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O ex-deputado federal Roberto Brant, coordenador do programa de governo de Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência, avalia que a solução para os problemas de custo e ineficiência dos serviços públicos no país não é um Estado menor, e, sim, “um Estado mais magro e mais musculoso”. Na avaliação do advogado, hoje o Estado brasileiro é “gordo e incapaz de investir”, o que não significa, em sua avaliação, que não haja um papel para o dinheiro público no desenvolvimento do Brasil. “Nenhum país saiu da condição de renda média para renda alta sem o protagonismo do Estado. A Ásia está aí para nos mostrar, com vários exemplos: Vietnã, Coreia do Sul e até a China”, afirmou Brant a VEJA.
Convidado a traçar a plataforma de governo de Caiado por seu candidato a vice, Gilberto Kassab, o ex-parlamentar disse que, se as atuais políticas fiscais e econômicas forem mantidas por mais quatro mandatos, as contas públicas do país chegarão ao colapso. Por isso, o presidenciável do PSD pretende repetir a linha-mestra das medidas postas em prática por Michel Temer de 2016 a 2018, sem, no entanto, reintroduzir o teto de gastos. Seria um esforço de “consolidação fiscal” a partir de um projeto consensuado com o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional. O objetivo: “restabelecer um mínimo de normalidade na curva de crescimento da dívida, recuar os juros reais e devolver a normalidade ao funcionamento do setor privado, além de criar espaço fiscal para gastos de qualidade”.
Nada disso, segundo Brant, significa um choque ou um rompimento de contratos em vigor. “Vamos fazer todo um esforço para as despesas obrigatórias não crescerem acima da inflação. Não vamos criar despesas novas nem novos cargos e nem colocar mais gente no governo”, garantiu. Numa iniciativa que promete enfrentar resistência, o coordenador do plano de Caiado enfatizou que, em caso de vitória nas urnas, o ex-governador goiano vai “enfrentar o problema das emendas parlamentares”.
“Hoje, o Brasil não investe nem metade do gasto das emendas parlamentares. É um dinheiro dispersado de maneira improdutiva, sem nenhum sentido estruturante. Numa situação fiscal como esta não tem sentido. Tem que fazer uma pausa nessas despesas, assim como nos supersalários. Caiado vai convidar a nação para esse esforço de consolidação fiscal”, disse Brant.
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Nada disso, segundo Brant, significa um choque ou um rompimento de contratos em vigor. “Vamos fazer todo um esforço para as despesas obrigatórias não crescerem acima da inflação. Não vamos criar despesas novas nem novos cargos e nem colocar mais gente no governo”, garantiu. Numa iniciativa que promete enfrentar resistência, o coordenador do plano de Caiado enfatizou que, em caso de vitória nas urnas, o ex-governador goiano vai “enfrentar o problema das emendas parlamentares”.
“Hoje, o Brasil não investe nem metade do gasto das emendas parlamentares. É um dinheiro dispersado de maneira improdutiva, sem nenhum sentido estruturante. Numa situação fiscal como esta não tem sentido. Tem que fazer uma pausa nessas despesas, assim como nos supersalários. Caiado vai convidar a nação para esse esforço de consolidação fiscal”, disse Brant.
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