A receita líquida somou 31,57 bilhões de coroas suecas, alta de 0,9% em relação ao mesmo período de 2025. O crescimento orgânico de vendas, que exclui o efeito cambial, foi de 2% no trimestre, puxado por volumes maiores na Europa, Oriente Médio, África e Ásia-Pacífico e na América Latina. A América do Norte teve queda orgânica de 2,9%, reflexo da retração do mercado americano.
A extensão das tarifas de importação dos Estados Unidos elevou os custos da indústria na América do Norte. A Electrolux afirma que as sobretaxas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, pressionaram os resultados a partir da segunda metade do trimestre. Para compensar as perdas, a empresa afirma que repassou parte do aumento aos preços, com reajustes entre 5% e 20% conforme a categoria de produto.
O Ebita (lucro antes de juros e amortização, indicador que se aproxima da geração de caixa da operação) ficou negativo em 674 milhões de coroas suecas no trimestre. O resultado reverteu o Ebita positivo de 1,11 bilhão de coroas suecas do mesmo período de 2025. A margem Ebita passou de 3,6% para -2,1%, recuo de 5,7 pontos percentuais.
Os investimentos em ativos imobilizados somaram 478 milhões de coroas suecas no trimestre, 7,7% menos que no mesmo período de 2025. A companhia revisou para baixo sua previsão de investimentos para o ano todo, de 4 bilhões de coroas suecas para uma faixa entre 3 bilhões de coroas suecas e 3,5 bilhões de coroas suecas.
A dívida líquida da Electrolux encerrou o trimestre em 23,96 bilhões de coroas suecas, queda de 15% em relação aos 28,18 bilhões de coroas suecas de 31 de dezembro de 2025. Segundo a companhia, a redução refletiu principalmente os recursos líquidos captados em uma oferta de ações (rights issue) de aproximadamente 9,06 bilhões de coroas suecas, concluída no fim de junho. A relação entre dívida líquida e Ebitda (indicador que mede a geração de caixa) caiu de 3 vezes, para 2,6 vezes no período.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, a Electrolux teve prejuízo líquido de 2,11 bilhões de coroas suecas. O resultado se compara a um lucro de 220 milhões de coroas suecas nos seis primeiros meses de 2025. A receita no semestre somou 61,11 bilhões de coroas suecas, queda de 4,3% em um ano, enquanto o lucro operacional ajustado avançou 12%, para 1,4 bilhão de coroas suecas.
























