Trava foi para pressionar Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não tem se posicionado quanto ao prazo para a apreciação da 6×1 no Senado. Ele defende retomar o diálogo com o presidente Lula (PT), mas ainda não conversaram.
Alcolumbre já disse que a Casa levará o “tempo razoável” para analisar a PEC. Disse que o Senado não será “carimbador” dos projetos que saem da Câmara e debaterá o tema “com calma, sem açodamento e sem pressa”. O tema é considerado de extrema importância para a campanha de reeleição de Lula.
Estratégia do governo tem prazo. Após a Câmara ter começado a apreciar a PEC da escala 6×1, em fevereiro, o governo decidiu enviar a mesma proposta por meio de um projeto de lei, em abril, sob urgência constitucional. A urgência instituiu um prazo de 45 dias para a Câmara realizar a votação do projeto de lei. Motta deu andamento somente à PEC, e o PL passou a trancar a pauta em 30 de maio.
Motta defendeu “autonomia do Senado”. “Em 27/5, a Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho para 40 horas, com dois dias de descanso na semana, sem redução salarial. Agora, a PEC está sendo discutida no Senado, que tem autonomia na condução”, escreveu na quarta.
Alcolumbre encaminhou projeto alternativo sobre jornada. O senador enviou à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) um outro texto que muda a legislação trabalhista para estabelecer a hora trabalhada. O texto tem sido usado pela oposição como uma alternativa ao projeto governista e tem o apoio de entidades empresariais.
Texto é de chefe de campanha de Flávio. O texto foi protocolado pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) —que também é coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República—, e já recebeu o apoio de 40 dos 81 senadores.













