A reitoria da USP (Universidade de São Paulo) oficializou nesta quarta-feira (11) a demissão de Alysson Mascaro, professor suspeito de assediar e abusar de estudantes sexualmente. A decisão foi publicada no Diário Oficial do estado. Ele pode recorrer em até 30 dias.
Em 11 de dezembro, a Faculdade de Direito já havia votado em assembleia pelo desligamento de Mascaro. A decisão só precisava ser ratificada pelo reitor.
Os advogados do agora ex-professor dizem que o processo aberto na USP “constitui uma expressão de lawfare e de um procedimento de cartas marcadas, conduzido sem respeito às garantias mínimas do devido processo legal”. Cita que a apuração foi marcada por irregularidades como “denúncia sem descrição adequada de fatos, alterada quatro vezes” e “intimação irregular do professor”.
A defesa, composta pelos advogados Fabiana Marques, Yan Assumpção e Kayama Lima, dizem ainda ter acionado a Justiça para “comprovar as ilegalidades” da diligência terminada na demissão.
O encerramento do vínculo de Mascaro com a USP ocorreu após uma investigação que durou quase um ano. Após receber denúncias contra o professor, a Faculdade de Direito abriu um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) contra ele em 12 de fevereiro de 2025.
As supostas vítimas de assédio e abuso sexual disseram à Folha que o professor as atraía a seu apartamento oferecendo conselhos acadêmicos.
Uma delas, convidada por Mascaro para uma conversa em 2022, disse ter sido coagido a ficar de cueca e abraçar o professor. Mascaro teria dito estar imitando a maneira como filósofos e seus discípulos se relacionavam na Grécia Antiga.
Os mesmos relatos foram encaminhados à universidade durante as diligências. No fim, o relatório concluiu ter encontrado materialidade nas denúncias.
As denúncias também chegaram à polícia, que realiza investigação a pedido do Ministério Público.
Alysson Mascaro é advogado, pensador marxista e era professor associado da Faculdade de Direito desde 2006.
Antes de os casos surgirem, ele publicou uma nota nas redes sociais em que dizia estar sendo “vítima de crime cibernético, sofrendo um processo de perseguição por pessoas que, se escudando no aparente anonimato no ambiente virtual desde meados de 2023, vêm buscando atacá-lo em sua honra”.
“Tal grupo de pessoas vem perpetrando acusações inverídicas para ferir sua imagem pública, buscando descredibilizar suas posições em detrimento do debate aberto acerca de sua luta concreta e de suas ideias amplamente difundidas por meio de sua vasta obra teórica e luta política”, dizia o texto.
Mascaro manteve essa argumentação durante toda investigação na USP e, recentemente, lançou um livro sobre cancelamento digital.
A reitoria da USP (Universidade de São Paulo) oficializou nesta quarta-feira (11) a demissão de Alysson Mascaro, professor suspeito de assediar e abusar de estudantes sexualmente. A decisão foi publicada no Diário Oficial do estado. Ele pode recorrer em até 30 dias.
Em 11 de dezembro, a Faculdade de Direito já havia votado em assembleia pelo desligamento de Mascaro. A decisão só precisava ser ratificada pelo reitor.
Os advogados do agora ex-professor dizem que o processo aberto na USP “constitui uma expressão de lawfare e de um procedimento de cartas marcadas, conduzido sem respeito às garantias mínimas do devido processo legal”. Cita que a apuração foi marcada por irregularidades como “denúncia sem descrição adequada de fatos, alterada quatro vezes” e “intimação irregular do professor”.
A defesa, composta pelos advogados Fabiana Marques, Yan Assumpção e Kayama Lima, dizem ainda ter acionado a Justiça para “comprovar as ilegalidades” da diligência terminada na demissão.
O encerramento do vínculo de Mascaro com a USP ocorreu após uma investigação que durou quase um ano. Após receber denúncias contra o professor, a Faculdade de Direito abriu um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) contra ele em 12 de fevereiro de 2025.
As supostas vítimas de assédio e abuso sexual disseram à Folha que o professor as atraía a seu apartamento oferecendo conselhos acadêmicos.
Uma delas, convidada por Mascaro para uma conversa em 2022, disse ter sido coagido a ficar de cueca e abraçar o professor. Mascaro teria dito estar imitando a maneira como filósofos e seus discípulos se relacionavam na Grécia Antiga.
Os mesmos relatos foram encaminhados à universidade durante as diligências. No fim, o relatório concluiu ter encontrado materialidade nas denúncias.
As denúncias também chegaram à polícia, que realiza investigação a pedido do Ministério Público.
Alysson Mascaro é advogado, pensador marxista e era professor associado da Faculdade de Direito desde 2006.
Antes de os casos surgirem, ele publicou uma nota nas redes sociais em que dizia estar sendo “vítima de crime cibernético, sofrendo um processo de perseguição por pessoas que, se escudando no aparente anonimato no ambiente virtual desde meados de 2023, vêm buscando atacá-lo em sua honra”.
“Tal grupo de pessoas vem perpetrando acusações inverídicas para ferir sua imagem pública, buscando descredibilizar suas posições em detrimento do debate aberto acerca de sua luta concreta e de suas ideias amplamente difundidas por meio de sua vasta obra teórica e luta política”, dizia o texto.
Mascaro manteve essa argumentação durante toda investigação na USP e, recentemente, lançou um livro sobre cancelamento digital.













