Essa redução refletiria, entre outras, contribuição positiva da variação de preços em alimentos no domicílio, para a qual o economista projeta deflação de 0,5%, no IPCA cheio de junho.
Ao longo do restante do ano, a alimentação ainda traria contribuição positiva em julho, com estabilidade, ou mesmo ligeira deflação, sobre junho, mas, nos meses seguintes, voltaria a apresentar variações de preços menos favoráveis. Previsões são de um pico em agosto e setembro, com altas em 12 meses acima de 9%, e recuo, no último trimestre, fechando o ano com variação de 7,3%.
Dólar ajuda
A marcha dos preços dos bens industriais também trouxe contribuição positiva para o IPCA-15 de junho. A inflação do grupo recuou de 0,41%, em maio, para 0,06%, em junho. O movimento baixista é resultado da redução gradual das pressões cambiais, com as quedas nas cotações do dólar.
Informações sobre um novo bônus da usina hidrelétrica de Itaipu aos consumidores, prevista para julho, levaram Romão a projetar uma ligeira deflação para o IPCA de julho. Mas o rebote do benefício, se realmente concedido, pressionaria o índice de agosto.
Previsão de 5,3% em 2025
Considerando esses elementos, agosto marcaria o pico da inflação em 2025, tanto na variação mensal quanto no acumulado em 12 meses. A previsão de Fábio Romão é de uma alta de 0,7% no mês, levando a um aumento de 5,6% em 12 meses.
























