A valorização do real pressionou os custos no período. A taxa média do dólar frente ao real foi de R$ 5,05 no trimestre, ante R$ 5,67 um ano antes, o que, segundo a companhia, elevou os custos medidos em dólar, sobretudo no minério de ferro.
Os investimentos (capex) somaram US$ 1,1 bilhão no trimestre. O valor é 7% acima do mesmo período de 2025 e está em linha com o guidance da companhia para 2026, de US$ 5,4 bilhões a US$ 5,7 bilhões.
A dívida líquida expandida terminou o trimestre em US$ 16,7 bilhões. O valor, que soma provisões de Brumadinho e Samarco à dívida financeira, é US$ 1,1 bilhão menor que o do primeiro trimestre de 2026 (US$ 17,8 bilhões). A relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses ficou em 0,8 vez, estável na mesma comparação.
O que diz a Vale
A companhia associa o resultado à alta produção de minério de ferro e cobre no período. “Entregamos resultados sólidos na comparação anual em todos os negócios, com o minério de ferro atingindo sua maior produção para um segundo trimestre desde 2018 e o cobre seu melhor segundo trimestre em nove anos”, diz Gustavo Pimenta, presidente da Vale, no balanço.
Segundo o executivo, a decisão sobre dividendos e recompra reflete a convicção no valor de longo prazo da companhia. Ele cita o avanço de projetos como o Serra Sul +20, que entrou em operação em julho, e o Bacaba, no cobre, que segue à frente do cronograma original.
























