Por Cristiane Ribeiro – Repórter da Rádio Nacional
Rio de Janeiro, Goiás, Maranhão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Estes são os estados que estão em nível de alerta, risco ou alto risco na incidência da Síndrome Respiratória Aguda Grave. Entre as 27 capitais, Boa Vista, Cuiabá e Porto Alegre são as que apresentam crescimento nos casos da doença na última semana. As informações são do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz, referentes à semana de 30 de agosto a 5 de setembro último.

A edição do boletim, divulgada nessa quinta-feira (10), aponta, no entanto, que no cenário nacional não há sinais de alta nos registros da síndrome nas últimas seis semanas.
A análise vale, também, para as crianças e adolescentes de dois a 14 anos. Segundo os pesquisadores do InfoGripe, a estabilização dos casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave nas crianças pequenas está associada à queda dos casos por VSR, o vírus sincicial respiratório, principal causador da bronquiolite e pneumonia. Já entre as demais faixas etárias, a queda nos casos da síndrome é atribuída à diminuição das hospitalizações por influenza.
Ainda de acordo com o InfoGripe, nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a maioria, ou 48% dos casos positivos da Síndrome Respiratória, foi atribuída ao rinovírus, causador dos resfriados comuns. Apenas 2,4% dos casos foram de covid-19.
De janeiro à primeira semana de setembro deste ano foram notificados quase 148 mil casos da síndrome. O rinovírus foi responsável pela maioria dos registros: 31%.
A incidência da doença apresenta impacto mais elevado nas crianças até dois anos, mas em termos de mortalidade ocorre o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais atingida.
O boletim mostra que neste ano cerca de seis mil e quinhentas pessoas morreram pela doença.
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