Por Solimar Luz – Repórter da Rádio Nacional
O aumento da ocorrência de eventos climáticos extremos tem levado à adoção de medidas de prevenção e adaptação em vários setores, inclusive na educação.

Para orientar gestores sobre como preparar as escolas, pesquisadores do Cemaden, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e do Instituto Alana divulgaram uma nota técnica com recomendações para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.
Boletim do painel El Niño aponta mais de 90% de probabilidade de ocorrência de um evento muito forte entre setembro e novembro.
As temperaturas devem ficar acima da média em praticamente todo o Brasil, embora massas de ar frio possam provocar quedas bruscas, especialmente em setembro.
Entre os principais riscos estão o aumento das temperaturas, mudanças no regime de chuvas, ondas de calor, secas e incêndios florestais.
Segundo o documento, o Brasil possui cerca de 150 mil escolas públicas e mais de 40 milhões de jovens expostos aos eventos climáticos.
Desse total, mais de 370 mil crianças estudam em áreas de risco nas capitais.
A nota recomenda que as secretarias de Educação trabalhem em conjunto com a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e as áreas de Saúde, Assistência Social e Meio Ambiente.
Também orienta a criação de planos para situações de emergência, a definição de canais de comunicação com as escolas e o acompanhamento dos alertas dos órgãos oficiais.
O documento sugere ainda adaptações na infraestrutura, como melhor ventilação e criação de áreas verdes para reduzir o calor e ajudar no controle da água da chuva, e prevê que as medidas devem considerar as características de cada região, além das condições sociais, culturais e de acessibilidade.
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