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Com as cenas cada vez mais eróticas entre Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovski), apelidado de “Loquinha”, — as únicas não violentas na novela Três Graças — com alcance até internacional, Aguinaldo Silva consolida-se como o autor que naturalizou o romance entre mulheres na teledramaturgia brasileira, e no horário nobre.
O autor colocou duas mulheres se desejando no centro da trama, com a mesma luz, o mesmo cuidado estético e a mesma legitimidade que sempre foram dedicados aos casais heterossexuais. O fato de essas cenas não virarem manchete negativa também significa alguma coisa. Houve um tempo em que um beijo entre personagens masculinos ou femininos praticamente paralisava o país, virando debates acalorados. Hoje, não escandalizar já é, por si, um termômetro.
Na terça (24/02), com a cena da primeira vez do casal na casa de campo da família da policial, em Campos do Jordão (SP), as sequências mostradas eram exatamente como as que acontecem entre casais héteros: troca de olhares, tesão, língua, entrega, intimidade, ou seja, tudo que acontecia nos romances tradicionais.
A aceitação é tanta que elas vão virar trama de novela vertical no Globoplay, no formato de redes sociais, com lançamento em março, e episódios entre 2 e 3 minutos com 40 capítulos, com cenas do cotidiano do casal, com roteiro de Marcia Prates (colaboradora de Aguinaldo em Três Graças) para garantir que a história não se perca da trama principal.
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O autor colocou duas mulheres se desejando no centro da trama, com a mesma luz, o mesmo cuidado estético e a mesma legitimidade que sempre foram dedicados aos casais heterossexuais. O fato de essas cenas não virarem manchete negativa também significa alguma coisa. Houve um tempo em que um beijo entre personagens masculinos ou femininos praticamente paralisava o país, virando debates acalorados. Hoje, não escandalizar já é, por si, um termômetro.
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