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Após a confirmação do 15º caso de sarampo no estado de São Paulo em 2026, registrado na quinta-feira, 30, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) passou a recomendar a vacinação contra a doença para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos que vivem nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
A orientação vale até para quem já recebeu as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Segundo o Ministério da Saúde, a estratégia foi definida após a identificação de uma cadeia de transmissão ligada à importação do vírus nessas três cidades.
A medida será colocada em prática durante a Campanha de Multivacinação, realizada entre 3 de agosto e 1º de setembro.
Nesse período, a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, será oferecida de forma indiscriminada à população de 6 meses a 59 anos nos três municípios, independentemente da situação vacinal.
A recomendação é excepcional e restrita às localidades onde há transmissão em investigação, não representando uma mudança no calendário nacional de vacinação.
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O reforço da estratégia ocorre em um momento de alerta. O caso mais recente confirmado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) foi registrado em Guarulhos e envolve uma criança sem histórico de vacinação.
Até o momento, o Brasil contabiliza 17 casos de sarampo em 2026. Destes, 14 seguem em acompanhamento no estado de São Paulo: 11 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
A campanha também busca elevar a cobertura da tríplice viral, que permanece abaixo da meta. Dados preliminares da SES-SP mostram que, em 2026, apenas 77,5% das crianças receberam a primeira dose e 65,5% completaram o esquema com a segunda aplicação.
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O Ministério da Saúde estabelece como meta uma cobertura de pelo menos 95% para cada dose, índice considerado necessário para reduzir o risco de surtos e impedir a circulação sustentada do vírus.
Para as crianças de 6 a 11 meses, a aplicação será feita como “dose zero”, indicada em situações de maior risco de transmissão. Essa dose não substitui as aplicações de rotina previstas no Calendário Nacional de Vacinação, que devem ser realizadas aos 12 e aos 15 meses de idade.
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