado.













