Tem hype e tem não hype também. De fato, o Kimi K3 é um modelo super avançado e traz uma eficiência no seu uso. Ele se igualou muito ao modelo de fronteira da Anthropic -um modelo tão avançado que o governo dos Estados Unidos proibiu o acesso a qualquer estrangeiro. Isso trouxe questões: essa IA é tão poderosa assim? A gente está na mão dos Estados Unidos? O Kimi vem nessa fronteira mostrando: “Cheguei”. E não é só fazer algo parecido, mas com otimização maior, porque entra custo. Para diferentes tarefas, o Kimi pode ser até 70% mais barato.
Diogo Cortiz
A dificuldade de separar quem é estrangeiro para cumprir a decisão norte-americana de restringir o acesso à IA levou a Anthropic a barrar todo mundo de ter contato com o modelo, o que ampliou o debate sobre dependência tecnológica.
Segundo ele, o Kimi K3 ganhou atenção por “liberar para todo mundo” e de forma aberta um modelo parecido. Para o pesquisador, isso funciona como uma “carteirada” da China ao mercado global.
Os Estados Unidos estão falando que têm um modelo avançado e não vão liberar para ninguém. Então, eu [China] tenho um modelo parecido e eu estou liberando para todo mundo, inclusive de forma aberta. Isso mostra não só o poder tecnológico da China, mas traz toda uma discussão de caráter geopolítico.
Diogo Cortiz
Apesar do barulho, o Kimi K3 não é necessariamente melhor em tudo, diz Cortiz. Ele relata que, em alguns testes, o modelo chinês supera o rival, mas na maioria fica próximo e “um pouquinho abaixo”.
O avanço, porém, já provoca reação em Washington. A Casa Branca se movimentou e busca formas legais para proibir o uso do Kimi dentro dos EUA, em meio à constatação do Congresso norte-americano da disseminação da IA chinesa entre startups do país.
Um relatório do próprio Congresso analisou o avanço da China em IA, principalmente em modelos de código aberto. Eles identificaram que 80% das startups americanas usam, em algum momento, modelos chineses.
Diogo Cortiz
Outro ponto de tensão é a acusação, sem provas, de que o Kimi roubou capacidades técnicas da Anthropic por destilação -técnica de extrair comportamento de um modelo ao interagir com ele.
China ‘cria’ cidade para ‘ONU da IA’ e enfrenta problema: robôs demais

A China usou a Waic (conferência mundial de inteligência artificial) para mostrar sua força na tecnologia e defender uma governança global de IA. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz, que esteve por lá, conta o que o evento revelou – e o que preocupou.
Além de ter visto anúncios como a Waico (Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial), apelidada de “ONU da IA”, e de novos chips e modelos de IA, Cortiz diz que o pavilhão de robôs expôs um efeito colateral: empresas demais fazendo a mesma coisa, com níveis muito diferentes de qualidade.
É uma conferência gigantesca que a China organiza. Para mim, já é a maior do mundo. 350 mil pessoas participaram. A conferência era tão grande que tinha mais de 1.200 empresas expondo. Era como um grande centro de exposição empilhado em três andares e ainda assim não deu conta: usaram outros dois centros, fora eventos em hotéis.
Diogo Cortiz
Ataque rápido, perda de R$ 1.287 e vítima reincidente: o perfil do golpe

Golpes e fraudes na internet viraram o crime patrimonial mais praticado no Brasil, enquanto roubos do mundo físico caíram, segundo o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes conta como outro relatório traçou o perfil desses ataques no país, do prejuízo médio às vítimas preferenciais, passando pela velocidade com que os golpes são aplicados.
Enquanto caíram os roubos de veículos (20%), de transeuntes (23%), a estabelecimentos comerciais (18%) e de celular (18,6%), os golpes digitais subiram em 2025, mostra anuário. Somaram 2,2 milhões de ocorrências no ano passado.
Já o relatório “O estado dos golpes em 2026”, da Global Anti-Scam Alliance, mostra a cara das fraudes digitais no Brasil, após entrevistar 60 mil pessoas em 40 países, mais de mil delas no Brasil.
O relatório mostra que 81% dos brasileiros tiveram algum contato com o golpe. Isso quer dizer que durante o ano foram 202 tentativas de golpe [por pessoa]. Mas, quando você extrapola para a população, dá 34,5 bilhões de tentativas de golpe. (…) Não dá para você, humanamente, fazer quase 35 bilhões de tentativas de golpe. É muita coisa. Até por isso, os principais canais que os golpistas usam são aqueles que usam mensagens diretas.
Helton Simões Gomes
Com IA para robôs, humanos pensarão duas vezes antes de bullying com máquina

O Google diz ter dado um passo definitivo para tirar os robôs do “modo laboratório”, quando o ambiente não pode mudar, e levá-los para o mundo real. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam o que o Gemini Robotics 2 muda na robótica.
A promessa é levar a autonomia que a IA generativa já mostrou no digital para o mundo físico: mais destreza nas mãos, corpos que se adaptam a mudanças no ambiente e até cooperação entre máquinas para concluir uma tarefa.
A gente só não tem isso ainda porque os robôs têm uma dificuldade muito séria e muito palpável: eles são muito úteis, mas desde que façam atividades repetitivas, pré-programadas, ou que sejam tele-operados pelos seres humanos, e o ambiente não pode mudar de jeito nenhum. Eu não conheço nenhum lugar fora de um laboratório que seja assim. Mas o Google inventou uma inteligência artificial muito diferente daquela que a gente usa no ChatGPT, no Claude e no próprio Gemini, que resolve esse tipo de coisa.
Helton Simões Gomes
O que é a IAI?: Itaú adota IA pra cativar cliente e fazer Pix para ele

O Itaú colocou uma inteligência artificial dentro do aplicativo e quer transformar a IA no “primeiro contato” do cliente com o banco, com um botão flutuante que abre funções e orientações financeiras.
No novo episódio de DEU TILT, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Gabriel Francisco Ribeiro e Helton Simões Gomes explicam o que o banco busca com a IAI, como ela usa dados para personalizar respostas e por que o movimento pode se espalhar.
O Itaú quer fazer da inteligência artificial o primeiro contato que as pessoas têm com o banco. Por isso, eles colocaram no aplicativo um botão flutuante que, ao clicar nele, você tem acesso a diversas funções. A ideia é trazer para dentro do app a possibilidade de as pessoas realizarem tarefas que elas já estão fazendo do Itaú para fora, mas dentro de um espaço mais protegido, com mais confiança e com acesso aos seus dados.
Helton Simões Gomes
DEU TILT
Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no YouTube do UOL e nas plataformas de áudio. Assista ao episódio da semana completo.

























